Reprodução

‘‘The Red Cape’’ (detail), Claude Monet, 1869-70 - Oil on canvas - (Cleveland Museum of Art and Brooklyn Museum of Art)

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‘‘Snow at Louveciennes’’, Alfred Sisley, 1874, oil on canvas (The Phillips Collection, Washington, D.C. and Brooklyn Museum of Art)

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‘‘Skaters in the Bois de Boulogne’’, Pierre Auguste Renoir 1868. (Brooklyn Museum of Art)

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‘‘View of Rooftops’’ (Snow), Claude Monet, 1878. (Brooklyn Museum of Art)



O serviço de meteorologia informa: daqui pra frente a temperatura só vai aumentar. A cidade volta a encher. Turistas por todos os lados fazem uma festa colorida nas ruas. O Central Park é o preferido, mas tem ainda o Battery Park, perto do World Trade Center, e o Bryant Park, entre a Quinta e Sexta Avenidas, atrás da Public Library, o charme nova-iorquino.
E quando junho chegar, vem o verão quente e úmido, a temperatura vai estar em torno de 28 graus. No ano passado Nova York virou um forno com 30 e 34 graus. Era insuportável.
Forno à parte, nós, que já estamos quase americanizados - Oh! God - vamos passar agora uma programação cultural para o verão. Por que tão cedo? Questão de ordem.
Como aqui calendário é coisa séria e o budget (orçamento) é feito com exatidão - eles podem porque não tem inflação - nós também vamos fazer um calendário para você que está vindo passar férias neste final de maio, junho e julho, em plena primavera-verão. São dicas de cultura e lazer para quem não quer gastar um tostão.
Pra começar
Maio
AIDS Walk reúne milhares de nova-iorquinos no domingo, 16 de maio, no Central Park. É uma caminhada para recolher doações para pesquisas e para os doentes de AIDS. Sempre tem vários artistas famosos e este ano ela vai ser comandada pelo ator Mattew Broderick.
No final de maio e começo de junho tem a Washington Square Outdoor Art exhibit. É a famosa feira de pinturas, esculturas e artesanato. Fica na Washington Square, na New York University.
Junho
Para quem gosta de desfiles Nova York é um prato cheio. No primeiro domingo de junho, os porto-riquenhos da Terra do Tio Sam, invadem a Quinta Avenida entre as ruas 44 e 86 com bandas e carros alegóricos.
Fique atento porque é em junho também que os museus da Quinta Avenida, no trajeto chamado Museum Mile, entre as ruas 79 e 105, abrem suas portas para o público. A entrada é gratuita. No dia 8 de junho a Quinta Avenida vai ser fechada desde o Goeth House até o El Museo del Barrio.
No Central Park, na terça-feira dia 8 e dia 15 de junho, às 8 da noite, o Metropolitan Opera vai estar apresentando La Boheme. A entrada é gratuita. Para informações é só ligar 212 362 6000.
É em junho também que começa o Shakespeare in the Park. É a série Shakespeare sob as estrelas. Para participar dos espetáculos que começam dia 16 é preciso retirar os convites no Delacorte Theater que fica no Central Park. Fone: 212 539 8750.
Todas às quintas-feiras, à partir de 1º de junho, até o início de agosto, dá para curtir o pôr-do-sol do Hudson River com música clássica do Castle Clinton Concert Series. Começa às 6h30 no Battery Park e o telefone para informações é 212 566 6700.
Julho
A Independência dos Estados Unidos, no dia 4 de julho, é uma das mais bonitas festas da América. Em Nova York fogos de artifício iluminam a cidade. Ver a festa da ponte do Brooklyn ou do Queens é a grande pedida. Manhattan fica iluminada. No Battery Park às 3h30 tem um concerto da Alliance for Downtown New York Independence. Todo o ano uma orquestra diferente participa. Fone: 212 835 2789.
Quem curte ver as estrelas vai ter uma noite especial no Central Park. Sábado dia 17, às 8 horas, um convidado famoso - nome não divulgado ainda - vai comandar o Moon Day 30. Uma festa com entrada gratuita para comemorar os 30 anos do homem na Lua. Fone: 212 360 2774.
E a NY Philharmonic se apresenta em dois shows para o público do Central Park. Dias 20 de julho e 26 às 8 da noite. Estes espetáculos são disputadíssimos pelos nova-iorquinos. É lá que eles de blazer e gravata e elas com suas sais justas fazem um grande piquenique de final de tarde com música. Fone: 212 875 5900.
Só isso?
