Nova York Por Aqui (By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich)
Nova York Por Aqui(By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich)
Reprodução
Livro Brasil mostra o País aos americanos, com textos de vários autores
Reprodução
Coleção Primavera/99 assinada por Donna Karan: roupas de baixo esbanjam classe
Gilberto Smaiotto
Loja vende roupas para os bombeiros e simpatizantes da nobre função de apagar incêndios
Gilberto Smaniotto
Loja de souvenirs vende artigos que têm como tema a polícia americana: para os que apóiam a lei
Um novo livro
para divulgar
o Brasil
Foi na quinta-feira passada, na Neuhoff Gallery, (41 East 87th Street), o lançamento do livro Brasil - territory, people, work, culture. São 230 páginas de pura informação sobre o nosso País. Vai desde a geografia dos Estados, passa pela economia, até as diferentes manifestações artísticas.
Brasil - com s, mostra em fotos e textos as particularidades do povo brasileiro. O livro começa com uma mensagem do presidente Fernando Henrique Cardoso dizendo que nestes últimos 5 anos o País teve mudanças profundas nunca experimentadas antes. (E como teve.) Na sequência traz fotos e texto sobre o Carnaval, a festa mais popular, conhecida de todos os gringos.
A foto número 148, de Ary Diesendruck, mostra a gigantesca hidrelétrica de Itaipu. O livro tem ainda detalhes de gente que fez a história na nossa cultura, como Heitor Villa-Lobos e Tom Jobim. Na festa de lançamento teve salgadinhos brasileiros e coquetel de maracujá para matar a saudade. De quebra muita música e artistas brasileiros expondo na galeria.
DICAS & LAZER
Apagando
o fogo
Os bombeiros americanos sempre fizeram sucesso entre homens e mulheres. Dos calendários anuais, onde deixam à mostra partes do corpo, até tirar a roupa em programas de auditório, os firefigthers dizem que tudo é só para arrecadar dinheiro para as guarnições. Nessa onda, a loja New York Firefigthers Friends vende o que os combatentes do fogo usam. Tem do capacete até as botas, para adultos e crianças. Amigos e simpatizantes dos heróis são apaixonados. É fire! Uma bota com detalhes em aço custa US$ 120. Uma camisa Keep back 200 feet, sai por US$ 20. Os donos são uma simpatia. Eles mesmos atendem aos fregueses. A loja fica ao lado de um dos quartéis do Corpo de Bombeiros.(263 Lafayette Street, entre a Prince & Spring).
Com a polícia
no peito
Para completar, outra lojinha faz uma homenagem aos policiais de Nova York. Mesmo que a polícia neste momento esteja em baixa. É acusada de abuso de poder. Mas a loja, que não abusa de ninguém, vende bonés, camisetas e bonecos. O dono, Noam Freedman, diz que não são os homens da farda que compram os souvenirs, porque nos dias de folga eles querem mesmo é trocar de roupa. Quem curte são os amigos e gente que admira esses profissionais. Um garotão americano levou 4 camisetas porque acha sexy ter no peito o nome da polícia. Os bonés do FBI, e NYPD custam US$ 13. Mesmo com a momentânea pouca popularidade dos homens da lei, as vendas estão indo bem obrigado.
(265 Lafayette Street, entre a Prince & Spring ).
NA ONDA DOS BOMBEIROS
Fogo I
Que tal depois de passar na loja de roupas para bombeiros ir jantar no Restaurant 147. Ele fica num antigo quartel na 147 West 15th Street, entre sexta e sétima avenidas. Tudo que restou do antigo reduto dos firefigthers foi reaproveitado. Chão de cimento, canos por todos os lados e nas paredes retratos de mestres do jazz. O restaurante tem música ao vivo e a refeição fica em torno de US$ 30.
Fogo II
Atravessando a cidade, lá pelo Upper West Side, na Columbus Avenue, o Firehouse é outra casa deste estilo. No cardápio, sopa de feijão, saladas e burritos. O preço não é tão fire. Também tem sexy fries e sexy potatoes. O que é isso? Descubra você mesmo. A refeição no Firehouse fica em torno de US$ 25.
Atendimento nova-iorquino
Se você pensa que todo mundo por aqui joga tapete vermelho e trata com carinho a clientela se enganou. O atendimento aqui sim é fogo. A maioria dos nova-iorquinos não quer, e nem tenta, ser simpático. Eles não estão nem aí para o freguês. Se quiser algo, Its ok, se não quiser, bye-bye. E não importa o nível do restaurante ou do bar. Eles são os piores prestadores de serviço do mundo. Tem turista para dedéu na cidade e um ou outro sempre entra. O negócio é ter sangue frio. Pagar menos tip, gorjeta, como forma de protesto, e sair de fininho. Não vale a pena gastar a beleza com quem acha que é dono do mundo.
