Nova York Por Aqui (By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich)
NOVA YORK POR AQUI
By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich
Harry BensonHarry Benson flagra o casal Clinton em momento de intimidade, durante a primeira campanha presidencial, em 1992
Arquivo Folha
Rolling Stones: shows faturaram US$ 90 milhões em 97
Marta Swope/Reprodução
Mikhail Baryshnikov: em curta temporada nova-iorquina
Marinês Utteich
Al Grisant: uma artista que deu certo
Dos Kennedys aos Clintons:
fotos na intimidade
First Families: An Intimate Portrait From the Kennedys to the Clintons mostra um pouco do lado humano da vida dos presidentes dos Estados Unidos. São 30 anos do trabalho do fotógrafo escocês Harry Benson, 67. Sua lente capturou desde momentos de descontração em família até aqueles cinco minutos de reflexão solitária. George Bush na piscina com seu cachorro, Jimmy Carter lavando a quadra de tenis, Ronald e Nancy Reagan dançando ao som de Sinatra, ou Bill e Hillary Clinton, um segundo antes do beijo, são exemplos do que pode ser visto na exposição.
Benson chegou na América em 64. Seu trabalho era fotografar um novo grupo de rock chamado Beatles para o Jornal Daily Express. Decidiu ficar em Nova York trabalhando como free lancer para as revistas locais, entre elas a Life Magazine. Em pouco tempo ficou conhecido entre os melhores. Sua principal qualidade não era a de fazer as melhores fotos, mas capturar os melhores ângulos. Como ele mesmo disse numa entrevista para o Washington Post, em julho de 97, Jornais e revistas não tratam sobre boas fotos, e sim sobre interessantes cenas.
O mundo está cheio de excelentes fotógrafos, mas poucos, ou talvez nenhum, como Harry Benson, conseguiram tamanha intimidade com a Casa Branca e seus ilustres moradores. Quando perguntado por que só ele tem acesso aos presidentes, diz que é preciso ter charme e vestir-se corretamente, mas admite que isto não está mais funcionando ultimamente. A cada dia está mais difícil se aproximar da família Clinton. A culpa é da própria assessoria da Casa Branca.
A exposição vai até 7 de fevereiro no Newseum (580 Madison Avenue, entre as ruas 56 e 57. Entrada gratuita)
Rolling Stones têm maior
bilheteria de 97
Os Rolling Stones estão em Nova York. A banda de rock mais antiga do mundo prova que continua mexendo gerações.
O Tour Bridges to Babylon, que começou em setembro e vai por aí afora, está faturando alto.
Os bons ingressos para ver Rolling Stones custaram para os nova-iorquinos entre US$ 150 e US$ 300, e os 17 mil foram vendidos como água.
Mas quem está por aqui também é Bob Dylan e Van Morrison. Os shows começam amanhã e desde semana passada os ingressos estavam sold out.
Esta semana a Performance Magazine divulgou a lista dos tours que mais arrecadaram em 97, nos Estados Unidos.
Os Rolling Stones estão em primeiríssimo. Além dos US$ 90 milhões que eles embolsaram em 97 com seus shows, ainda tem muita estrada pela frente. O tour está apenas começando. Em segundo lugar está a banda irlandesa U2, que arrecadou US$ 78 milhões. Em terceiro vem Metálica com US$ 37 milhões. Fleetwood Mac está na quarta colocação com US$ 36 milhões.
Tina Tuner está em sétimo lugar com US$ 24 milhões, e em décimo estão Kenny G, e Toni Braxton com US$ 19 milhões arrecadados com as vendas de tickets.
Plácido Domingo e
Luciano Pavarotti
Os dois desembarcam em fevereiro em Nova York. Estão em duas produções no Metropolitan Opera. Pavarotti está em LElisir dAmore, O Elixir do Amor, que estréia no sábado, dia 7 de fevereiro. Plácido Domingo em Samson et Dalila, Sansão e Dalila, que estréia uma semana depois, no dia 13.
A temporada de Óperas no Metropolitan começa dia 19 de Janeiro e tem ainda: Capriccio, Les Contes dHoffmann, La Cenerentola, Madama Butterfly, Romeo et Juliette. (Ingressos podem ser comprados pelo telefone 212-362 6000, ou pelo site http://www.metopera.org )
Mikhail Baryshnikov
Depois de se apresentar dois meses na Europa, com shows lotados na França, Itália e Espanha, ele não podia encerrar sua carreira sem passar pelos Estados Unidos, numa apresentação solo. Fica pouco tempo, de 21 a 25 de janeiro. Depois, Baryshnikov se apresenta na Califórnia. Em Los Angeles, dias 7, 8, 11 e 14 de fevereiro, em Escondido de 19 a 22, e ainda em Santa Bárbara, de 25 de fevereiro a 2 de março. Em Nova York os ingressos custam entre US$ 25 e US$ 55, no City Center, na 131 West 55 Street. Telefone: 212 581-1212.
Expondo emoções
A paulistana Alice Grisant, 23 anos morando em Nova York, não pensava em ser pintora. Tentou a vida artística através da música e do teatro, mas desistiu. Acabou trabalhando por muitos anos para o grupo Abril, onde, apesar de exercer uma função executiva, podia praticar sua criatividade.
Um dia, andando por Manhattan, o destino a pegou. Alice estava observando um grupo de artistas estrangeiros pintando num lugar público, quando um deles a convidou para tentar.
Da primeira pincelada até hoje já se foram quatro anos. Alice nunca frequentou um curso de artes. Não se preocupa com estilos ou métodos. Apenas deixa as emoções deslizarem pelo pincel. A artista diz que não planeja suas obras, simplesmente deixa acontecer. Assim como não planeja sua carreira, simplesmente aceita o que a vida tem para lhe dar.
Entre os casos e acasos do destino, Alice já está na sua segunda exposição. São 53 obras expressionistas em mixed media - pinturas a óleo, guache, aquarela e acrílica, que expressam as memórias e emoções da artista. Ela define sua carreira como uma obra do universo, e completa dizendo: se eu tivesse que pedir algo, não saberia pedir tanto e tão bem.
A exposição ficará na Nexus Gallery até 31 de janeiro. (345 East 12nd Street, contato com Lee Muslin, fone 212-982-4712)
Mordida de cachorro
Os americanos andam se perguntando se o cachorro continua sendo o melhor amigo do homem. De acordo com o Jornal da Associação Médica Americana, os casos de mordidas de cães são o segundo lugar em atendimentos de emergência por ferimentos nos hospitais dos Estados Unidos. Em primeiro lugar os hospitais atendem gente que teve algum tipo de fratura jogando baseball.
Segundo estatísticas do governo, 4 milhões e 500 mil pessoas são mordidas todos os anos pelos adoráveis cães. Quase 60% são crianças e adolescentes. Por ano, cerca de 15 mil pessoas acabam sendo hospitalizadas por causa dessas mordidas. No mínimo 20 morrem.
As crianças são as principais vítimas porque se assustam mais facilmente. Elas correm e gritam, estimulando o lado selvagem do animal, que vê nos pequenos uma caça. Como o americano tem paixão por cachorros, a saída é ensinar a garotada como se comportar diante deles. A recomendação é universal, vale para todo mundo.
Nunca se aproxime de um cachorro estranho. Se acontecer, jamais corra ou grite. Fique imóvel, mudo, e não olhe nos olhos do animal. Não incomode um cachorro quando ele está dormindo, comendo ou cuidando de sua cria.
O custo médio, do atendimento de emergência, por mordida de cachorro, nos Estados Unidos, está em torno de US$ 300. Só para os primeiros socorros.
See you quinta again. Bye
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