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‘‘Uma dica para quem está pensando em ir para Nova York em janeiro ou agosto: não vᒒ, avisa Nelson Motta



O jornalista Nelson Motta, autor do livro de crônicas ‘‘Nova York É Aqui - Manhattan de Cabo a Rabo’’, não tem medo de mostrar o que chama de ‘‘o lado azedo da maç㒒. Nova York (a ‘‘Big Apple’’) é o assunto do livro: uma espécie de guia de viagem, com uma visão crítica e, às vezes, feroz, da cidade norte-americana preferida dos turistas brasileiros.
‘‘Nova York É Aqui - Manhattan de Cabo a Rabo’’, segundo o autor, não é apenas para quem pretende viajar para Nova York, mas para quem quer saber um pouco mais sobre a cultura, os costumes e o comportamento da heterogênea população da cidade.
‘‘Precisei de um livro inteiro para passar minhas primeiras impressões sobre esse lugar’’, admite Motta, que é cronista do jornal O Estado de S. Paulo e integrante do programa de TV Manhattan Conection, gravado nos Estados Unidos e transmitido pelo canal por assinatura GNT, nos domingos à noite.
O jornalista fixou-se em Nova York há seis anos, mas há quase 30 passa longas temporadas na metrópole. Uma das lições aprendidas ao longo dos anos foi como ser feliz na cidade, apesar dos seus defeitos. ‘‘As pessoas aqui se acostumaram a tratar todo mundo mal, mas até isso é engraçado’’, afirma Motta, que aconselha a não levar a sério o mau humor do nova-iorquino. ‘‘Se alguém o tratar mal, revide’’.
Toques Dicas preciosas também fazem parte do livro, que alerta para todo o tipo de cilada que a cidade oferece. ‘‘Uma dica para quem está pensando em ir para Nova York em janeiro ou agosto: não vᒒ, avisa Motta. Segundo ele, a irritação e a grosseria dos nova-iorquinos atingem seu grau máximo. Bares temáticos, do tipo Hard Rock Cafe, Motown Cafe, Fashion Cafe, entre outros, representam perigo. ‘‘São os favoritos do jecas americanos, evite a qualquer custo’’. Hotéis do tipo bed & breakfast (cama e café da manhã), baratinhos demais, também.
Mas nem tudo são críticas à ‘‘Big Apple’’. Motta chama a atenção para os parques e jardins, verdadeiros oásis em meio à selva urbana, como o indefectível Central Park, o Gramercy Park ou a Stuyvesant Square. Ou para as opções gastronômicas, dos famosos brunchs de domingo, oferecidos por hotéis como Plaza ou Waldorf Astoria, aos lanches rápidos dentro dos cafés dos museus. Populosa, instável e divertida. Assim é a Nova York apresentada pelo jornalista. ‘‘As tribos formadas por pessoas de vários países são a maior riqueza cultural da cidade’’, afirma Motta.
Como qualquer outro guia de viagem, ‘‘Nova York É aqui - Manhattan de Cabo a Rabo’’ tem lista de restaurantes das mais diversas procedências (China, Tailândia, Vietnã e até Brasil), hotéis, teatros, cinemas e lugares típicos que fazem a alegria dos turistas de primeira viagem.
Como um livro de crônicas, a obra de Motta discorre sobre o comportamento do americano, sem meias-palavras. Sobram farpas para o vício do jogo em cassinos, para a TV de baixa qualidade, para os musicais imbecilizantes da Broadway e para as produções ‘‘enlatadas’’ de Hollywood. ‘‘Não tive medo de fazer críticas; acho que podemos aprender com elas’’, diz o autor.

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