MILKSHAKE
Quer um drink
professor Raimundo?
O ex-escolinha do professor Raimundo, Nísio Neto, lê-se Frank aqui na América, filho de Chico Anísio, muda de endereço. Ele era bartender da Churrascaria Rio, uma casa de coreanos no centro de Manhattan. Acontece que a churrascaria não anda boa das pernas e já marcou data para fechar: será no começo do verão nova-iorquino. Nísio vai agora cuidar do bar do Rosa Cabaret e Restaurant, que inaugura em abril, no Queens. O dono, o gaúcho Rosalino Antunes, é conhecido por se vestir de Carmen Miranda. A casa de espetáculos tem capacidade para 1.100 pessoas. Mas a gente dá mais detalhes depois da inauguração.
Zélia Caridosa
de Mello
A professora Zélia está dando um baile em alguns jornalistas em Nova York. Ela prometeu que depois da entrevista para as emissoras de TV, Globo e Bloomberg, atenderia a alguns jornais. Já faz tempo que as entrevistas foram ao ar, e os repórteres de jornais andam esperando dona Zélia sentados. Ela já fez e desfez. Marcou e desmarcou. Até agora todo mundo anda na lista para fazer algumas perguntinhas para a ex-ministra. Será que ela tem uma receita para o Brasil? Ela já teve algumas, e foram aquelas que a gente viu.
Milênio
É impressionante a quantidade de livros editados nestes últimos tempos sobre a virada o século. Ontem, demos de cara com um que nos assustou. O livro começa descrevendo uma cena de fim de ano. Pede para você se imaginar comemorando a virada junto a uma multidão. A luz se apaga. Todos assustados tentam ligar para casa e nenhum telefone está funcionando. Quem está em casa percebe que além da luz e telefone, também não tem água. Os computadores param de funcionar, é uma pane geral....Chega!!!! Que filme maluco é este? Sorry, é o livro Y2K Family Survival Guide - O guia de sobrevivência da família na virada do milênio. Escrito pelos professores universitários, Jerry Mac Gregor e Kirk Charles, ele ensina como encarar a crise do fim dos tempos. Calcula a quantidade de batatas, galões de água, frutas, e aí por diante, que uma família precisa estocar para esperar os problemas da virada do século. Só falta apresentarem os cálculos de quantos americanos vão poder entrar na Arca de Noé do ano 2000. Americans, always americans.
Chegou Melissa
Em 10 anos e centenas de vírus criados por aí, esta é a segunda vez que as autoridades americanas se sentem na obrigação de alertar para o perigo de um vírus como o Melissa. Todos já estão avisados, Melissa arrasa com os arquivos do computador. Nestes últimos 5 dias, mais de 70 mil usuários já foram infectados pelo vírus, e eles dizem que nunca viram algo tão destruidor como Melissa. O e-mail chega como Important Message From... e quando você abre tem uma lista de 73 sites pornográficos com senhas para usá-los. Ela destrói tudo. O departamento de defesa americano ainda não descobriu de onde veio o danado, ou a danada.
MODA
Spring 99
DKNY Underneath
Donna Karan mostrou no último desfile, em Nova York, muito suéter feito à mão, e roupas com tecidos naturais. Apesar da sua inspiração espacial, conforto é uma preocupação sempre presente.
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Agora Donna Karan exibe sua coleção underwear, roupa de baixo, (ou roupa íntima). Simples, natural, sofisticada, romântica e relaxada. Em roxo, azul, branco, blueberry, verde. Tudo muito claro. Para começar, um robe branco porcelana, que poderia ser do namorado, por US$ 78, ou o sexy sutiã em coton por US$ 25 com a calça em coton popeline por US$ 38.
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Roupa de baixo precisa ser confortável, é como se fosse nossa segunda pele. E cair bem 24 horas. Antes e depois da cama. Que tal uma camisola azul claro com rendas, US$ 17, ou uma blusa branca de alcinhas por US$ 64. Its up to you.
Broadway
Adeus Titanic
Se você não viu o espetáculo Titanic na Broadway, esqueça. Ele afundou de vez. Demorou quase dois anos para que isso acontecesse. Com uma produção de US$ 10 milhões, uma das mais caras da história do teatro americano, e um espetáculo chato e demorado, ele só se segurou porque andava na onda do filme com o mesmo nome. Se você não viu esse navio afundar, não perdeu nada, e ainda evitou uma dor no pescoço, comum para quem tinha que acompanhar o navio indo palco abaixo.
Por Aqui & Por Aí
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