Nova York Por Aqui (By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich)
NOVA YORK POR AQUI
By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich
Marinês Utteich
A ponte do Brooklyn, construída em 1883, é uma atração à parte
Gilberto Smaniotto
Vista do Pier 17, no Seaport South
Uma tarde
no Seaport
Uma rodinha de turistas cercava um rapaz com máscara no rosto. Ouvindo new age, o artista pintava seguindo os movimentos da música. Caminhando um pouco mais, um garoto russo tocava órgão. David Allakhverdov, com apenas 14 anos, é pianista clássico. Do outro lado, enquanto uma mulher distribuía pedacinhos de frango com molho doce, uma banda de jazz conquistava o público. Ao mesmo tempo, Peter Piper gritava: Faço de tudo, helicópteros, flores, motos. Piper não é flautista como o nome sugere, mas um técnico com os balões. Ele enfeita a cabeça de todos amarrando balões em forma de brinquedos. Descobrimos ali que para tirar foto com duas mulheres fantasiadas, pintadas e alegres, custa US$ 1. Estas são algumas das atrações do Seaport South Street, o local onde funcionava o centro das atividades do porto de Nova York no século 19.
Beautiful
view
Navios, barcos, veleiros, prédios históricos e modernos. Do Pier 17, no Seaport, a vista da cidade é de cartão-postal. O Pier tem três andares com barracas de comida, restaurantes, lojas que vendem de tudo. Das roupas às cadeiras para massagem. E falando em cadeiras, dali pode-se ficar horas contemplando os barcos do Rio East. O Adrew Fletcher do século 19 ainda é usado para passeios no rio. Ele é movido a pás. Tem também os rebocadores e os movidos a vapor. Do Pier dá para ver a fachada dos antigos armazéns do porto que se transformaram em grandes restaurantes. Mas a vista da ponte do Brooklyn, construída em 1883, é uma atração à parte. Turistas e nova-iorquinos se misturam e ficam horas curtindo esse fenômeno da engenharia para a época.
Do you
know Pretzel?
As épocas mais movimentadas no Seaport são durante a primavera, verão, e parte do outono. No inverno, visitar o local é complicado. Só os corajosos ficam do lado de fora do Pier 17, curtindo o visual no vento forte e frio. Por isso ainda é tempo de fazer uma visitinha neste lugar de muitas atrações. Aproveitar os restaurantes e cafés com as mesas do lado de fora é a grande pedida. No cardápio, frutos do mar. Uma loja de charutos faz o maior sucesso. E a de Pretzel, um laço de massa de pão, vive lotada. Para os nova-iorquinos ali se faz o melhor Pretzel da cidade. Se estiver de barriga cheia, não se preocupe, o tal laço de massa é vendido em cada esquina de Manhattan.
Artesanato,
souvenirs
O South Street Seaport era chamado de Rua das Velas no século 19, devido a enorme quantidade de navios que ancoravam por ali. Caminhando pela região não deixe de dar uma passadinha no Strand Book Store. A loja vai levar você numa viagem em alto mar através dos brinquedos, souvenirs, livros e antiguidades com motivos náuticos. Depois, visite também o Boat Building Shop, lá os artesãos consertam e constroem barquinhos. Mais adiante no Pier 15, entalhadores trabalham temas náuticos. (O Seaport fica no Sul da Ilha de Manhattan. Tem metrô e ônibus no local).For opera lovers
Divulgação/Lincoln CenterCartaz de Carmen, que poderá ser vista no ano que vem em N.Y.Está começando uma nova era no City Ópera. São oito novas produções entre as dezenas que o Lincoln Center vai mostrar nesta temporada. A tradição da companhia continua apresentando os clássicos com produções audaciosas e inovadoras. Entre eles estão Carmen de Bizet, 1875, Madama Butterfly de Puccini, 1904, e La Traviata, de Verdi, 1853. Mas corra porque os ingressos já estão à venda. Por telefone ligue para: Ticketmaster 212 307 4100. Pela Internet: ( http://www.nycopera.com). Anote na agenda
Calendário das Óperas 97/98
Outubro/novembro
La Traviata - dias 1/5/14/18/26/29, 1
Don Pasquale - dias 19/23/25/28/31, 6/9/14
Macbeth - dias 30, 2/7
Esther - dias 12/16/22/25
Xerxes - dias 1/5/8/13/16
Pasquale - dias 19/23/25/28/31, 6/9/14
La BohSme - dias 15/18/20/21/22/23
Marco Polo - dias 8/15/19/22
Março/abril
Madame Butterfly - dias 8/12/15/24/27,4/10/12/17
Fígaro - dias 7/11/14/17/21/, 2/5
Paul Bunyan - dias 9/14/22/25
The Magic Flute - dias 19/22/25/28, 3/7/11
Emmeline - dias 31, 8/11
La BohSme - dias 6/7/13/14, 20/21/22/29
Carmen - dias 15/16/18/19, 23/24/25/26 Gente famosa
em Wall Street
Todos os dias, o grande momento da bolsa de Wall Street se repete, de forma monótona: é a batida do martelo, às 5 da tarde, horário brasileiro. O sinal encerra o pregão. É hora de saber quem ganhou e quem perdeu.
