Pense em um esporte radical. Queenstown, na Nova Zelândia, tem. Do bungee jumping ao snowboard, a cidade reúne uma grande variedade de modalidades. Cruzar o mundo atrás de aventura pode parecer exagero, mas se este for o destino, o esforço será recompensado.
Queenstown fica na costa oeste da Ilha do Sul do arquipélago neozelandês. É uma cidade pequena, com apenas 8,5 mil moradores. A vocação para a aventura está em sua natureza privilegiada, da qual seus habitantes sabem extrair a maior dose de adrenalina possível, seja na terra, na água ou no ar.
A cidade é o pólo de esportes radicais no país, de acordo com Haicke Mannig, primeiro secretário da Embaixada da Nova Zelândia no Brasil. ''Mesmo quem não está em busca de aventura acaba fazendo, pois conhece as ótimas instalações, que respeitam os padrões de segurança definidos em lei'', afirma.
Outra razão está em seu pioneirismo. O bungee jumping nasceu lá. Existem sete locais para saltos, entre 41 e 134 metros de altura. A estudante Alice Gelli, de 15 anos, foi para Queenstown com a família em dezembro de 2005 e sempre quis fazer bungee jumping. ''É uma sensação maravilhosa de liberdade'', conta.
Como já tinha feito o cânion swing, em que se balança em uma corda, o pai não queria deixá-la experimentar o bungee. ''Mas insisti tanto que minha mãe me levou'', conta. De tão empolgada com o primeiro salto, ela pulou de novo e até sua mãe, que só tinha ido para observar, encarou a queda.
O fly by wire é outra atração criada no país. O próprio aventureiro pilota uma cápsula motorizada pendurada por um cabo entre duas montanhas e a cem metros do chão. A cidade ainda oferece locais para saltos de asa-delta e paraglider.
Enquanto alguns se aventuram pelo ar, outros preferem os rios logo abaixo. Mas engana-se quem imaginou passeios tranquilos. Pode-se escolher entre o rafting, descida de corredeiras em bote o river boarding, em que se usa uma prancha individual no lugar do bote, ou o jet boat, em que lanchas percorrem os rios em alta velocidade.
A estudante de Turismo Juliana Werlang, de 22 anos, ficou em Queenstown durante cinco meses. Foi para lá trabalhar e, como queria juntar dinheiro, fez apenas o jet boat. ''Saí toda molhada com as pernas tremendo e dizendo que tinha visto a minha vida passar diante dos meus olhos umas 15 vezes'', diz. Ela abriu mão dos saltos de pára-quedas por ser muito caro. Mas e o bungee jumping? ''Não dá para ficar de ponta-cabeça. Se ainda fosse na posição normal de um ser humano...''
A grande estrela de Queenstown é o Lago Wakatipu, com 291 quilômetros quadrados. É um lugar onde as pessoas vão velejar ou aproveitar o dia nas margens. Mas nem ele escapa dos aventureiros. No parabungy, o praticante é içado por um pára-quedas a uma altura de até 180 metros por uma lancha. Depois de 15 minutos, tem-se a opção de descer lentamente ou apostar na adrenalina e descer de uma vez.
Queenstown é rodeada por montanhas e vales. De lá, partem passeios por minas abandonadas, cânions, florestas tropicais ou pelo litoral. Nesta época do ano é inverno, e a paisagem de campos verdes, lagos e rios de um azul cristalino fica emoldurada por montanhas nevadas. Essas paisagens podem ser reconhecidas na trilogia ''O Senhor dos Anéis'', filmado na região.
Mas por que apenas observar as montanhas nevadas se é possível desfrutá-las? No entorno da cidade, há percursos ideais para os esquiadores e snowboarders. Nos nove meses em que ficou em Queenstown, em 2005, o gerente de compras Tércio Almeida, de 22 anos, praticava snowboard cinco vezes por semana em Coronet Peack ou The Remarkables, montanhas próximas. ''São dois locais ótimos, com visual alucinante e possibilidades de manobras insanas'', afirma.
Para obter mais informações sobre Queenstown, vale a pena acessar o site www.queenstown-nz.co.nz.

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