NOVA YORK POR AQUI
By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich
Bum Bum Paticumbum
em Nova York

Arquivo FolhaJoãosinho Trinta: ‘‘Em matéria de criatividade, nós temos muito o que ensinar’’Eles fazem parte do Grupo dos Sete. Nada a ver com o G7 dos países industrializados. Mas eles têm poder. São os campeões dos desfiles do Carnaval deste ano. Juntos representam mais da metade da maior festa brasileira. Os gênios da fantasia estiveram nos Estados Unidos buscando novidades: novos materiais, tecnologia e profissionalismo. Mas esta é uma rua de mão dupla. Os carnavalescos não passaram por aqui só para aprender. Como disse Joãosinho Trinta: ‘‘Em matéria de criatividade nós temos muito o que ensinar’’. Abram alas, os carnavalescos querem passar.
Troféu Brasil
A viagem dos ‘‘sete’’ aos Estados Unidos foi um prêmio que a revista ‘‘Rio Samba e Carnaval’’ deu aos campeões de 1997. Fizeram parte deste workshop, visitas aos backstages de grandes produções como da Disney, em Orlando, e shows da Broadway, como ‘‘Fantasma da Ópera’’, ‘‘A Bela e a Fera’’, e ‘‘Titanic’’ em Nova York. Foram 11 dias em contato com os teatros, cenários, depósitos de figurinos, efeitos especiais, lojas de artigos cênicos, seminários e palestras. Ou seja, tudo o que pode ajudar a renovar ou reciclar as idéias desses criadores de ilusão.
O grupo dos sete
Do seleto grupo, cinco carnavalescos eram de Escolas de Samba do Rio de Janeiro e dois de São Paulo. ‘‘Aqui não teve inimizade ou competição, pelo contrário o grupo estava bem unido, se ajudou, trocou dicas e informações. Com isso todos só tem a ganhar’’, contou Carlos Reginato, da revista Rio Samba e Carnaval. Tanto é verdade que Joãosinho Trinta e Augusto de Oliveira não conversavam há sete anos por causa de um desentendimento nos bastidores da escola de samba Beija-Flor. Aqui foi como se nada tivesse acontecido.
Entre os carnavalescos do Rio estão, além de Joãosinho Trinta, campeão pela Viradouro. Renato Lage, o vice-campeão pela Mocidade Independente de Padre Miguel. Milton Cunha, terceiro colocado pela Beija Flor, estréia em 98 na União da Ilha, e Rosa Magalhães, sexto lugar pela Imperatriz Leopoldinense. Única mulher do grupo. De São Paulo estavam o primeiro e segundo lugares. Augusto de Oliveira, da X-9 e Chiquinho Spinosa, da Vai Vai.
Trocando
informações
A troca de conhecimento e experiências foi o ponto alto desse workshop. Para Joãosinho Trinta, os brasileiros têm muito o que aprender com os americanos, quanto a seriedade e produção. Não apenas os carnavalescos, mas também políticos e administradores. Para ele, todos deveriam fazer um cursinho por aqui para saber como funciona a indústria do entretenimento. Em contrapartida, conta que o americano admira a criatividade brasileira. ‘‘Sem grandes produções ou tecnologia somos capazes de encantar multidões com o nosso espetáculo.’’ Milton Cunha completa: ‘‘O nosso Carnaval é uma fonte de inspiração para os americanos. Eles querem saber de onde vem nossas plumas, como usamos materiais descartáveis, como fazer bonito com pouco dinheiro’’.
Primeiros resultados
Os carnavalescos não querem que o encontro acabe em pizza, por isso estão aproveitando este momento histórico também para tomar decisões. Uma delas pode ser a criação de uma associação que tenha como objetivo defender o Carnaval. Outro grande negócio: um show no famoso Radio City. Os sete premiados também pensam numa exposição diferente no Lincoln Center, e até num desfile das escolas de samba na Quinta Avenida. E para divulgar a festa brasileira, eles querem convidar o prefeito de Nova York, Rudolf Giuliani, pra sambar na Sapucaí. ‘‘Bum, Bum Paticumbum Prugurumbum’’.
Guerra das
supermodelos
As agências de modelos nova-iorquinas com a Elite e a Woman estão tentando se proteger da invasão das agências européias. Nos bastidores, as grandes companhias estão brigando para manter nomes famosos, como o de Claudia Schiffer e Cindy Crawford, capazes de fazer ou destruir uma coleção. A agência francesa de Marilyn Gaulthier está trazendo Helena Christensen. A moça na Europa é uma máquina de fazer dinheiro. A competição não vai ser mole. Na guerra de nervos, a modelo já se queixou que tem medo de levar uma rasteira das coleguinhas americanas quando subir na passarela. Ti-ti-ti à parte, com tanto dinheiro em jogo, a ameaça é séria. Neste outono nova-iorquino são mais de 70 desfiles. Uma engrenagem que movimenta mais de mil modelos, 200 designers e cerca de 3 bilhões de dólares. Big Business.De 25 centavos
a 100 dólares
Em Nova York é impossível viver ou passear sem ter no bolso os quarters , as moedas de 25 centavos. Elas servem para tudo: telefonar, comprar balas e jornais nas máquinas, lavar roupa, e nos ônibus que só aceitam moedas, tokens ou cartão. Se no dia-a-dia é complicado viver sem a moedinha, viver com uma nota de US$ 100 é pior ainda. Trocar é quase impossível. Nos bares e restaurantes, todo mundo desconfia. No subway (metrô da cidade) o máximo que se pode dar é US$ 20. Aqui a gíria para dólar é buck .Monstros
nos selos
americanos

