NOVA YORK POR AQUI
By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich

Reprodução‘‘Seated Woman With a Hat’’ 1939Grandes atrações no
Metropolitan Museum
Toda a semana tem exposições novas na cidade. Museus e galerias abrem suas portas e trazem o melhor do mundo da arte para Nova York. O Metropolitan Museum of Art tem até o final do ano ‘‘Picasso, The Engraver’’. Uma mostra de como trabalhava o pintor e escultor espanhol.
Você também pode ver a coleção particular do artista francês Edgar Degas. Ele colecionava tantas obras dele mesmo, e de outros mestres, como Gauguin, que poderia ter montado seu próprio museu. E ainda curtir ‘‘Wordrobe’’, uma exposição de roupas com números, letras e palavras. É a utilização do vocabulário na moda.
Reprodução‘‘Woman of the Mango’’ (1892),
de Paul Gauguin
Quando a fome bater, dê uma passadinha no restaurante do museu e aproveite para ouvir boa música. Pianistas fazem concertos no final da tarde. O Metropolitan fica no número 1.000 da Fifth Avenue, com a 82st Street. O preço sugerido para a entrada é de US$ 8.
Picasso: The Engraver
Um dos maiores pintores do século XX, Pablo Picasso (1881-1973) produziu também mais de 2 mil gravuras. A mostra ‘‘Picasso: The Engraver’’ traz para Nova York 150 delas, criadas entre 1900 e 1942. Todas fazem parte da coleção do Museu Picasso de Paris.
A exposição tem novidades nunca mostradas antes. São sequências de imagens coloridas e em
preto-e-branco. Cada uma revela o percurso que o artista fazia para chegar ao resultado final do seu trabalho. Mostra com detalhes como ele lidava com um tema específico. Os traços, as modificações, a escolha das cores.
‘‘Seated Woman with a Hat’’ (1939), pode ser vista em 15 diferentes estágios, até chegar ao resultado final. ‘‘Flute Player and Sleeping Woman’’ (1933), também pode ser encontrada numa sequência de imagens, resultado do trabalho minucioso de Picasso.
Reprodução‘‘The Singer
in Green’’
1884, de
Edgar Degas
Para completar esta exposição de Picasso, o Metropolitan juntou mais 27 importantes pinturas e desenhos de coleções particulares do Museu. Um programa especial também está sendo oferecido. Tem leitura sobre a vida e obra do pintor e escultor, filmes, programas para estudantes e workshops.
Na loja do museu os interessados podem encontrar fitas de vídeo com as obras de Pablo Picasso por US$ 40, livros que variam de US$ 10 a US$ 50, postais por US$ 0,60 e posters por US$ 18. A exposição vai até o dia 21 de dezembro.
Edgar Degas:
coleção de dar inveja
Caminhando um pouco mais vamos encontrar a ‘‘Coleção Particular de Edgar Degas’’, (1834-1917). O artista francês, ao longo de sua vida, não apenas criou seus próprios trabalhos como também colecionou a arte de outros mestres. Cezanne, Gauguin, e Van Gogh, eram alguns deles.
Degas tinha tantas obras que poderia abrir seu próprio museu. Eram mais de 8 mil peças entre gravuras, pinturas, desenhos e esculturas. O sonho nunca foi realizado. Apenas os amigos chamavam de ‘‘Musée’’ a sala onde ele empilhava o que possuía. Um ano depois de sua morte, tudo foi leiloado. O mundo descobriu, então, que o mais completo colecionador das obras de Degas, era o próprio Degas. Quase tudo o que fazia, guardava para ele.
DivulgaçãoPolychrome printed silk. Nettie Rosenstein, da coleção Palm Beach, 1945
Nesta exposição estão reunidas 250 obras da coleção particular. Entre elas ‘‘Woman of the Mango’’ de Gauguin, 1892. Degas teve um especial relacionamento com este artista. Era seu protegido. Em 1895 ele chegou a comprar 9 trabalhos do amigo, numa venda desastrosa que Gauguin organizou para arrecadar dinheiro e viajar para o Tahiti. Só de Gauguin, Degas guardava 30 trabalhos.
