Nova york por aqui
NOVA YORK POR AQUI
By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich
Its time for
walking tour
Gilberto SmaniottoRegião do Grand Central Terminal: N.Y. é
mesmo uma mistura de estilos arquitetônicosSão muitas as razões que atraem os turistas para Nova York. O glamour, as compras, a arquitetura, os restaurantes e a vida cultural com seus mil e um espetáculos são algumas delas. Mas, na primavera-verão, o quente mesmo são as caminhadas. Sem dúvida Manhattan é perfeita para se visitar a pé. Plana, fácil de se localizar, segura e com um entorno interessantíssimo, caminhar é a melhor forma de descobrir a cidade, além de ajudar a manter seu corpinho em forma.
Cada pedacinho da Big Apple tem algo de novo ou diferente para se admirar. O ideal é planejar as visitas por áreas ou regiões distintas. Foi o que fizemos. E o interessante dos passeios a pé é que nem sempre são pagos, embora dar uma gorjeta para o guia faça parte da tradição. Bom para qualquer bolso. Existem entidades e grupos financeiros que têm interesse em divulgar o bairro onde atuam, por isso elas pagam por você. É o caso das empresas em volta da Grand Central Terminal. Além delas financiarem os passeios pela região, também são responsáveis pela iluminação, limpeza e embelezamento do local.
Free tour
Neste fim de semana fomos conferir o tour Grand Central Partnership. São 90 minutos de caminhada pelas ruas e edifícios em volta do mais antigo terminal de trens de Nova York. Não é necessário fazer reserva, basta estar às 12h30 de uma sexta-feira em frente ao Witney Museum, na esquina da 42nd com a Park Avenue. Do you believe it? Tour de graça e sem reserva não parece coisa de americano e é bom demais para ser verdade.
Quando chegamos, passamos o tempo tentando adivinhar quem tinha cara de vou fazer um walking tour - você sabe: tênis, roupas leves, e a garrafinha de água. Ninguém se encaixava nestas características, nem mesmo John, nosso guia. Ele veio com um terno impecável, num calor de 26 graus. Eram 22 pessoas, quase todos arquitetos e estudantes. De onde eles eram? Nós dois, brasileiros, um japonês. Os outros eram ingleses ou americanos.
Gilberto SmaniottoTuristas do walking tour no interior do Ford Foundation BuildingO tour não é o mesmo toda a sexta. Os prédios e locais visitados variam com o clima e tamanho do grupo. Mas nós demos sorte, foi um superdia de sol.
Conhecemos cinco prédios, um de cada estilo arquitetônico. Começamos pela própria Grand Central (1913), um exemplo de arquitetura clássica, mas sem se aprofundar muito. É que, às quartas-feiras, também às 12h30, tem um tour só sobre a estação. Quem sabe temos mais detalhes nas próximas semanas.
O preferido dos nova-iorquinos
Próxima parada: Chrysler Building (1930). A torre art déco lembra a grade de um radiador e pode ser vista de várias partes da cidade. Este foi o primeiro edifício a usar aço inoxidável na sua construção. O prédio de 77 andares marca a época áurea do automobilismo. Quem mandou construir foi Walter Chrysler, fundador da empresa, mas ela nunca se mudou para o local. O máximo que aconteceu foram exposições de carros no saguão do prédio, decorado com guarnições em aço cromado, mármore e granito vindos de todas as partes do mundo. Depois de ser considerado por anos o edifício mais cafona da cidade, o Chrysler Building está agora em primeiro na lista dos mais amados pelos nova-iorquinos.
Gilberto SmaniottoPiso do Daily News BuildingAlém da fachada
O interessante desse tipo de passeio é que nos damos conta do quanto estamos habituados a julgar pela aparência externa. O Mobil Building (1955), hoje chamado de 150 East, na 42nd Street, tem a fachada de aço inoxidável com gravações geométricas em relevo. Apesar de ser conhecido como um dos 10 edifícios de mais mal gosto de Manhattan, possui um interessante hall interno com equilíbrio entre linhas curvas e retas.
Outro exemplo que vale conferir é o Daily News Building (1930), sede do jornal de mesmo nome. Baseado na idéia Eu sou o centro do mundo, tem no saguão principal um globo gigante e no piso dos corredores está marcada a distância, em milhas e horas, do prédio até diversas partes do mundo, inclusive do Rio de Janeiro, antiga capital brasileira.
Integrando
Gilberto Smaniottoa natureza
O Ford Foundation Building, no meio da quadra entre a Third e Second Avenues, na 42nd Street, é outro que surpreende. A sede da Fundação Ford, parte filantrópica da empresa, é em estilo moderno, com linhas retas. Construído com granito, ferro e vidro, quando visto de fora parece um cubo frio e sombrio. Pelo lado de dentro abriga um grande jardim, com água corrente. Os gigantes painéis de vidro permitem unir a paisagem externa com o interior do edifício. O ambiente é tão agradável que dá vontade de ficar ali por horas. Este prédio contradiz a lei de economia americana, gastar pouco e ganhar muito. O imenso pé direito interno tem como única função dar espaço para as árvores.
