NOVA YORK POR AQUI
By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich




Don Pollard/cortesia Metropolitan Museum of Art

Elton John e Donatella Versace: impecáveis anfitriões

Don Pollard/cortesia Metropolitan Museum of Art

Sting (na foto com Trudie Styler): tributo vocal

Don Pollard/cortesia Metropolitan Museum of Art

Hugh Grant e Elizabeth Hurley: presenças marcantes




Ti-ti-ti de fim de ano: teve festa no museu
Todo ano uma festa de gala se repete nesta mesma época, e sempre tem ti-ti-ti diferente no mais badalado encontro da sociedade nova-iorquina. O point é o Metropolitan Museu of Art. Os ricaços vêm de todas as partes do mundo e se juntam à nata nova-iorquina. O que é arrecadado vai para os cofres do Instituto de Costumes do Museu, um departamento especializado em promover exposições de moda. Desta vez mostra 90 modelos criados por Gianni Versace. A exposição e a festa foram formas de homenagear o estilista italiano, assassinado no dia 15 de julho, em frente à mansão que ele tinha em Miami, na Flórida. No ano passado a homenageada estava lá pessoalmente. Foi a princesa Diana.
Jantar: preço
de ouro
Mais do que um jantar, quem estava ali contribuía com o Instituto, homenageava Versace e ainda aparecia no mais badalado evento social do ano. O prato custou US$ 2 mil por pessoa. Em setembro já estava sold out, não tinha mais ingressos para os atrasadinhos. Foram 3.500 convidados. Quem não quis jantar, pagou US$ 200 só para dançar. Tirando as despesas, o museu arrecadou US$ 2,3 milhões. Foi o maior valor desses últimos 20 anos. Há duas décadas o Metropolitan faz a festa. Sempre recebeu gente famosa. Quem não perdia uma era Jackeline Kennedy Onassis, que morava pertinho do museu.
Madonna X Elton John X Sting
Quinze dias antes, a fofoca corria solta. Quem vai cantar neste encontro? O que se ouvia é que Madonna, Elton John e Sting estavam tendo uma briga feia nos bastidores para decidir a questão, afinal seria o primeiro ano que a festança teria um tributo vocal. Elton John defendia a tese de que deveria fazer seu show, porque foi grande amigo de Versace e cantou no enterro de Diana. Madonna queria um lugarzinho porque também sempre esteve muito próxima do estilista. Sting, por sua vez, é amigo da família toda e ficou furioso quando lhe contaram que ele seria a terceira escolha. Complicação para os organizadores? Que nada, eles disseram que os três superstars é que deveriam decidir a questão. Mas deram um recado: um só poderia cantar.
Superstars, o blá-blá-blá continua
A torcida queria os três, tudo para compensar o preço salgado do ingresso, mas quem acabou cantando foi Sting. Os outros só se desculparam. Madonna disse que nunca pensou em cantar porque não tinha uma música nova para lançar. Elton John, numa entrevista, riu da estória e disse que a briga não passava de boato. Ele explicou que já tinha cantado o suficiente no enterro da princesa Diana e que se fizesse isso de novo ficaria muito repetitivo. Mais do que uma briguinha de astros, foi também uma briguinha dos jornais de Nova York que passaram as últimas semanas falando nisso.


