Nova York Por Aqui (By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich)
Quer saber de uma coisa? Esse assunto já encheu o saco. E vai encher ainda mais. Mas está rendendo. Desde o caso Watergate, 25 anos atrás, a imprensa não tinha um prato cheio como esse. TVs, rádios, revistas e jornais americanos estão se deliciando. Aqui a gente acorda Clinton e vai dormir Monica. É todo dia. Na era virtual, todo mundo quer opinar, já que o escândalo primeiro estourou na Internet. É só abrir a America Online, maior provedora do mundo, com mais de 11 milhões de usuários que lá vem Clinton, Lewinsky, Tripp, Starr.
ReproduçãoE da Newsweek, também desta semanaUma pesquisa feita no primeiro semestre de 98, pelo The Freedom Forum, uma Fundação Internacional de jornalistas, constatou que 80% dos americanos caracterizaram a cobertura da imprensa como excessiva. Outros 65% dizem que a estória Clinton/Lewinsky não é suficientemente importante para merecer a atenção que tem recebido. Somente 36% afirmaram que a mídia está fazendo um bom trabalho. Agora, na reta final dos acontecimentos parece que os americanos continuam pensando da mesma forma.
Já não vem ao caso se o presidente Bill Clinton e Monica Lewinsky, 25 anos, tiveram relações sexuais, de amizade, de carinho, de sei lá o quê. O problema é se Mr. Clinton mentiu ou induziu a ex-estagiária a mentir sob juramento. Não falar a verdade aqui na América é motivo para chacoalhar a confiança do mundo. O presidente pediu ou não para Monica negar que os dois tiveram um caso? Ele diz que nunca obrigou a moça a mentir e garante que não teve absolutamente nada com ela - fica estranho que sendo assim, Lewinsky tenha estado 37 vezes no Salão Oval, a sede do poder.





