NOVA YORK POR AQUI
By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich
DivulgaçãoEm quem o escultor se inspirou para fazer o rosto da Miss
Liberty? Talvez na mãe dele, Dona Charlotte BartholdiAventuras de
um dia de verão
Que tal uma visitinha à Estátua da Liberdade? Mais de 4 milhões de pessoas fazem este passeio a cada ano. Como bons turistas, nossos amigos do Brasil, Everton, Célia e o pequeno Mateus, embarcaram na onda. ‘‘Viemos para Nova York e também temos que dar uma passadinha por lᒒ, defendeu o casal. E tem mesmo, afinal a Miss Liberty, presentinho dos franceses em 1886, se tornou o símbolo da liberdade para o mundo inteiro. Resultado: fomos todos. Mais de dois anos por aqui, já era tempo de a gente também vê-la de perto.
Gilberto SmaniottoE lá está o sobrenome BravinA escolha foi perfeita. Um dia bonito de sol, só que muito quente, característica desse verão que já matou mais de 100 pessoas nos Estados Unidos. As filas? Nós não queríamos comentar nada para não desanimar os próximos, mas elas são um saco. Começa na compra do ticket que dá direito à viagem de barco. Para entrar no barco? Acertou, tem mais fila. A viagem é curta. Escolha o melhor lugar e aproveite o visual do Rio Hudson.It’s so nice.
Gilberto SmaniottoCélia e Everton com
o filho Mateus em frente
à Estátua da LiberdadeNa Ilha da Liberdade
Em menos de 10 minutos, nossa primeira parada na Liberty Island, e a estátua, de 93 metros do chão à tocha, que vista de Manhattan é miniatura, se torna gigante. E aí, fila para descer do barco, fila para pegar o elevador e finalmente, fila para subir os 354 degraus até a coroa da lady. Paciência? Muita. Com sorte você vai passar duas horas nas filas. Parte da espera é no sol, parte debaixo de uma tenda, e o restante no interior da estátua. Mas o visual de Manhattan vista dali compensa todo o esforço.
Gilberto SmaniottoUm dos souvenirs que se
compra por aqui: óculos de sol
estilo Estátua da LiberdadeNa base do monumento fica um pequeno museu onde através de fotos e maquetes você pode ver detalhes de como a Miss Liberty foi construída. Vai encontrar também a tocha original que foi corroída pelo tempo, e por isso, no aniversário de 100 anos, em 1986, foi substituída por outra folhada a ouro.
A estátua foi desenhada pelo francês Frédéric-Auguste Bartholdi. Ele demorou 21 anos para terminar o projeto e ainda é um mistério em quem o escultor se inspirou para fazer o rosto dela. Muitos acreditam que a modelo pode ter sido a mãe dele, Dona Charlotte Bartholdi. A estrutura interna é um projeto de Gustave Eiffel, o mesmo que fez a Torre Eiffel de Paris.
Imigrantes: a
história da América
DivulgaçãoFachada do Museu da ImigraçãoPensou que as filas tinham acabado? Nada disso. Vamos agora para outra que nos leva até o próximo barco e aí, para a ilha vizinha, a Ellis Island. Lá fica o Museu da Imigração, onde tudo começou. Mais de 12 milhões de pessoas, entre 1892 e 1954, entraram nos Estados Unidos por este local e depois se espalharam pelo país afora.
Fotos históricas, gráficos, documentos e pertences pessoais, e filmes com declarações de imigrantes ajudam a entender melhor de onde eles vieram e para onde eles foram. Nos computadores você pode pesquisar se algum parente seu passou por aqui. Depois é só procurar o nome dele no monumento em memória aos imigrantes, uma homenagem aos que vieram ajudar a América a crescer.
Descendente de italianos, Célia Bravin descobriu que também tem Bravin na Terra do Tio Sam. O Everton, que é Constant, não encontrou nenhum registro com esse sobrenome. Os Utteich não apareceram por aqui, já os Smaniotto desembarcaram e foram para a Califórnia. Big family.
Ninguém é de ferro
Depois de tanta fila o negócio é encarar mais uma, a do lanche, e tentar matar a fome antes que ela nos mate. Afinal, ainda temos pela frente a fila do barco de volta a Manhattan. Não precisamos dizer que se come muito mal por aqui. No Museu da Imigração a comida não é das melhores e o preço é assustador.
Confira o único cardápio que as redes de fast food empurram na gente. Pizza: US$ 2,25 uma fatia, pouco maior do que a palma da mão. Sanduíches: todos sem gosto. O de peito de frango custa US$ 5, uma titica de carne e uma fatia de tomate. Sorvete US$ 2,50. Água? Pense naquela garrafinha pequena aí do Brasil, diminua pela metade e pague US$ 2 por ela. Para matar a sede você vai precisar de umas oito.
De quebra vá anotando os souvenirs para a criançada. O Mateus, que é comportado, quis só os óculos de Miss Liberty por US$ 3. O novo visual chamou a atenção de todos. Mas tem ainda a tocha de plástico por US$ 8, a coroa de espuma, com direito aos raios que representam os mares e continentes, por US$ 3, e bonés por US$ 10.
A visita ao Museu da Imigração é gratuita, mas doações de qualquer valor são bem-vindas. Os barcos saem do Battery Park a cada 45 minutos, a partir das 9h da manhã. Os US$ 7 da passagem pagam ida e volta, com parada nas duas ilhas, e dão direito a subir na Miss Liberty. (Informações: 212 269 5755)