Noite foi especial
Donatella Versace, preparada para continuar a moda de Gianni, Santo Versace, o outro irmão do estilista, que comanda a empresa, e ainda Elton John foram os anfitriões da festa. Por ali também passaram o ator Hugh Grant e a modelo Elizabeth Hurley (ela despertou todas as atenções do público masculino com seu vestido roxo). Ainda vieram Janai Canada, Cher e Jon Bon Jovi. O cantor se sentou à mesa entre Madonna e Cher, como uma grande torrada. Acontece que os organizadores esqueceram, ou não sabiam, que as duas não se bicam há muito tempo. Cher sempre fez comentários terríveis sobre Madonna, e Madonna por sua vez sempre fez o mesmo. Nas fotos oficiais foi Donatella quem ficou no meio das duas superstars. Fez o que pôde para que tudo ficasse na santa paz.
Moda Versace
A exposicão reúne 90 dos modelos encantadores do estilista que sempre vestiu gente famosa de Hollywood e do mundo da música, como Michael Jackson, Bruce Springsteen, George Michael, Jane Fonda, Kim Basinger, Mickey Rouke, Eric Clapton, Pill Collins, Elizabeth Taylor, Prince, e outros mais, incluindo a princesa Diana.
A exposição foi dividida em cinco galerias. A primeira é uma mini-retrospectiva das roupas que fizeram muito sucesso, ‘‘Versace: Os Limites’’ mostra até onde o estilista ousava nos seus cortes. Na outra galeria tem ‘‘Versace e Arte’’: é a sua inspiração na arte moderna abstrata e nos trabalhos de Andy Warhol. Tem ainda ‘‘Versace e a História’’, com motivos do classicismo greco-romano e silhuetas de madonas do século XVIII, e mais: ‘‘Versace e os Materiais’’ e ‘‘O Sonho’’, roupas confeccionadas para o teatro, mostrando o que era extravagante para o estilista.
Para ver essa mostra, que abriu oficialmente quinta-feira passada, tem filas quilométricas. Mais de 300 mil pessoas devem visitar a exposição nestes três meses de exibição. Ela termina dia 22 de março de 98.
• (Metropolitan Museum of Art - Quinta Avenida com a 82nd Street. Preço sugerido US$ 7 ).



PARA SUAS FÉRIAS:

Mais shows da Broadway e off Broadway
• Capeman - A estréia oficial é dia 8 de janeiro, mas os ensaios abertos ao público já estão acontecendo. ‘‘Capeman’’ mescla ritmos latinos, doop-wop, gospel e rock. Todas as músicas foram compostas por Paul Simon e o enredo dramático é do poeta (Prêmio Nobel) Derek Walcott. O musical é um retrato de três décadas da história americana apartir dos anos 50. Fala da vida de Salvador Agron, um adolescente membro da gang porto-riquenha ‘‘The Vampires’’. Ele cresceu em Nova York e era conhecido como ‘‘The Capeman’’ por causa do capuz que os membros da gang usavam. Salvador virou manchete nos jornais durante o verão de 1959 por ser acusado de ter cometido um assassinato.
(Marquis Theatre, 1535 Broadway, entre a 45th e 46th Streets. Fone 212 307-4100) .
• A funny thing happened on the way to the forum - O musical conta a estória de um escravo que pretende alcançar sua liberdade a qualquer custo na Roma 200 a.C. A comédia foi escrita em 1692 com música e letra de Stephen Soundheim e ganha nova encenação na Broadway. Mescla as características da comédia clássica com a tradição da comédia burlesca americana.
( St.James Theatre, 246 West, 44th Street, entre a Sétima e a Oitava. Fone: 212 239 6200).
O Natal do consumo
A Quinta Avenida está intransitável. As lojas de Nova York estão cheias. É uma loucura. Os americanos estão comprando de tudo. Quem não está suportando são as Ongs Ambientalistas. Elas estão fazendo de tudo para provar que o consumo desvairado é uma doença e que os americanos compram muito mais do que precisam. Para as Ongs, o consumismo faz mal para o meio ambiente, já que todo o supérfluo vira lixo.
Clinton vai às compras
Na semana passada o presidente Bill Clinton e a primeira-dama passaram dois dias fazendo compras em Nova York para mostrar que a economia americana vai bem obrigado. As lojas foram escolhidas por acaso e o resultado é que muita gente está comprando hoje nos mesmos locais por onde passou o presidente. Durante a propaganda para incentivar o cidadão às compras de Natal, Clinton comprou de tudo, incluindo dois suéteres bordados com cachorrinhos e bandeirinhas americanas. Ninguém sabe o que ele vai fazer com o que comprou, mas todos sabem que ele gastou US$ 1.419,56.
Natal gordo em Wall Street
Quem não pode se queixar deste Natal são os 1.500 corretores e analistas da Bolsa de Nova York. Apesar do ano turbulento e dos problemas do coração, com as quedas das bolsas do mundo todo, o presente deles é de deixar muita gente com inveja. Todos já receberam os bônus, uma espécie de comissão que as corretoras e bancos de investimentos pagam a seus executivos no final do ano. Alguns deles chegaram a ganhar US$ 4 milhões, num piscar de olhos. E olha que o salário desta turma já é muito bom: US$ 12 mil por mês.Por aí & por aqui
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Até quinta again.

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