Gilberto SmaniottoO governador Jaime Lerner conduz a filha Andréia na cerimônia de casamentoGilberto SamaniottoOs convidados a bordo do ‘‘Celestial’’: barco tem teto de vidro para que os passageiros admirem a cidade enquanto passeiam pelo Rio HudsonGilberto SmaniottoA noiva Andréia Lerner: bonita e felizGilberto SmaniottoAndréia Lerner beija o noivo Sebastian Bremmer: ponto alto da cerimônia

Entre os convidados, o casal Elaine e Mário Celso Petraglia, ele vice-presidente da Inepar e presidente do Atlético Paranaense, e Kalil Curi, ex-secretário de Indústria e Comércio do Paraná, e esposa

De vestido azul esverdeado, a mãe da noiva, Fani Lerner

‘‘Esta festa bem que poderia ter sido na terrinha.’’ O desabafo veio de um político expressivo incorporado na comitiva do governador Jaime Lerner. ‘‘Mas acho que vai valer a pena’’, foi se retratando. Afinal parte do secretariado do governo do Paraná chegou em cima da hora e o corre-corre sempre traz cansaço.
A cerimônia do casamento da filha mais nova do governador, a bailarina Andréia Lerner, 32, e do artista plástico holandês Sebastian Bremmer, 28, aconteceu no barco ‘‘Celestial’’, no domingo, e reuniu em Nova York um terço do secretariado de Lerner, amigos íntimos da família.
A mãe da noiva, dona Fani, era um sorriso só. Ela vestia um longo ousado, azul esverdeado. A mamãe foi a primeira a chegar e fez questão de conferir se tudo estava nos trinques antes da cerimônia.
Mais tarde vieram os convidados. Uma mulher eufórica queria saber quem eram os fotógrafos que estavam por alí. ‘‘Eu pensei que não teria imprensa na festa’’, comentou.
Andréia e Sebastian dispensaram o assédio dos jornalistas nestes últimos dias. Durante toda a semana a secretária eletrônica selecionou as mensagens que interessavam ao casal. Na cerimônia nenhum convidado quis falar.
O próprio governador Jaime Lerner, que trouxe a noiva, evitou qualquer comentário. ‘‘Como o senhor está se sentindo num dia especial como este?’’, perguntamos. ‘‘Não vou dar nenhuma declaração’’, respondeu.
Andréia avisou o papai que não sabia que tinha fotógrafo no pedaço. Tudo foi feito na maior discrição. Preocupada com o noivo, que estava esperando no barco, ela só queria saber se ele estava bem. Um amigo garantiu que o noivo estava uma ‘‘gracinha’’ de roupa clara.
Uma cerimônia
tradicional
O governador Jaime Lerner levou a noiva até o convés do barco às 6 e meia da tarde, trinta minutos depois do horário previsto. Eles foram recebidos com uma salva de palmas.
Andréia usou um vestido leve. Nas mãos flores brancas. A cerimônia foi em inglês e seguiu a tradição judaica. Um trio tocou músicas tradicionais. Depois os noivos foram brindados. Os convidados levantavam as duas cadeiras com o casal enquanto dançavam ao redor.
Percorrendo a ilha
Às 7 da noite, no pôr-do-sol, o barco deixou o Píer 61 e foi dar a volta na ilha de Manhattan. O jantar começava a ser servido. No topo do bolo de três andares não faltou o tradicional casal de noivos. Um outro grupo tocou música latina.
Um dos convidados, maravilhado com a beleza do skyline da cidade, quando deu de cara com a Estátua da Liberdade não resisitiu e emocionado puxou um ‘‘New York, New York’’. Ganhou a simpatia da galera que cantou junto.
A revista ‘‘Caras’’ foi a única a fotografar a cerimônia. O governador Jaime Lerner chamou o fotógrafo e pediu a ele que deixasse o local. Lerner também não quer que as fotos sejam publicadas na revista. ‘‘Se forem eu vou tomar as devidas providências’’, avisou.
Alguém do lado de fora, comentou: ‘‘Bem que ele fez. Eles entram no barco sem permissão, mostram a festa toda e depois dão a entender que tudo foi feito com o dinheiro do governo. Será que filha de político não tem direito de casar em paz?’’, perguntou.
‘‘Mas por que não falar com os jornalistas? Assim evita esses probleminhas’’, disse o outro. Foi quando perguntamos qual era o cardápio da festa, e onde seria a lua-de-mel. ‘‘Vocês querem saber demais. Perguntem aos noivos?’’ sugeriu. Para não ficar com água na boca, foi melhor nem saber.
Pensando em se
casar num barco
em Nova York?
O barco ‘‘Celestial’’ tem o teto todo em vidro para que as pessoas possam admirar a cidade enquanto estão passando pelo Rio Hudson.
Os três cardápios com entrada, prato principal e sobremesa foram criados pelo chef Scott Bryan, apontado como um dos 10 mais pela revista ‘‘Food & Wine’’.
As festas duram 3 horas, tempo suficiente para que o barco possa percorrer parte da ilha de Manhattan. O preço para 150 pessoas com direito a open bar, e ainda um grupo de músicos para divertir os convidados fica em torno de US$ 25 mil com taxas e extras.
Por US$ 150 por cabeça, quase 3 salários mínimos no Brasil, cada convidado pode se servir à vontade, se divertir com os camarões graúdos e regar tudo com champanhe Korbel.
Para os nova-iorquinos da gema, casar num barco no Rio Hudson é coisa de turista, mas pode ser mais em conta do que uma festa num clube ou hotel chique da cidade.
Em tempo: casar num barco também garante total isolamento da imprensa.
See you quarta again.

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