Tocar músicas comerciais já conhecidas do público é uma forma segura de tentar agradar, mas o bom DJ se destaca justamente naquilo que ele arrisca. ''É bom tocar para agradar, mas eu tento também inserir músicas novas para as pessoas conhecerem, inclusive produções minhas. É uma forma de as pessoas conhecerem e verem que há coisas diferentes. Já aconteceu de eu tocar uma música e depois de algum tempo ela fazer sucesso nas rádios'', conta o DJ Vegas8, acrescentando que o público aceita qualquer coisa, desde que na noite adequada.
De fato, o DJ, por estar sempre antenado com as novidades no cenário musical mundial, acaba sendo um antecipador de tendências e sucessos. ''Há muita música boa que as pessoas não conhecem. Aí os DJs fazem o remix e este estoura primeiro. Essa é uma das nossas funções'', comenta Suzuki, que, nos tempos da extinta Kalahari, recebia material diretamente das gravadoras para divulgar.
Falando em novidades, para Daus, a próxima onda é o tech house, uma subvertente da house music. Vegas8 complementa com o nu disco e uma retomada do trip hop do começo dos anos 1990. ''Sempre tem um revival'', observa, referindo-se às várias ondas de releituras de ritmos antigos. Mas não é tudo o que faz sucesso no exterior que o público brasileiro aceita. ''O minimal estourou lá fora mas não pegou por aqui'', exemplifica Suzuki.
E, em um universo que sobrevive à base de novidades, recriações e tendências que duram muito pouco tempo, sobram uns poucos sucessos perenes, o que leva o DJ a viver constantemente renovando seu acervo. Mas Suzuki revela que há um hit que não sai das pistas desde que ele começou: Sweet Dreams, do Eurythmics. ''A música é dos anos 1970, tem uns 80 remixes. E até hoje as pessoas gostam.'' (A.I.)

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