Considerado um dos festivais literários mais importantes do País, este ano o Flipoços instituiu um prêmio ao qual concorrem as seguintes editoras do Paraná: Madrepérola, Florear Livros e Positivo
Considerado um dos festivais literários mais importantes do País, este ano o Flipoços instituiu um prêmio ao qual concorrem as seguintes editoras do Paraná: Madrepérola, Florear Livros e Positivo | Foto: Divulgação

Com a intenção de dar visibilidade a novos autores o Flipoços 2021 (Festival Literário Internacional de Poços de Caldas) lançou, pela primeira vez, uma premiação para contemplar obras já publicadas e inéditas. “A gente acredita que fazer a premiação dentro do Festival, que é um dos maiores em literatura do País e tem uma característica mais acolhedora por ser aberto ao público, é uma forma de divulgar novos autores para um público bastante interessado”, explica Vanessa Ratton, idealizadora do Prêmio Flipoços, promovido em parceria com a Amare Livros.

O Prêmio envolve seis categorias – poesia, conto, dramaturgia, literatura infantil, literatura juvenil e livre imagem – tanto de obras já publicadas quanto inéditas. Nesta primeira edição, 15 editoras se inscreveram, além de 100 autores independentes.

“Tivemos a ideia de contemplar obras inéditas para dar oportunidade aos autores que ainda não conseguiram chegar a uma editora ou publicar o próprio livro. E o número de inscritos nos mostra que realmente temos muitos escritores pelo País precisando de um espaço para mostrar os seus trabalhos. As grandes editoras investem pouco em novos autores e tem muita coisa boa a ser reconhecida”, diz.

Entre os finalistas, Ratton destaca as editoras do Paraná: Madrepérola, Florear Livros e Positivo. Sendo esta última, a com maior número de obras na reta final. Entre os 11 finalistas nas categorias Literatura Infantil e Literatura Juvenil, quatro livros são da Editora Positivo. São eles: “Achando a chave”, de Álvaro Faleiros e Fernando Vilela. A obra é recomendada a partir de 3 anos e desafia os leitores a encontrar as rimas que dão acesso aos cômodos da casa.

Na categoria Juvenil, os finalistas são “A rede florida”, de Graziela Bozano Hetzel e Anna de Cunha Teixeira (a partir de 10 anos), “Projetos e presepadas de um curumim na Amazônia”, de Edson Kayapó, e “Rabiscos”, de Luís Augusto Campello Dill e Fernando Vilela (a partir de 11 anos).

O livro imagem “O maior queijo do mundo”, da Editora Duna Dueto, escrito por Eliana Martins e ilustrado por Adilson Farias, foi consagrado pela comissão julgadora Mérito Literário Flipoços. Ratton comenta que se trata de uma categoria nova. “A história é contada totalmente pela imagem e nos permite fazer uma leitura perfeita, no entanto, é uma área que precisa crescer mais”, diz. Os vencedores serão conhecidos em março e a premiação final será em julho.

FESTIVAL

O Flipoços recebe autores de todo Brasil para lançamentos de livros e projetos de incentivo à leitura
O Flipoços recebe autores de todo Brasil para lançamentos de livros e projetos de incentivo à leitura | Foto: Divulgação

O Flipoços surgiu em 2006 com caráter diverso, apartidário e eclético. Em pouco tempo se consolidou como um dos mais importantes festivais de literatura do Brasil, e hoje atrai uma média de 70 mil pessoas a cada edição.

Em 2018, o Flipoços recebeu o Prêmio Nacional Retratos da Leitura no Brasil, na categoria Cadeia Produtiva, que reconhece e valoriza as empresas e institutos que investem em projetos de incentivo à leitura, promoção de novos leitores e consumidores de livros. Por conta da pandemia, a 15ª edição do Festival será realizada em formato on-line, de 21 a 25 de julho.

Serviço: Para mais informações, acesse www.flipocos.com

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