A mostra vai até o dia 11 de janeiro. Um livro com a coleção completa do pintor custa US$ 75,00. Vídeos sobre a obra e a vida do artista também podem ser encontrados no museu.
Letras, números
e palavras
O nome da exposição é Wordrobe. Um trocadilho entre a palavra word e o guarda-roupa Wardrobe . É um passeio pela vida fashion do século 20. Mostra as várias utilidades do vocabulário na moda.
Letras, números e palavras há muito estão em nosso vestuário. Foram incorporadas a ele através de mensagens ou pitadas de moralismo. Palavras aparentemente sem sentido, que confundem encorajando a liberdade, e bem-humoradas cópias de marcas de produtos populares, também estão presentes nas roupas.
A mostra reúne nomes famosos como Jean Paul Gaultier, Moschino, Gianni Versace e Jean Charles de Castelbajac. De um lado, roupas simples usadas por visitantes do museu. Quem não tem uma, com qualquer ‘‘coisa’’ escrita. Do outro, vestidos de Moschino e jaquetões de Versace com muitas palavras. Tem também um vestido pintado com as latas da Sopa Campbell, uma das mais famosas dos Estados Unidos. O modelito é dos anos 60 e foi confeccionado por um americano anônimo.
A exposição também tem algumas particularidades do que foi moda neste século, e no final do século passado. Luvas espanholas para adultos com desenhos de crianças de 1800, bolsas de mão, 1903, gravatas de 1935 e carteiras para guardar cigarro e cartões de 1803. A mostra vai até o dia 23 de novembro.Calvin Klein e
o Contradiction
No final dos anos 70 o estilista Calvin Klein lançou sua marca de jeans, badalada por modelos como Brooke Shields. Em seguida os perfumes Obsession e Eternity. Hoje, Calvin fatura mais de um bilhão por ano. O grupo é na verdade um emaranhado de empresas que tem o direito de explorar a marca de seu criador.
Calvin Klein ganha rios de dinheiro com licenças. E para se manter no alto, precisa apelar ao público jovem, sempre renovando seus jeans e roupas íntimas. Mas é com a linha de perfumes e sua clientela estável que fatura mais. As marcas Obsession e Eternity lhe garantiram 40 milhões de dólares royalties, durante o ano de 1996.
Agora o grupo Warnaco, um dos maiores da moda americana, pagou um preço recorde pela criação de um novo perfume. É o Contradiction, destinado a uma faixa de consumidoras de alta renda, dispostas a pagar 60 dólares por um vidrinho pequeno.
Calvin Klein quer vender para mulheres que já tem de tudo. Bom emprego, marido, filhos, amigos, jardins, animais de estimação, mas que querem um pouco mais: querem ‘‘contradição’’.
John x Carolyn
O ti-ti-ti vem de uma revista de Boston que resolveu contar agora o que diz ter flagrado no final deste verão nos Estados Unidos. A fofoca envolve John F. Kennedy Jr. e a mulher dele, Carolyn Bessette. Segundo a revista, durante uma das muitas viagens para Martha’s Vineyard, ilha onde os americanos ricos e famosos se escondem, o casal teve uma pequena discussão, mas com grandes revelações. A reportagem conta que durante o bate-boca, Kennedy gritou: ‘‘Talvez nós devêssemos nos divorciar’’. A resposta também veio em voz alta. Carolyn gritou: ‘‘Ah, não. Nós esperamos a sua mãe morrer para casar. Agora vamos esperar a minha mãe morrer para nos divorciar’’. Hard woman .Por aqui & por ali
O recado é para Mirtes Taques de Curitiba. É muito difícil nos Estados Unidos encontrar um hotel que tenha o café da manhã incluído na diária. Se existir é só porque ele resolveu fazer uma promoção de pouca duração.
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