NOVA YORK POR AQUI
By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich
ReproduçãoCartazes de
espetáculos
que concorrem
ao Tony, o
Oscar da Broadway
Os melhores
da Broadway
ReproduçãoCartaz de Ragtime: 13
indicações para o TonyThe 1998 Tony Awards, o Oscar da Broadway, vai ser entregue domingo em Nova York. A cerimônia no Radio City Music Hall será transmitida para os Estados Unidos, Canadá, Japão, África do Sul, Cingapura, Austrália, e países da América Latina.
Os indicados para as 21 categorias foram escolhidos pelo voto de 782 pessoas, entre profissionais da área e jornalistas. Agora, a escolha dos vencedores fica a cargo dos membros da League of American Theatres and Producers e pela American Theatre Wing, os criadores do prêmio Tony em 1947.
ReproduçãoThe Lion King: 11 indicações
ao prêmio máximo do teatroA festa da entrega da estatueta vai ser comandada, pela segunda vez consecutiva, pela atriz e apresentadora de talk show, Rosie O’Donnel. Ela também terá no palco convidados especiais como Helen Hunt, Alec Baldwin, Marisa Tomei e Nathan Lane.
Depois de conhecer os vencedores, a festa vai continuar na marquise do New York Marriot Hotel, de onde se tem uma vista fantástica dos painéis luminosos da Broadway.
Os musicais e o Tony
Ragtime, um hino aos Estados Unidos do início do século, baseado no livro de E.L. Doctorow, foi o musical com maior número de indicações, 13. Depois vem The Lion King, o espetáculo da Disney preferido da criançada, com 11, e Cabaret, a nova produção do musical de maior sucesso na Broadway dos anos 60, com dez indicações.
Com seis estão: The Beauty Queen of Leenane e The Chairs. Concorrendo a quatro prêmios, os musicais: A View from the Bridge, Side Show, Art, Golden Child, 1776 e The Scarlet Pimpernel. Até The Capeman, que durou só dois meses na Broadway, está concorrendo a três indicações. Uma é para a música de Paul Simon.
Com duas aparecem High Society, Freak, Ah, Wilderness!, Honour e The Diary of Anne Frank.
Todos esses espetáculos foram lançados na temporada 97/98. O prêmio Tony é tão poderoso que pode salvar um musical da falência. No ano passado Titanic estava à deriva logo que apareceu na Broadway, mas foi só ser escolhido como o melhor espetáculo que ele entrou em boa maré e resisitiu a todos os problemas.
Anna: a pequena
da Broadway
Com apenas 12 anos, Anna Kendrick está fazendo seu primeiro trabalho em Nova York e já foi indicada para concorrer ao prêmio de melhor atriz coadjuvante pelo musical High Society. O clássico do cinema foi o último grande sucesso do compositor Cole Porter e conta a estória de Tracy Lord, uma socialite mimada.
Quando a pequena Anna deixou sua casa, no estado de Maine, para viver Dinah Lord, a irmã de Tracy, na peça que estreou dia 27 de abril, sabia que muitas mudanças iriam acontecer na vida dela, mas não pensava que tudo fosse tão rápido. Dos pequenos palcos hoje tem o nome brilhando nos neons da Broadway.
Um pouco encabulada, mas com uma firmeza de gente grande, ela conversou com Nova York por Aqui no coquetel para apresentar os indicados ao Tony 98.
‘‘É assustador e maravilhoso’’, foi assim que Anna descreveu sua indicação. A única criança na lista do maior prêmio do teatro, sabe que é difícil ganhar um Tony, mas diz que é jovem, está no início de carreira e ter seu nome entre as feras já é um grande prêmio. Concorrem com ela as atrizes dos musicais The Lion King, Ragtime e Cabaret.
Sem tempo para ir à escola, a pequena Anna estuda em casa com seu melhor amigo, o pai Will. Ele é professor e agora está dando aula só para a filha. Orgulhoso, comenta que foi ele que ensinou a menina a representar. Longe da mãe e do irmão, os dois passam o tempo todo juntos. Se divertem descobrindo lugares novos para almoçar. Entre os preferidos estão os restaurantes brasileiros.
Diretora do The
Lion King é ‘‘fera’’
Apesar de ter 11 indicações, duas menos do que Ragtime, The Lion King é o grande favorito deste ano ao Tony Awards. A versão da Disney para o teatro está faturando cerca de US$ 750 mil dólares por semana. Ingressos só para novembro. A diretora do espetáculo, Julie Taymor que agora trabalha na produção de seu primeiro longa rodado na Europa, uma versão de Titus Andronicus de Shakespeare, também esta pensando em filmar no Brasil. Ela quer levar para as telas a peça Juan Darien, a Carnival Mass . A história é baseada num conto de Horacio Quiroga em torno de uma onça que se transforma em homem por causa do amor de uma mulher. Julie quer filmar na floresta e em pequenas cidades brasileiras. Mas antes de realizar este sonho ela pretende levar para casa os prêmios de melhor diretora e melhor figurino com o The Lion King. Good Luck.
ANOTE NA AGENDA
Music & Music
Gilberto SmaniottoTicco da Costa e o americano Pete
Seeger: noites musicais em NYUm bom local para dar uma esticadinha no final da tarde é o bar The Knitting Factory, no Soho. A casa tem uma pequena sala para espetáculos onde pode acontecer de tudo. Nesta semana deu para ouvir música brasileira, americana e hispânica num único show. Foi o encontro do nordestino Ticco da Costa e o americano Pete Seeger.
