Nova York Por Aqui
NOVA YORK POR AQUI
By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich
Brooklyn Museum of Art/DivulgaçãoCálice da Igreja
Ortodoxa Russa, em ouro
e prata, de 1681Tesouro da Corte Imperial Russa
Para um czar que se preze pouco luxo é bobagem. Esta é a certeza que qualquer um vai ter depois de visitar a exposição The Jewels of The Romanovs: Treasures of The Russian Imperial Court. São três séculos de reinado, uma história de tragédias e uma fortuna de fazer inveja.
Roupas com fio de ouro, braceletes de esmeraldas, colares de pérolas, anéis de diamantes, broches de rubis, ou brincos repletos de pedras preciosas que, de tão pesados, em vez de serem usados nas orelhas, tinham que ser presos nas perucas, eram peças comuns da família Romanov.
Brooklyn Museum of Art/DivulgaçãoEstrela da
Ordem de Santo André,
em ouro, prata
e 261 diamantes
São 250 objetos, incluindo 70 jóias da Família Real. Muitas nunca deixaram a Rússia antes. São jóias com preços a perder de vista, em todos os sentidos, incluindo o valor histórico. As peças que pertencem ao Fundo dos Diamantes Russos, fazem parte do Tesouro Nacional e são contabilizadas na reserva que ajuda a manter a estabilidade cambial do país. Para trazer esta raridade para os Estados Unidos, os organizadores tiveram que fazer um seguro de US$ 100 milhões.
Apaixonados pelo excesso
Desde cedo os jovens da corte Russa ficavam sabendo o que um sangue azul podia comprar. Também pudera, os bebês já usavam chupetas de ouro, prata, rubis, esmeraldas e diamantes.
Brooklyn Museum of Art/DivulgaçãoLivro de Altar Gospel
do Século 18. Em papel,
veludo, seda bordada,
prata, pérolas e vidro
Elizabeth Petrovna começou a recolher as jóias da família, criando o Fundo dos Diamantes Russos. Ela conseguiu juntar à coleção a estrela da ordem de Saint Andrew, uma medalha de ouro com 261 diamantes, criada em 1720 pelo Czar Peter I: O Grande, para honrar quem prestasse bons serviços ao Império Russo. A exposição começa com as peças que pertenceram ao czar. Ele ficou famoso por modernizar os costumes e tradições da corte.
Poor Catherine: A Grande
A czarina Catherine II: A Grande, durante os 34 anos que governou a Rússia colecionou amantes e jóias. Os diamantes são os melhores amigos das mulheres. Na época o país viveu seu período mais próspero, conhecido como a Era dos Diamantes. Catherine tinha tanta ambição pelo poder que planejou o assassinato do marido, o czar Peter III.
A Grande também mandava comprar jóias pela Europa inteira enquanto o povo russo vivia na miséria. Presentinhos? Ela adorava. Na exposição dá para conferir alguns, como um rubi de 52 quilates talhado em forma de uva que pertenceu ao imperador romano César, e foi dado à czarina pelo Rei Gustav da Suécia, em 1777.
Curta as curtas dos Romanov
Elizabeth I, que se tornou Imperatriz em 1741, tinha mais de 15 mil vestidos e centenas de pares de sapatos. Simples roupinhas com caldas de mais de 3 metros de comprimento, bordados a ouro, que custavam mais de US$ 250 mil na época.
Alexander I é considerado até hoje um dos grandes heróis russos por sua atuação durante a guerra contra Napoleão. Ele era filho de Paul I, que era filho de Catherine II. Quando Alexander I morreu em 1825, a mulher, a Czarina Elizabeth Alexeievna, mandou confeccionar um bracelete com a pintura dele rodeada por diamantes de 27 quilates. Acredita-se que Alexander fingiu a própria morte, virou monge e sumiu do cenário político.
A Igreja Ortodoxa Russa mostra nesta exposição seu poder refletido no luxo dos objetos religiosos. Dos cálices aos quadros contornados por pérolas, brilhantes, safiras e esmeraldas.
