NOVAS METODOLOGIAS - Informática como ferramenta pedagógica
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segunda-feira, 08 de abril de 2013
Ana Paula Nascimento<br>Reportagem Local 
Ao ritmo de uma cantiga bem animada, em fila, conduzidos carinhosamente pela professora Andréia Scatolin, os alunos de cinco e seis anos da Escola Municipal Maria Carmelita Vilela Magalhães, de Londrina, vão chegando para a aula semanal no laboratório de informática.
Inicialmente eles sentam ao chão para ouvir as explicações sobre o software educativo que estão aprendendo a usar, o Tux Paint, da Linux. Com a página principal projetada em data show, sob dezenas de olhinhos atentos, a professora vai relembrando os ícones já conhecidos pela turma e apresentando novas ferramentas. Até mesmo as cores servem de incentivo para relembrar as aulas de inglês, já que estão aprendendo as cores básicas em língua inglesa.
Em um clima descontraído, eles se divertem com as dezenas de possibilidades apresentadas e se encantam com o recurso que permite que escrevam o seu nome nos desenhos feitos por ele. Como estão em plena fase de pré-alfabetização, demonstram orgulho em reconhecer as letras, que sabem de cor. Como incentivo a mais, assistem a um vídeo da Galinha Pintadinha sobre o alfabeto antes de irem para os computadores. A música contagia e as crianças não resistem: levantam-se e começam a dançar.
Já no computador, em duplas, eles demonstram bastante destreza e coordenação motora na utilização do mouse e do teclado. Com tantos recursos, a criatividade aflora espontaneamente enquanto a professora vai fazendo pequenas intervenções sobre o que estão desenhando, o que pretendem fazer e as ideias que vão surgindo.
"Sempre procuro promover um espaço bem lúdico e interativo e que faça conexão com o que estão vendo em sala de aula. Hoje, por exemplo, aproveitamos para falar das cores em inglês. É um trabalho gradativo, que passo a passo vai valorizando as diferentes competências de aprendizagem deles", explica a professora Andréia Scatolin, que tem pós-graduação em informática na educação. "Não é a ferramenta em si, é preciso trabalhá-la como recurso pedagógico", acrescenta.
Auxílio pedagógico
Com 18 computadores, data show e caixas de som, há quase três anos o laboratório de informática é realidade na Escola Municipal Maria Carmelita Vilela Magalhães. Em um ambiente bastante confortável e organizado, a infraestrutura da instituição deveria servir de modelo para a rede municipal que soma cerca de 80 escolas e apenas 25 com laboratórios de informática em funcionamento. Atendendo quase 500 alunos, nos três períodos, incluindo alunos da Educação de Jovens e Adultos e de inclusão, o espaço informatizado é utilizado para o aprimoramento da aprendizagem de todos.
Da educação infantil aos alunos do quinto ano do fundamental, além dos jovens e adultos, a informática faz parte do dia a dia escolar, inclusive no blog (macarmelita.blogspot.com), em que todas as atividades da escola são relatadas e as atividades da aula de informática também são postadas para que os alunos possam refazer os exercícios em casa.
No caso dos alunos do quinto ano, o trabalho mais recente foi uma pesquisa sobre o surto da dengue, em que deveriam produzir uma apresentação em Power Point e com animação. A qualidade dos trabalhos chama a atenção e demonstra um bom domínio da ferramenta.
Durante a aula, a professora aproveita para reforçar a importância do uso responsável da internet. "Não é o proibir pelo proibir, mas demonstrar que certos comportamentos podem trazer prejuízos a eles mesmos. É buscar uma consciência maior na utilização dessa ferramenta, o que acaba promovendo a autonomia deles", destaca Andréia.
Recentemente, dentro do projeto Conhecer Londrina (em que os alunos visitam diversos pontos históricos de Londrina), os alunos também puderam utilizar os recursos do Google Maps, do Google Earth, Street View e Print Screen para fazer seus relatórios sobre o passeio realizado pela escola em parceria com a prefeitura. Durante a visita, próximo à Concha Acústica, a aluna Elisa Maria Kalocsay até se surpreendeu com o nome do seu trisavô - Angelo Bonato (pai da sua bisavó Aurora Bonato Kalocsay) - em um dos totens dos pioneiros. Uma forma prática e moderna de pesquisar sobre o local em que se vive e a própria localização no mundo.

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