Novas lojas continuam abrindo apesar de todas as dificuldades
Depois de trabalhar sete anos na Figaro, Claudemir Monteiro abriu seu próprio negócio, criando a Acervo, que é o bebê neste elenco de discos usados. Está na praça há quatro meses e garante: Por enquanto dá para contornar as dificuldades; ainda não tem tanta crise neste ramo.
Monteiro aposta na paixão que move pessoas como ele, que deixava de comprar roupas para colocar o último centavo num disco. Se eu estivesse há dois anos no setor, com um bom depósito, e vendendo o que vendo, não teria nenhuma crise. Para mim este é um período de investimento, acrescenta.
Segundo os balanços mensais da Acervo, os LPs vendem mais que os CDs. O CD nacional está muito caro, então a saída é voltar para o vinil, acredita Monteiro. Também aqui a música popular brasileira está encalhada; o rock e os sertanejos ocupam o topo. O que gira de LPs é impressionante, desde que não seja mpb. Tenho Maria Bethânia por R$ 2 e ninguém compra. Grupos de rock a R$ 5,00 não ficam na estante.





