NOVA YORK POR AQUI
By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich
Happy New Year, Feliz Navidad,
Bon Anné, Buon Anno...

Arquivo FolhaNova York faz 100 anos. E é mais segura entre as cidades americanas com mais de 1 milhão de habitantesSem dúvida Nova York é a cidade onde se pode desejar Feliz Ano Novo em todas as línguas. São mais de 80. A capital do mundo só tem do que se orgulhar. Está recebendo um número cada vez maior de visitantes porque está mais limpa, e mais segura. O prefeito Rudolph Giuliani se reelegeu diminuindo a criminalidade. O FBI concorda. Nova York é considerada a cidade mais segura dos Estados Unidos entre as que têm mais de 1 milhão de habitantes. Os assassinatos foram reduzidos em 20% nos últimos quatro anos. Só em 97, em Times Square - o coração de Nova York, o número de crimes caiu 24%. Leis mais severas e mais policiamento contribuíram para que isso acontecesse. Fama e segurança são ingredientes positivos para atrair também estudantes do mundo todo às Universidades. Eles estão deixando de ir a Los Angeles e ficando por aqui.
Nova York está
de aniversário
Ontem à noite, quando milhares de novaiorquinos e turistas estavam comemorando a passagem do ano novo em Times Square, a cidade estava completando 100 anos . A Baía de Nova York foi avistada pela primeira vez há quase 500 anos. Mas foi no primeiro minuto de 1898 que ela se transformou. Foi a união de cinco grandes municípios em uma poderosa cidade. Queens, Brooklyn, Bronx, State Island e Manhattan. Naquele momento, sob fogos de artifício e gritos de ‘‘Happy New Year’’, ela se tornava a maior cidade do mundo novo. A capital do capitalismo. De um minuto para o outro, a população explodia de 80 mil para 3 milhões de habitantes. Today, the world loves New York .
New York Convention & Visitors Bureau
O que esquentou 1997
Ontem à noite mais de 400 mil pessoas foram festejar a virada do ano em Times Square. Hotéis, restaurantes e bares lotados. No Crowne Plaza, onde a vista da Broadway é espetacular, o preço para o casal passar duas noites com direito a ceia de réveillon custou US$ 1000. Numa churrascaria brasileira teve até carnaval e a ceia custava US$ 299 por pessoa. Com balões, chapéus e apitos vai aí um pouco do que foi notícia em 1997 por aqui. O que encheu páginas e mais páginas de jornais. O que todos comentaram neste ano que terminou.
Noivo à beira de
um ataque de nervos
Ela, uma modelo de 20 e poucos anos, ele, um supercorretor de Wall Street beirando os 50. Para você diferença de idade tem problema? Para Ines Misan e John Lattanzio, não. Foram dois anos de ‘‘amor’’, até o cinquentão falar em casamento. Resultado: tudo foi por água abaixo, e pior, foram parar na Corte de Manhattan. Acontece que o noivo pediu de volta cerca de 500 mil dólares em presentinhos que tinha dado para a futura esposa. O primeiro gift foi um diamante de US$ 289 mil. Depois uma gargantilha Cartier de US$ 147 mil. Um Mercedes Benz, zero quilômetro, ele deu de lembrancinha. A modelo também fez pequenas despesas nos cartões de crédito do namorado no valor de US$ 600 mil. Ah! Ela ainda ganhou uma bolsa Hermes de couro de crocodilo de US$ 27 mil. Mesmo desistido do noivo, antes de subir ao altar, Ines não quis devolver nadinha. O argumento da modelo ao juiz foi comovente. A moça disse: ‘‘Excelência, dinheiro não compra amor’’.
Um presente e tanto
O presente do ano, quem levou foi o presidente do Grupo Disney, Michael Eisner, de 54 anos . Ele recebeu US$ 565 milhões, o maior bonus já pago no planeta a um executivo. O geniozinho administrativo foi capaz de fazer a Disney crescer 7,5% ao ano, acima da taxa de crescimento da própria economia americana. Ele recebeu parte de seu salário em ações, o que faz com que seja o primeiro interessando em ganhar. O salário de Michael desde 1989, já ultrapassou a barreira de um bilhão de dólares. Nas colunas sociais virou piada. Dizem que a Disney tem três sucessos em cartaz: no cinema, o filme ‘‘Flubber’’, recorde de público no feriado de Thanksgiving. Na Broadway, a peça ‘‘Rei Leão’’. E na vida real, Michael Eisner.
Fantasma de Diana assusta
tablóides americanos
A princesa Diana teve com os fotógrafos uma relação de amor e ódio. Morreu fugindo dos paparazzi. Mas ela está se vingando. Dois dos maiores tablóides americanos, o National Inquire e o Star, perderam substancial número de leitores nos últimos meses de 1997. Foi uma reação popular às circunstâncias da morte da Princesa Diana. Os dois tablóides juntos vendiam quase 5 milhões de exemplares por mês. O Inquire começou a perder imediatamente, quando os supermercados tiraram suas revistas das prateleiras, logo depois do acidente. Com as vendas caindo, nenhum deles se atreveu publicar as fotos da tragédia. Mesmo assim, o público continuou punindo a imprensa sensacionalista. Desde o acidente cada uma das publicações perdeu grupos de 25 mil leitores, totalizando 600 mil no final de outubro. Os dois tablóides podem continuar com problemas este ano.
Calvície tem cura?