Mas agora, mais do que nunca, os americanos estão mudando essa cena. Para atrair mais investidores para a bolsa de valores de Nova York, a direção resolveu promover marteladas festivas, levando estrelas de cinema e da vida pública para o pregão.
Esta semana foi a vez de Bruce Willis, Demi Moore e Whoppi Goldberg. O casal famoso, em companhia da amiga, foi promover a entrada de sua cadeia de restaurantes Planet Hollywood na bolsa. Para eles foi um momento de atrair a atenção de potenciais investidores para seus negócios.
No passado, as sessões mais animadas de Wall Street tiveram de supermodelos a vacas. As modelos foram promover uma linha de cosméticos, desfilando seminuas entre os sisudos corretores. O dia das vacas, foi para badalar a empresa de software Two Cows, quando duas leiteiras pisaram os históricos salões da bolsa.
Esta semana saiu uma pesquisa informal entre os corretores: ao invés do presidente da bolsa, eles gostariam que o final do pregão fosse comandado pela supermodelo Cindy Crawford. Não é preciso muito para entender a preferência: mesmo num dia com perdas nos negócios, a happy hour seria mais interessante.
Planet Hollywood Hotel
Agora é a vez de Bruce, Demi, Schwarzenegger e Stallone, os superstars que criaram o Planet Hollywood, investirem em hotéis. O primeiro deles vai ser em Times Square. É claro, não podia ser diferente, tudo vai lembrar cinema. A cadeia Planet Hollywood tem hoje 43 restaurantes no mundo todo. No Brasil, o primeiro restaurante da rede vai ser construído no Parque Terra Encantada, no Rio de Janeiro.In loving memory
of Diana
ReproduçãoCapa de Candle in the Wind: nos EUA deve vender 8 milhões de cópiasFomos até uma loja de discos na Broadway no início da noite de terça. Nós e outras dezenas de pessoas naquele mesmo momento. Motivo: procurar o single com a música Candle In The Wind, versão 1997, que Elton John cantou na Abadia de Westminster no dia 6 de setembro, em homenagem à Princesa Diana. O mesmo CD que está em primeiro lugar no ranking de vendas da Grã-Bretanha, Suíça, Canadá, França e Alemanha.
Nos Estados Unidos já não se sabe ao certo quantas mil cópias vão para as lojas. Fala-se em 8 milhões. Só para pensar: um cantor ganha um disco de platina quando vende um milhão de cópias.
Não existia nenhuma fila para tirar o CD ou o cassete da prateleira. A fila e os comentários estavam mesmo na hora de pagar. Um caixa da loja de discos Coconut, na Broadway, disse que nunca viu tanta gente com o mesmo compac disc na mão, ao mesmo tempo. A loja recebeu 3 mil e calculava que até 7 horas já tinha vendido 90%. Esse é o primeiro dia, quero ver daqui pra frente como vai ser, comentava preocupado um dos vendedores.
Uma das clientes reclamou do preço. Vi na televisão que seria US$ 2,99, mas aqui está US$ 3,78 com taxas, avisou ela. Depois se explicou. Se parte do dinheiro das vendas vai para obras de caridade, não me incomodo. Quem estava na fila aproveitou o momento para dizer também alguma coisa. Nem precisou fazer pergunta alguma sobre o assunto.
Um casal do Brooklyn disse que a homenagem de Elton John à Princesa de Gales arrancou lágrimas, e eles querem ouvir a música e rezar por ela. Mais atrás o comentário era outro: Nunca entrei numa loja para comprar um CD, disse uma velhinha, estou aqui para homenagear a Princesa. Sempre achei que ela era muito sincera no que dizia e fazia, concluiu falando devagar.Por aí & por aqui
Cintia Laia dos Reis e Silva Pupio, de Londrina, manda um e-mail com cara de primavera para dar boas-vindas ao nosso outono nova-iorquino. Cintia dê viva para a chegada das flores daí e o espetáculo do cair das folhas daqui. Se esse é seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? Ela é a primavera do trecho de Poemas Inconjuntos de Fernando Pessoa que Cintia enviou para gente. Have a Nice Spring.
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