O passeio terminou na praça Tudor City, com uma vista panorâmica da 42nd Street e a fachada de todos os edifícios que visitamos. De quebra ainda deu para ver o United Nation Building, as Nações Unidas, e o Rio East. Saímos surpresos com a beleza dos prédios que fazem parte do nosso dia-a-dia mas que nem sempre prestamos atenção em como são interessantes por dentro. Turismo econômico
São centenas de opções. Podem ser caminhadas apenas para relaxar e admirar a paisagem, como no Central Park. Caminhadas com paradinhas culturais em museus e galerias. Caminhadas para compras - esse tipo de passeio sempre é curto e exige voltas rápidas ao hotel porque é muito chato carregar as sacolas. Caminhadas exploratórias - ideais para descobrir aquele restaurante que não está em nenhum guia de turismo. E ainda, caminhadas intelectuais - estas normalmente com um guia que vai contando a história da cidade. Algumas sugestões são:
Andar pelo Chelsea ou Soho é um mergulho no mundo das artes. Note que embora estes dois bairros tenham em comum as ruas repletas de galerias, são completamente diferentes.
Battery Park City, no extremo sul da ilha, mostra a vista do rio Hudson, com a Estátua da Liberdade e o estado de Nova Jersey ao fundo. Dá para começar pela estação do Ferry Board e terminar no Financial Center, junto as torres gêmeas. Lá que tal fazer um lanchinho para repor as energias?
Atravessar a ponte do Brooklyn é outra boa idéia. Nossa sugestão é pegar os metrôs dois e três e descer na parada Clark Street, então caminhar pelo Brooklyn Heights, até o calçadão nas margens do Rio East. Sente-se nos bancos, curta o perfil de Manhattan e volte caminhando pela ponte. Aproveite e dê uma paradinha no Píer 17. Dali dá para ver o local onde você estava no Brooklyn e, é claro, fazer uma boquinha.
Seja sozinho, em grupo ou com a ajuda de um profissional, esteja certo de que vai valer a pena. Manhattan esconde centenas de pequenos detalhes que no corre-corre não são possíveis perceber e que fazem desta cidade um lugar tão especial.
Many kinds of tours
Grande parte da economia de Nova York gira em torno do turismo. A cidade oferece todo o tipo de diversão. Em se tratando de tours, dá para escolher entre helicópteros, navios, ônibus ou a pé. Cada um mostra um enfoque diferente da Big Apple.
Para saber preço e horário desses passeios você pode falar com a recepção do seu hotel, ou então descobrir ofertas bem mais em conta nos guias como: City Guide, Vea New York, Quick Guide, ou magazines locais: News Week, New York, The New Yorker. Se não quiser, não compre as revistas. Dê uma passadinha na Barnes e Noble e leia todas sem pagar. Lembre-se de que não vai encontrar todas as informações em uma única fonte, por isso bisbilhoteie tudo até estar certo de que achou o que estava procurando. Superverão americano
A indústria do turismo está festejando. Este verão, que chega dia 21 de junho nos Estados Unidos, promete ser o melhor dos últimos dois anos. A economia vai muito bem, obrigado, e o americano está voando mais dentro de seu país. O movimento nos aeroportos neste final de semana prolongado por causa do feriado de Memorial Day, uma homenagem aos mortos de guerra, foi este ano 3,6% maior do que no ano passado.
Mais turistas na Big Apple
Segundo o New York Convention & Visitors Bureau, 32,5 milhões de turistas vão visitar a cidade até o final de 98. Se a expectativa se concretizar vai bater os 31,9 milhões de 97. Nas comemorações dos 100 anos da cidade ela está mais limpa, segura e tem mais atrações. Desde janeiro até agora Nova York ganhou 1.600 novos quartos de hotel e até o fim do milênio serão construídos mais 3.000.
Rock
E vem aí a temporada de Rock. Quem curte deve ficar de olho nas atrações que chegam com o verão. No Central Park tem shows gratuitos a partir de julho. Enquanto isso, dias 8, 9 e 10 de junho, tem concerto de lançamento do CD A Thousand Leaves, de Sonic Youth.
Também no dia 10, Sean Lennon, 22 anos, filho de John Lennon e Yoko Ono, faz uma participação especial. Na banda do garoto está também sua namorada, Yuka Honda, no teclado. Para Sean, está sendo difícil superar as críticas que o comparam com o papai. Filho de peixe nem sempre peixinho é. (Irving Plaza - 17 Irving Plaza & 15 Street. US$ 17. Fone: 777-6800).Godzilla
Pictures/DivulgaçãoTriStarGodzilla: quem segura esse monstrinho?
Papais do mundo todo, se cuidem. Enquanto o mostro destrói Nova York, a febre Godzilla pode destruir o seu bolso. Os brinquedos chegaram com o filme e invadiram os Estados Unidos. A imagem do bicho está espalhada em tudo: camisetas, lençóis, cobertores, xampus, guardanapos, e o que você imaginar direcionado ao público infantil.
Os monstrinhos têm seis centímetros, movem as patas, a boca, e são azuis ao invés de verdes. Na onda vieram também os Godzillinhas dentro dos ovos do monstro. O cientista Nick Tatopoulos (Mattew Broderick), também virou boneco. O ator, que costuma pedalar sua bicicleta pela Park Avenue todos os dias, está andando mais rápido agora. Não para fugir do monstro que o persegue no filme, mas por causa do assédio das pessoas da região.
Depois que viu o bonequinho do seu personagem, Mattew comentou que o rosto não tem nada a ver com o dele, mas o corpo é igualzinho. É bem definido e musculoso. Na verdade, ele estava só tirando um sarro dos fabricantes. O rosto até que é parecido, mas o corpo não tem nada a ver. Para a criançada americana, Godzilla e sua turma são o cool do momento.POR AÍ & POR AQUI
See you again...
Na próxima quarta a
gente volta. Bye.
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