Para alegria dos mais de 33 milhões de americanos calvos, foi anunciado neste final de 97, mais um remedinho para tentar curar a calvície. Segundo o Laboratório Merck, a pílula - batizada de Propecia - foi descoberta enquanto estava sendo desenvolvida uma medicação chamada Proscar, usada no tratamento para diminuir o tamanho da próstata em homens mais velhos. Pelos estudos do laboratório, em 86% dos 1.533 homens que tomaram o remédio, o cabelo parou de cair e começou a crescer. Agora em janeiro o vidro do remédio para um mês estara sendo vendido por US$ 40. Mulheres não podem tomar, pois prejudica a gravidez, e os homens vão depender da sorte. Ao contrário do que dizem, não está confirmado ainda se a longo prazo o remédio provoca impotência sexual.
Segredos não
tão íntimos
Para os que gostam de um pouco de fantasia, muito cuidado na hora de escolher com quem compartilhar seus segredos. Um dos comentaristas de esporte mais famosos e bem pagos dos Estados Unidos, Marv Albert, 53 anos, achou que a amante Vanessa Perhach, 41 anos, era a companheira ideal e quebrou a cara. Mais do que ardentes noites de amor, a moça estava de olho na gorda conta bancária do famoso. O que deveriam ser momentos íntimos dos dois, virou capa de todos os jornais. A mulher contou para o mundo os mais secretos hábitos do comentarista. Ele gostava de morder e usar lingerie. Foram para a Corte lavar a roupa suja. Resultado: ele teve de pagar uma indenização e perdeu um dos melhores empregos da telinha. Começa o ano desempregado. So sorry. Será que ele vai escrever um livro?
Saindo por cima
Foi anunciado neste Natal: Está saindo da telinha no final de 98 o sitcom preferido dos americanos. ‘‘Seinfeld’’, que fala sobre as neuroses de Nova York, esta entrando no seu nono ano. Foi criado por Jerry Seinfeld, o ator principal. Ele mesmo resolveu não aceitar a renovação do contrato de US$ 5 milhões e negociar com a NBC um final para o programa. Jerry tomou a decisão de recusar o contrato mais lucrativo já proposto na televisão depois de ouvir as primeiras críticas negativas sobre o sitcom. Resultado: Ele ligou pessoalmente para todos os críticos para saber onde estavam as falhas, e resolveu sair por cima. No Brasil o programa pode ser visto no Canal Sony da Rede NBC, nas noites de quinta-feira.
Frank Sinatra
O velho Frank passou 97 mais no hospital do que em casa. Jornais americanos disseram até que ele teria recebido a extrema-unção. Em dezembro fez 82 anos e soube pela internet o quanto os americanos adoram ele. Recebe diariamente milhares de mensagens desejando melhoras. Durante seus 65 anos de carreira o cantor fez uma fortuna de US$ 200 milhões. Enquanto está muito doente, assiste o último show de sua vida: a disputa pelo seu espólio. A mulher e os filhos estão brigando pela herança. A primeira consequência é a divisão: A filha Tina fica com os direitos das gravações antigas avaliadas em US$ 100 milhões. A esposa Barbara Marx, madastra de Tina, controla as casas e a galeria de arte. Os filhos Frank e Nancy mandam nos estúdios de gravação e cinema. Todos esperam cantar vitória na Justiça. O cantor tem um testamento pronto, mas o teor só é conhecido por ele e pelo seu advogado. Sem o velho Frank tudo está desafinando. (http://www.sinatracenter.com)
Titanic é o
filme do ano
‘‘Titanic’’, com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, está explodindo nos cinemas americanos. Pela segunda semana consecutiva ele ficou em primeiro lugar nas bilheterias. Já alcançou quase US$ 89 milhões de dólares em 10 dias de exibição deixando em segundo ‘‘Tomorrow Never Dies’’, James Bond. E olha que ‘‘Titanic’’ tem mais de três horas de duração, limitando o número de exibições por dia nos cinemas.
‘‘Godzilla’’ tenta
fisgar público
E quem já jogou a isca para preparar o espírito dos americanos foram os produtores de ‘‘Godzilla’’. Desde outubro eles vêm mostrando cenas do filme que só vai estrear no final de maio. É sensacional. Um senhor, durante sua costumeira pescaria, sente que o anzol ficou pesado. Quando ele puxa forte o mar começa a correr atrás dele. É Godzilla que está se mexendo debaixo da água.
O Marketing do filme da Sony precisa ser the best. É que a Companhia japonesa está se lançando no mundo do merchandising e batendo de frente com a Warner do Batman e a Disney do Mickey. O lagarto gigante vai ser transformado numa franquia. O custo é alto. São US$ 125 millhões investidos no filme e o mesmo valor para a promoção da película. Great job.
Vida longa
Os americanos não vivem tanto quanto os japoneses e franceses, mas pertencem ao clube dos povos de vida longa. As mulheres vivem em média 79 anos e os homens 75. Um novo estudo da Universidade de Harvard revelou que existe um grupo de americanos que vive em média quatro anos mais do que o resto do país. Eles moram em quatro Estados: Minesota, Iowa, Colorado e Utah. Os pesquisadores acreditam que o segredo está nos hábitos da população destes lugares. Quer saber quais são esses hábitos? Perdão, mas vamos desapontá-los. Eles ainda não descobriram que hábitos saudáveis são esses. Depois de muito estudo, os pesquisadores não detectaram nada de diferente no clima dos Estados, nem na água ou na alimentação dos moradores.
Por aqui e por aí
Por hoje é só. Obrigado pelos e-mails. Um Super 98 para vocês.
Até quinta again.
[email protected]

mockup