Ticco deixou o Brasil em 74 para viver em Roma e anos depois veio para os Estados Unidos. Ele fez mais de 300 concertos pela Europa e escreveu músicas para filmes da cineasta Lina Wertmuller.
Pete é conhecido como folksinger pelas suas participações em marchas por direitos civis, pela paz e por campanhas contra a poluição. Hoje, aos 81 anos, apesar de não cantar mais profissionalmente, não quis perder a oportunidade de estar com o amigo brasileiro. Ele diz que parte da sua voz já se foi, por isso o neto Tao Rodriguez o acompanha para as notas mais altas. Tao viveu na Nicarágua e também canta em espanhol.
No palco o trio agradou a platéia de americanos que curte a nossa música e gente que também faz música, como o compositor Philip Glass, que fez questão de ir ao show. Philip elogiou Ticco da Costa dizendo que ele canta o Brasil com charme, graça e um estilo irresistível. (The Knitting Factory, 74 Leonard Street, entre Church e Broadway).
MILKSHAKE
Produção caseira
Manhattan tem quatro canais abertos de tevê que qualquer pessoa pode usar colocando produções independentes de 30 minutos. O problema é a qualidade dessas tevês comunitárias. Cada um põe o que acha interessante. E mal gosto é o que não falta. Tem programa de associação de bairro, festinha de aniversário de criança, vídeo clip da filha do vizinho. Tem até programas brasileiros que é melhor nem assistir. Mas é durante à noite que o negócio pega fogo. Depois de 30 minutos de missa pode vir outros 30 minutos de alguém nu dançando em frente à câmera, ou um travesti contando as ‘‘mil e uma aventuras pela cidade’’. Na onda do faça o que bem entender tem até produções mais ousadas onde o apresentador literalmente faz sexo com os entrevistados. Baixaria total de primeiro mundo.
Programa de auditório
na mira da polícia
O programa Jerry Springer Show há muito tempo está na mira da polícia. Ela quer saber se as brigas que ocorrem durante as entrevistas são verdadeiras ou se são produzidas. É um terror. Os assuntos vão desde ‘‘Casei com ela, mas descobri que ela é homem’’, ‘‘Engravidei minha cunhada’’, ‘‘Ele me trocou pelo meu melhor amigo’’. Todos os programas sempre acabam em pancadaria. E pancadaria das feias.
Da tevê para a sala de aula
Mas a baixaria também foi parar nas salas de aula do Brooklyn. Na semana que passou, três garotas de 12 anos e uma de 11, cuspiram, chutaram, deram tapas e socos na professora Aishah Ahmad, 44. Tudo porque ela não permitiu que as meninas assistissem ‘‘Jerry’’ na tevê da escola, usada para programas educacionais. O show de entrevistas é apresentado às 11h da manhã e o tema em pauta era ‘‘Relação bissexual machuca casais’’. A professora foi para o hospital com fortes dores no corpo e disse que estava emocionalmente arrasada. Ela não quer mais voltar às salas de aula. Agora a Associação de Professores quer que Aishah entre na justiça e processe as estudantes.
Prefeito x carrocinhas
O prefeito Giuliani nem terminou a batalha contra os taxistas e já está começando outra. Não quer mais ver aquelas carrocinhas de cachorro quente e churrasquinhos nas ruas de Nova York. Pelo menos nos locais que a prefeitura acha que elas estão incomodando. Quer dizer, em quase toda a cidade. As carrocinhas são famosas e chegam a ter filas de engravatados para conseguir um lanchinho. Até em Wall Street elas são concorridas. Pela manhã o café com bagel (pão judeu no formato de rosca ) e cream cheese sai bem mais em conta do que nos bares. Parte da população não concorda com a idéia do prefeito. Quem está gostando são as groceries, delis (delicatessens), bares e restaurantes. Nota de US$ 20 de cara nova
Federal Reserve Bank/DivulgaçãoA nota de 20 dólares nova
As novas verdinhas de US$ 20, a moeda de maior circulação nos Estados Unidos, chegam em setembro deste ano. A mudança faz parte do pacote econômico do Governo Federal para dificultar a falsificação do dólar americano. Primeiro foi a nota de US$ 100, em 96, depois a de US$ 50, em 97, e não pára por aí. A idéia é mudar também as notas menores.
A nova nota de US$ 20 continua com o mesmo tamanho e cor, e com as mesmas figuras históricas e símbolos nacionais. A tradicional frase In God We Trust também ficou. Então o que mudou? Apenas o design. O retrato do presidente Andrew Jackson ficou maior, a marca d’água agora é visível pelos dois lados, foi acrescentada uma letra ao número de série, incluído um novo selo do Federal Reserve Bank, e o número 20, na parte de trás da nota, também está maior, para ninguém se confundir na hora de usar as verdinhas.Amor de adolescente
Dois apaixonados de Baysville, uma pequena cidade rural de Ohio, com 2.100 habitantes, agitaram os policiais de Nova York. Jeremy Logan, 16, e a namorada Mandy Whitely, 15, vieram conhecer a Estátua da Liberdade com a mãe do garoto e desapareceram. Depois de quase 30 horas procurando e muitas orações da família, os dois adolescentes foram encontrados caminhando na Broadway como se nada tivesse acontecido. Com US$ 150 no bolso, um skate debaixo do braço e dormindo nos bancos da praça, os pombinhos, que nem imaginavam que a polícia estava atrás deles, contaram que adoraram a Big Apple e planejavam ficar por aqui. O problema agora vai ser manter os dois fujões na fazenda depois deles terem experimentado o glamour da cidade grande.LIGADOS COM A GENTE
See you. Bye, bye.
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