A primeira apresentação aconteceu no dia 6, durante a inauguração das luzes da Catedral. E surpreendeu. Afinal, foram só três meses de ensaio realizados em duas vezes por semana. Porém, foi no dia 10, aniversário de Londrina, mais especificamente no gabinete do prefeito Antonio Belinati, que oficialmente foi apresentado o Coral Cidade de Londrina. E mesmo com pouco tempo de formação, o grupo já está com uma agenda lotada até a antevéspera do Natal - outra performance acontece hoje, às 19h30, na Biblioteca Pública.
O Coro Cidade de Londrina, formado por 35 vozes, é composto em sua maioria por funcionários municipais e também pessoas da comunidade. Nasceu de uma idéia da Secretária Municipal de Cultura, Ângela Marçal. ‘‘Um dos meus sonhos como secretária era o coral. Mas até então não havia como viabilizá-lo porque dependia de boa vontade mas também de algum recurso’’- afirma ela.
Mãos à obra, e com ajuda das programadoras de cultura Solange Batigliana e Regina Reis, o projeto de formação do coro foi inscrito - e aprovado - na Lei Municipal de Incentivo à Cultura. A previsão de arrecadação - também conseguida - era de R$ 5 mil anuais. Com essa importância captada junto à iniciativa privada, o primeiro passo foi a compra de um piano digital e também a contratação de um regente, no caso o maestro e arranjador André Luiz Gonçalves de Oliveira, que já trabalhou anteriormente com outros corais em Londrina, Rolândia e Apucarana. O uniforme do coral foi patrocinado pela Sercomtel.
Cerca de 80 pessoas se inscreveram para fazer parte do coral. Mas a seleção final acabou ficando com 35 vozes, das quais 8 masculinas. Muitos dos cantores não havia tido experiência anterior. Nesse primeiro momento, como explica o maestro, o repertório está mais direcionado a canções natalinas. Entretanto, para o próximo ano a intenção é ampliar o leque de músicas que iriam do popular ao erudito. ‘‘Nossa preocupação é sobretudo didática e é isso que vai permear a escolha do repertório’’- antecipa André Oliveira.
Nessas primeiras apresentações, o Coro esteve acompanhado de um quarteto de flautas doces e um quarteto de cordas. Os instrumentistas são todos do curso de Música da Universidade Estadual de Londrina e atuam como convidados. E como o entrosamento está sendo bom, o próximo passo, ainda segundo o maestro, é colocar na teoria o que já existe na prática. Ou seja, o Coro, na verdade, já nasceu com uma formação camerística.
Por esse motivo, André de Oliveira já inscreveu um projeto na Lei Municipal de Incentivo à Cultura propondo a formação da ‘‘Camerata Cidade de Londrina’’ que uniria um grupo de câmara - com os mesmos instrumentistas que já vêm atuando com o coro - e vozes. ‘‘A gente vê pouca integração entre coral e instrumentos nos coros amadores’’- observa o maestro. Em Londrina estima-se que haja entre 30 ou 40 corais amadores.
O projeto da Camerata está estimado em R$ 30 mil. Se for aprovado - o resultado dos projetos inscritos na Lei de Incentivo sai até dia 6 de janeiro -, o próximo passo seria novamente bater às portas da iniciativa privada para juntar a importância que seria utilizada para, entre outras coisas, contratar um preparador vocal, pagamento de músicos e confecção de partituras.

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