ReproduçãoPernalonga em selo: outro sucessoDrácula, Frankstein, Lobisomen, o Fantasma da Ópera e a Múmia serão as novas figuras homenageadas pelo Correio americano. A medida está provocando controvérsia. Filatelistas acham que só gente séria deve ser reverênciada nos selos. Mas o Correio pensa diferente. O objetivo é mais do que vender selos no balcão, para postagem de cartas. O público alvo da série dos monstros é o colecionador, responsável por dez por cento da receita de lançamento.
O Correio americano já tinha lançado antes figuras de artistas. Marylin Monroe, Elvis Presley, James Dean, foram sucesso de vendas. Depois veio o delicado Pernalonga, outro sucesso. Agora é a vez dos monstros. São 120 mil selos de horror. Eles estão chegando este mês.Fora da Internet
Uma pesquisa americana mostra que cada empregado de uma empresa que tem um sistema de computadores na internet, gasta de 5 a 10 horas por semana na telinha. Os patrões estão alarmados. A turma anda jogando Quake, manda e-mails para os amigos e até faz shopping on line. Agora as grandes empresas estão procurando criar programas de computador para combater o gazeta eletrônica.
Um gerente de uma multinacional diz que quando um empregado fica uma hora na Internet é como se ele estivesse prolongando a hora do lanche. Para eles o difícil é controlar, sem ficar espiando por cima do ombro dos trabalhadores, afinal, enquanto o funcionário está na frente da telinha, e parece trabalhando, ele pode muito bem estar quilômetros distante, lutando numa guerra espacial ou escolhendo um novo carro.
Por enquanto as empresas estão tentando criar programas para traçar as pegadas dos empregados, sem invadir sua privacidade. Em Washington, já existe uma lei tirando os joguinhos dos computadores públicos. Se a lei pegar, adeus divertimento durante as horas de trabalho.
Sites & Sites
E aproveitando o assunto Internet, aí vão alguns sites que você pode consultar. Em tempo: navegue em casa, para não perder nenhum detalhe se defendendo do chefe que está de olho nas suas investidas como internauta.
(http://www.thesite.com ) - Este site traz todo o tipo de informação sobre informática. As novidades do setor. Tem ainda o que está rolando no mundo da música e do cinema. Navegando você vai descobrir muitos programas que podem ser copiados.
(http://www.garden.com) - O nome já diz tudo. É sobre jardinagem. E jardim sem passarinhos não tem graça. O site tem um espaço especial para falar só deles: os pássaros do mundo.
(http://www.nycopera.com) - Para saber sobre a programação de ópera do Lincoln Center e conhecer melhor um pouco de cada uma delas. Também pela Internet se pode comprar ingressos para os espetáculos. Escolha o melhor lugar consultando o mapa do teatro. October

ReproduçãoRolling Stones: shows dias 16 e 17 em NYNeste início de outono em Nova York, tem desfiles e festas pela cidade. Para comemorar a descoberta da América, por Colombo, no dia 12 de outubro, tem a ‘‘Columbus Day Parade’’ na Quinta Avenida. No Greenwich Village, dia 31, é a noite do horror. O famoso ‘‘Halloween Parade’’, o desfile das bruxas, traz fantasias divertidas. Toda cidade participa, desfilando ou assistindo. É comum nesta época, encontrar nas escadarias e portas das casas abóboras assustadoras.
E para quem curte um show, os Rolling Stones vão estar nos dias 16 e 17 no Giants Stadium em East Rutherford, em New Jersey, 20 minutos de Manhattan. Dias 17 e 19, Julio Iglesias vai se apresentar no Radio City, em Nova York, e no dia 25 é a vez de José Carreras. Para garantir seu ingresso, o telefone da Ticketmaster é 212 - 307 - 7171.The End
Semana que vem tem mais. Escreva para a gente. Nosso e-mail é: [email protected]

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