GOTHAM CITY
Look up! Tem
coisa caindo
Se as mamães nova-iorquinas costumavam ensinar os pequenos daqui que andar olhando para a fachada dos edifícios é coisa de turista, e se para o turista era recomendado não ficar olhando para os arranha-céus de boca aberta para não dar bandeira e ser assaltado, a conversa já mudou. Agora é mais seguro dar uma olhadinha para o céu de vez em quando só para garantir que nada vai acertar a sua cabeça.
Na semana passada, o elevador de um prédio em construção em plena Times Square, desabou do 50º andar derrubando guindastes e plataformas de sustentação. O acidente acabou matando a paulista Thereza Feliconio, 85, que vivia há 10 anos no 12º andar do Hotel Woodstock, ao lado do edifício. Thereza estava no apartamento dela quando foi atingida pelos destroços.
O acidente transformou a região mais movimentada da cidade. Ainda hoje alguns quarteirões em volta do edifício continuam fechados por causa do perigo. Quatro shows da Broadway, incluindo ‘‘Cabaret’’ foram suspensos. O comércio tirou férias forçadas e está contabilizando os prejuízos de milhões de dólares. Seiscentas pessoas não puderam voltar para seus apartamentos. Muitas ficaram só com a roupa do corpo, e o pior, não conseguiam saber como estavam os cães, gatos e peixinhos que ficaram em casa.
Look down! O
chão pode ceder
Mais do que nunca os nova-iorquinos têm que olhar para cima, para baixo, para todos os lados. A cidade está enfrentando um novo inimigo. Este ano, se por um lado diminuiu o índice de criminalidade e o número de atropelamentos, por outro, aumentou o número de desastres.
Primeiro foi a queda de um velho edifício de escritórios em Times Square. Ele não suportou a vibração da construção de um prédio vizinho em plena festa de ano novo. Depois foi a vez da Quinta Avenida afundar com o rompimento da canalização hidráulica. O estrago foi enorme. Aliás, por aqui quebram em média 500 canos de água por ano. A maioria causa pequenos danos, já alguns abrem buracos enormes, engolindo carros, como na York Avenue, no início deste mês. E em abril, uma mulher também morreu, quando um pedaço da fachada de um prédio antigo, na Delancey Street, caiu enquanto ela caminhava tranquilamente pela rua.
MILKSHAKE
Brasileiro comanda
a Filarmônica de NY
O diretor musical da Sinfônica Brasileira de Ribeirão Preto, Robert Minczuk, faz amanhã o seu debut no comando da Orquestra Filarmônica de Nova York. Vai ser no início da noite, no Central Park, e mais de 100 mil pessoas devem assistir à apresentação. No programa tem John Williams, Lorenzo Fernandez, Tchaikovsky e Dvorak. Minczuk foi um dos seis finalistas do concurso para ser maestro assistente na temporada de apresentações ao ar livre. Ele vai reger cinco concertos. Nos 156 anos de vida da Filarmônica, somente dois latinos ganharam convites como esse. O maestro Eleazar de Carvalho foi um deles.
Na semana passada, Kurt Masur foi quem fez seu primeiro concerto ao ar livre em Nova York, desde que assumiu o comando da Filarmônica em 1993. O maestro também já se apresentou em vários teatros brasileiros e, no ano passado, regeu a orquestra na Praça da Paz no Ibirapuera, em São Paulo. Mais de 50 mil pessoas enfrentaram uma forte chuva, mas resistiram até a última música. Foi um dos momentos mais emocionantes para o maestro, que é casado com uma brasileira.
Money, money
As chances são de uma em 80 milhões, mas nem isso desanimou os apostadores. Também pudera, o prêmio do concurso da loteria desta semana, no estado de Connecticut, é de US$ 250 milhões. O sonho de ser o vencedor está atraindo gente de toda a vizinhança. Os nova-iorquinos estão atravessando o estado para chegar a um posto de vendas. Para conseguir registrar um cartão, tem gente que fica na fila por mais de três horas. Segundo os matemáticos, é mais fácil um apostador morrer eletrocutado do que acertar em cheio desta vez. We have to try it.
Travolta de volta
Desta vez ele vai aparecer com a mulher, Kelly Preston, no filme ‘‘The Shopping News’’ uma estória de um viúvo que, depois da morte da mulher, resolve mudar de cidade e de vida. Travolta sempre quis trabalhar com Kelly. O filme ainda não começou a ser rodado, mas fica pronto no ano que vem. Nice couple.




POR AQUI & POR AÍ
Nice to meet you today. See you next week again
E-mail: [email protected]

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