American Museum of Art/Edmond A. Mathez

O globo de bronze pode ser tocado. Ele mostra com precisão a topografia do planeta

Gilberto Smaniotto

Sapato da Chanel num Brechó de Nova York. Somente US$ 80



MILKSHAKE

Limpando a
barra com acarajé
O Festival Brasileiro no Lincoln Center já é conhecido dos americanos. Todo ano o governo investe pesado para divulgar o Brasil aqui fora. O objetivo principal é limpar a imagem de país violento. Desta vez, o governo baiano vai desembolsar a maior parte da grana para pagar a conta. Chegam em agosto em Nova York 150 baianas legítimas para dançar e vender acarajé. Uma propaganda e tanto.
Acarajé por aqui
Safir por aí
Enquanto os americanos vão experimentar o acarajé, os secretários de segurança de todos os Estados brasileiros vão ouvir, em Aracajú, o chefe da polícia de Nova York, Howard Safir. O homem forte do prefeito Giuliani vai explicar aos brasileiros a fórmula que reduz a criminalidade. Aqui ela é chamada de ‘‘tolerância zero’’. Em outras palavras: a lei deve ser cumprida por todos, mesmo que ela seja ridícula e ultrapassada. E a polícia? Precisa ser 100% eficiente para fazer a população entrar na linha.
Na onda dos
bares brasileiros
Duas novas casas estão abrindo em Manhattan para atrair aqueles que têm saudade da terrinha e mostrar aos americanos a nossa cultura. Desta vez é o Viva Brasil, com comidas típicas de diferentes Estados brasileiros, (473 da Columbus Avenue, entre as ruas 82 e 83) , e o Saci Club, (Rua 41, entre a Sexta Avenida e a Broadway). O Saci vai ter decoração tropical e shows que vão do axé ao baião. Os melhores DJs brasileiros também vão passar por aqui.
JVC Festival
Já que o assunto é música, o New York Times é todo Bossa Nova, é Tropicália. É Caetano, Ivan Lins e, agora, Carlinhos Brown. Esta semana Nova York canta Brasil. Amanhã tem o show de Carlinhos no Beacon Theater. É a primeira vez que o cantor se apresenta no JVC Jazz Festival que está rolando na cidade. No domingo, pela ziléssima vez, tem Caetano Veloso. Ele faz uma turnê costa a costa nos Estados Unidos. Até segunda à noite só existiam 35 ingressos de US$ 50 para os shows dos dois brasileiros.
Marta Suplicy
na parada gay
A parada gay na Quinta Avenida é uma das maiores do mundo. Ela reúne quase 2 milhões de pessoas. A festa dura o dia todo. Este ano a deputada Marta Suplicy vai desfilar entre os brasileiros. Todos os anos muitos políticos americanos gays, e os chamados simpatizantes, desfilam na avenida para conquistar votos. O encontro acontece neste domingo, chova ou faça sol.
Passagens de fim de
ano a preço de ouro
Uma passagem ida e volta Nova York/São Paulo ou para o Rio de Janeiro custa em média US$ 380. Barbada? Mas para dezembro o preço está longe desse valor. Se a intenção é viajar com a Varig no dia 27 o bilhete sobe para US$ 1.250. E ainda tem que ter sorte para conseguir uma vaga. Pela United Airlines o preço é maior, US$ 1.400. Para o Natal e Ano-Novo quase todos os vôos de Nova York para o Brasil já estão lotados.
FASHION
Os brechós e
os seus mitos
Encontrar bons paletós italianos por US$ 8 pode ser mito, mas muita coisa boa anda desfilando nos brechós de Nova York. Para quem curte uma roupinha de segunda mão, preste atenção. Tem brechós e brechós. Do muquifo, frequentado pelos homeless
(sem-teto), até aqueles com as roupas que já foram usadas pelos ricos. Às vezes eles enjoam da cor ou do corte já no primeiro dia de uso e mandam despachar tudo para uma loja de segunda mão. O sapatinho amarelo, da Chanel, foi descoberto em meio a outros coloridos e de marcas famosas. Custa US$ 80. Um zerinho não sai por menos de US$ 400.
MUSEU
Por dentro do planeta terra
Por que a terra é habitável? Como o homem consegue traçar a história estudando as rochas? Por que o clima muda tanto? Ilhas, montanhas, mares. Que mundo fascinante é este?
Respostas a estas perguntas a gente encontra nos livros ou caminhando pela exibição permanente do Hall of Planet Earth, o HoPe, como está sendo chamada.
Telões gigantes mostram e explicam por que acontecem as catástrofes. Um deles exibe imagens das enchentes no Brasil. Outro mostra a fúria dos vulcões em vário países. Quase 40, das 86 toneladas de pedras coletadas pelos cientistas, fazem parte da mostra. São 168 espécimes diferentes vindas de 25 países.
No teto, um globo gira mostrando as imagens da terra. É como se a gente estivesse no espaço vendo o movimento do planeta. Outro em bronze pode ser tocado. Ele revela com precisão a topografia. Tudo numa ala misteriosa com os sons da terra.
A mostra levou 3 anos para ser concluída e é um dos 3 projetos para comemorar os 130 anos do Museu de História Natural. Ao todo o museu investiu US$ 210 milhões nas suas novas exibições permanentes. (Central Park West com a Rua 81).
See you quarta again. Bye, Bye.

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