NOVA YORK POR AQUI
By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich
Vitrines marcam a estação de Natal

DivulgaçãoDo clássico de Charles Dickens para a vitrine da Lord & TaylorQuando o final da tarde chegou nesta última terça-feira gelada, uma das lojas mais famosas de Nova York, a Lord & Taylor, mostrou à cidade a sua nova vitrine. O evento marcou a abertura da estação Natal. Este ano o tema é uma recriação do clássico da literatura ‘‘A Christmas Carol’’, de Charles Dickens de 1943. É a estória dos três espíritos, o passado, o presente e o futuro, que aparecem na noite de Natal para o rico e avarento Ebenezer, mudando para sempre a vida dele.
Divulgação‘‘Jackie: Uma Vida Americana’’: em cartaz na Broadway
Todos os personagens são bonecos que ganharam movimento. Parecem estar vivos. Eles são controlados por minúsculos motores e pequenas peças mecânicas. Tudo foi preparado no subsolo da loja e como num passe de mágica, o cenário subiu no andar da rua. Desde 1914 a Lord & Taylor prepara vitrines de Natal e é a única que tem um sistema hidráulico de vitrines.
Um brasileiro cria a vitrine da Lord & Taylor
Noviças rebeldes - e brasileiríssimas - estréiam na Big Apple
Para preparar este espetáculo foi preciso um ano de trabalho. Sessenta pessoas estiveram envolvidas, entre maquinistas, escultores, desenhistas, animadores, engenheiros, carpinteiros, pintores, cenógrafos e figurinistas. Eles juntaram seus talentos para transformar o desenho em realidade.
Todo este trabalho, da concepção ao detalhe final, foi comandado pelo arquiteto carioca Manoel Rezende, 36 anos. Há 11, Rezende cria a fantasia para quem passa na Quinta Avenida. ‘‘É um trabalho minucioso, que exige muita pesquisa. Da escolha do tema, até como ele vai ser desenvolvido para aparecer nas seis vitrines. Todas elas precisam ter as suas peças sincronizadas. É um grande cenário, como no teatro. É uma mesma estória que precisa ter continuidade’’, conta o arquiteto.
DivulgaçãoTrabalho em cerâmica de Lucia Py, curadora da coletiva de brasileiras em NY
Durante oito décadas a Lord & Taylor vem fazendo as vitrines animadas de Natal. A loja não coloca nenhum produto que ela tem para vender, no meio do cenário. A direção diz que tudo é feito como se fosse um grande presente para os nova-iorquinos e os turistas. Desde terça à noite mais de 100 pessoas por hora estão parando para curtir a bela vitrine que conta estórias. A Loja fica na 424 da Quinta Avenida.

O lado negro da vida de JFK
Sábado escuro em Nova York. Ti-ti-ti numa das esquinas da Uper West Side. Paramos para descobrir o que estava acontecendo. Um esperto vendedor ambulante resolveu abrir o ‘‘The Dark Side of Camelot’’, o livro que revela as aventuras sexuais do ex-presidente John F. Kennedy. Ali o preço tinha caído 20% para alegria de quem passeava pelas calçadas de Manhattan. Os americanos estão devorando linha por linha de tudo o que Seymour Hersh escreveu sobre o ex-presidente.
O jornalista investigativo, ganhador do prêmio Pulitzer, conta que o ex-presidente já tinha sido casado antes de se casar com Jacqueline, era maníaco sexual e vivia envolvido com prostitutas. O autor também insinua que Kennedy tinha ligação com a Máfia e planejava assassinar Fidel Castro. O livro está entre os mais vendidos da semana. Ele divide opiniões de quem ama e quem odeia o ex-presidente. Preço: US$ 27.
O lado engraçado de Jacqueline Kennedy
Esta é realmente a temporada da família Kennedy. John Kennedy Junior e sua vida de casado estão em todos os jornais, revistas e tablóides. John Kennedy pai e seus podres, em livro, e a mãe, Jacqueline Bouvier Kennedy Onassis, e sua vida de glamour, na Broadway.
‘‘Jackie: Uma Vida Americana,’’ é uma comédia que conta a trajetória da primeira-dama desde a infância calma em Long Island, a passagem pela Casa Branca, os dias com Aristóteles Onassis, até a morte em Manhattan. É uma sátira que recria com humor e lágrimas a vida da primeira-dama perseguida pelo público. São nove atores e alguns bonecos de papelão que representam mais de 100 personagens que fizeram parte da vida dela.
(O espetáculo tem 2 horas e 15 minutos de duração. Belasco Theatre, na 111 West, 44th Street. Ingressos de US$ 45 a US$ 60. Fone 212 239 6200).