Estes são apenas alguns dos espetáculos gratuitos que vão rolar em Nova York por esses meses. É bom lembrar que todos os dias há performances de atores, músicos e bailarinos nos parques da cidade. O rollerblader é o charme da primavera-verão. Todos os sábados e domingos entre as ruas 72 e 79 os nova-iorquinos dançam conforme a música. É só entrar no cordão dos patinadores e se divertir. Se não sabe se equilibrar sobre rodas, procure um instrutor que pode lhe dar dicas de última hora. Eles estão por todos os lados. Cuidado com os tombos. Bom divertimento.
Museu
Brooklyn Museum of Art e os Impressionistas
Calor em Nova York, friozinho no Brasil e neve no museu. Desde o começo de suas carreiras como pintores, lá por 1860 até os últimos anos do século 19, os impressionistas pintaram centenas de obras que eles chamaram de effect de neige, ou em outras palavras snow effect (efeitos da neve).
Para alguns dos artistas que vão desfilar a partir do dia 28 de maio na mostra ‘‘Impressionists in Winter’’, como Claude Monet, Camille Pissaro e Alfred Sisley, o tema se tornou durável e base para suas carreiras. Para outros como Pierre-Auguste Renoir, Gustave Caillebotte e Paul Gauguin foi atrativo e proporcionou especial atenção.
Mesmo com as diferenças de técnicas e de escalas, os Impressionistas foram todos inspirados pela atmosfera e luz do inverno e uma ilimitada série de possiblidades de cores para descrever a neve e o gelo.
Os efeitos de neve criados pelos pintores são alguns dos detalhes mais bonitos e ousados. A exibição dos impressionistas no Brooklyn Museum traz as belas cenas do inverno parisiense e britânico no século passado.
(Brooklyn Museum of Art - 200 Eastern Parkway - de 28 de maio até 29 de agosto).
Milkshake
Campanha contra a violência
O massacre de 12 estudantes na Columbine High School em Litteton, no Colorado, foi a gota d’água para o governo americano e o canal jovem MTV apressarem o lançamento da campanha ‘‘Fight for Yor Rights, Take a Stand Against Violence’’
O Departamento de Justiça e a MTV vão distribuir panfletos com todo tipo de informação sobre como conter a violência entre os jovens. Também faz parte da campanha um CD com as músicas dos artistas favoritos da galera americana e material educacional multimídia. A meta é atingir mais de 1 milhão de jovens americanos.
Morrer para ficar rico
Enquanto um enfermeiro mata no Rio de Janeiro e recebe propina das funerárias, aqui na América a morte é forjada para poder receber o seguro de vida. Só neste ano que passou, 30% das informações de clientes às seguradoras requerendo o prêmio do seguro eram falsas. Com videotape do velório, do enterro, gente chorando e muitos desmaiando, tudo é preparado com cuidado pelas famílias que querem receber o dinheiro e precisam provar que o dono do seguro morreu mesmo. As seguradoras estão espertinhas. This is the first world.
Imigração de olho nos turistas
Cuidado! Por causa de um simples mal-entendido na hora de passar pelo balcão da migração, nos aeroportos americanos, você pode ter de voltar para o Brasil calado.
O principal motivo que tem levado os brasileiros de volta para o Brasil é a disparidade entre as informações prestadas ao solicitar o visto no Brasil e as respostas aos oficiais da imigração nos aeroportos.
É preciso saber que qualquer dúvida nas respostas pode levar à devolução do viajante. Por exemplo: se o turista informou no Brasil que irá ficar em hotel e ao chegar declarou que vai para a casa de amigos ou parentes, provavelmente não entrará nos EUA.
Outro exemplo: se apresentou matrícula em curso de inglês, declarou que pretende estudar, mas embarcou com visto de turista, será devolvido.
Atenção especial quando o visto é providenciado pelas agências de viagem. O viajante deve saber quais foram as informações fornecidas para o consulado norte-americano pela agência ou preencher ele mesmo o formulário de solicitação de visto para evitar problemas.
Quando o indivíduo é devolvido significa que não entrou no território americano. Ele poderá portanto retornar aos Estados Unidos noutras condições. Mas atenção: se você pedir ou for ouvido por um juiz de imigração, poderá obter decisão desfavorável e neste caso ser deportado.
See you next time. Bye Bye

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