Ninguém segura essas mulheres
Elas são 10, ou 11 com a organizadora. Quando vimos o convite de abertura da exposição pensamos que era o ‘‘Clube da Luluzinha’’. Engano. Tudo foi pura coincidência. Monica Uint, da Galeria de arte ‘‘Rarebit’’, em São Paulo, responsável pela organização da mostra, contou que a idéia era reunir 10 artistas brasileiros com qualidade e disponibilidade para vir a Nova York neste mês. Nada foi intencional. Great idea.
Ponto comum entre elas, além de mulheres e todas morando em São Paulo, só a forma como apresentam suas obras. ‘‘Não se trata de uma exposição e sim de uma ocupação’’, explicou Lucia Py, curadora e participante da mostra. Cada artista tem uma parede e parte do chão para expor. São quadros, esculturas e objetos dispostos de tal forma que juntos compõem uma nova obra. Big deal.
O grupo é bastante diversificado. Cada uma tem estilo e especialidade própria. A média de idade é de 40 anos. A exceção é Maria Amélia Botelho de Souza Aranha, 80 anos. Hard worker.
Esta é a segunda exposição que Monica organiza em Nova York. ‘‘No ano passado também vieram homens’’, afirma ela. ‘‘Se você quer se mostrar para o mundo tem que vir para a Big Apple’’, elas comentam. Quer saber como participar dessa aventura? Faça um projeto, prepare suas obras, e telefone 011 881 4350 em São Paulo.
A ‘‘Annual Brazilian Exhibition’’ está na World Fine Art Gallery, até 29 de novembro, 443 Broadway, 4th floor entre Grand e Canal Streets. Internet: (http://www.abneygallery.com).Para adoçar Wall Street
A bandeira brasileira apareceu no pregão de Wall Street, a bolsa de Valores mais importante do mundo. A CSN - Companhia Siderúrgica Nacional do Rio de Janeiro, foi a primeira empresa brasileira a colocar no mercado americano ações depois da crise financeira que abalou os mercados internacionais e após a edição do pacote brasileiro.
Hoje 20% do capital da empresa já pertencem a investidores estrangeiros. O Presidente do Conselho da Siderúrgica, Benjamin Streinbruch e a chefe executiva da empresa, Maria Silvia Marques tocaram a sineta que deu início às operações do pregão de sexta-feira passada.
‘‘Um momento de crise é também um momento de oportunidades. Quem investe em ações pensa a longo prazo. Fomos muito bem recebidos pelos investidores, e isso é um termômetro muito importante para o país como um todo. Todos continuam acreditando no Brasil’’, disse Maria Silvia para o ‘‘Nova York por Aqui’’.
O Presidente da Bolsa de Valores, Richard Grasso, que esta semana está no Brasil, também falou que está confiante nos negócios brasileiros em Wall Street e sobretudo no Governo Brasileiro. ‘‘O Brasil continua sendo um país com muita credibilidade’’.
Para adoçar o pregão, a CSN distribuiu caixas de aço com chocolates para os 1.500 operadores. Docinhos à parte, o negócio agora é torcer para os bons resultados.Por aí e por aqui
Quinta-feira que vem é feriado nos Estados Unidos. É dia de Thanksgiven, dia de agradecer. A cidade vai para as ruas num desfile que reúne milhões de famílias americanas. Balões gigantes enfeitam a Central Park West, na parada considerada a mais bonita, rica e respeitada de todas as que existem por aqui. Por isso no dia da festa nós vamos contar com detalhes, porque o Thanksgiven é uma tradição cada vez mais respeitada por pessoas de todas as idades. See you quinta again.Bye.
Nosso e-mail: [email protected]

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