Filmes raros mostrando a saga dos Romanov podem ser assistidos durante a exposição. Palestras sobre a história da família também são interessantes. (Até 5 de julho no Brooklyn Museum Of Art - 200 Eastern Parkway - Tickets: US$ 4. )
Milkshake
Devolvendo a grana
Dá para acreditar? Depois de duas semanas usando um remédio indicado por uma amiga, descobrimos que o dito cujo causava dor de estômago e ânsia de vômito. Reclamamos na drugstore e eles nos devolveram o dinheiro. Mesmo com a caixa pela metade mandaram tudo de volta para o laboratório. Its amazing.
Trocas de primeiro mundo
Na Wiz, uma loja de eletroeletrônicos, entramos correndo para comprar um filme para fotografar Val Kilmer e Mira Sorvino. Os dois estavam num set de filmagem na Universidade de Nova York. Na pressa pagamos o filme, saímos da loja correndo, abrimos o pacote, a caixinha e ...não era o que estávamos precisando. Que falta de atenção!!!! Voltamos para loja para comprar outro.
O vendedor estranhou e quis saber por quê. Resultado: Pediu ao gerente que trocasse a mercadoria. Nunca passou pela nossa cabeça que uma filme aberto, quase usado, pudesse ser trocado. Não precisou dizer nada, mas o gerente pediu mais atenção da próxima vez. Thanks.
Impotência? Já era...
Os americanos estão de olho no Viagra, a nova pílula para impotência que está sendo usada também por aqueles que não têm nenhum probleminha, mas querem melhorar a performance na hora de fazer amor. Nas drugstores dos Estados Unidos a lista de espera é de um mês. Só para quem tem receita médica. Cada comprimido custa de US$ 8 a US$ 12. Depois das entrevistas dos vovôs de 80 anos que dizem estar fazendo sexo como se tivessem 18, tá todo mundo animado, mesmo que para alguns o medicamento dê enxaqueca, coceira e às vezes faz a pessoa ver tudo azul. Azul? Essa pode ser a cor do amor, não pode?
Calvície com jeitinho brasileiro
Outra notícia que vem das prateleiras das drugstores é o remédio Propecia, para problemas de calvície. Este também está vendendo como água. Junto com o Minoxidil (solução 5%) dizem que faz milagres. O Propecia é o primeiro medicamento via oral para esse tipo de probleminha. Não pergunte sobre efeitos colaterais. Nunca se sabe... Em Nova York, 30 comprimidos custam US$ 57. Para comprar nas drugstores americanas só com receita médica. Já na farmácia da Rua 46 o jeitinho brasileiro tomou conta. Não precisa de nada, só money. A caixa para três meses custa US$ 186. Até na terra do Tio Sam os brasileiros dão uma rasteira nas leis do governo. Não esqueça: automedicação pode fazer muito mal para sua saúde.
Consulado muda e vira piada em NY
O Consulado Brasileiro está de endereço novo. Passou do Rockfeller Center para o número 551 da Quinta Avenida, suíte 210. É uma minúscula sala, sem ar-condicionado e poucos telefones. A questão gerou desconforto entre os diplomatas. Alguns foram contra, outros a favor. Ganhou quem queria mudar. Por quê? É aí que a estória fica complicada.
O Consulado alegou que queria economizar, por isso não renovou o contrato de locação no Rockfeller Center e arrumou outro lugar mais barato na Sexta Avenida. O que eles não contavam era que o Departamento de Estado de Nova York se recusasse a dar a nova licença de funcionamento. Eles querem barganhar. Só dão o OK se o Itamarati perdoar a dívida dos consulados americanos com o INSS no Brasil. Sem poder ficar no Rockfeller e sem poder ir para a Sexta Avenida, a solução para os brasileiros foi encontrar um local provisório até que a situação se resolva.
Comenta-se que os 12 funcionários do Consulado começaram dieta. É que cada departamento, que antes tinha uma sala, agora só tem uma cadeira. Como? O espaço é tão pequeno que não tem mesa para todos. Está difícil para o pessoal conseguir caminhar na salinha.
A semana foi tumultuada porque a dita mudança coincidiu com o recadastramento de eleitores fora do país. As filas de brasileiros eram enormes e lá dentro os funcionários dividiam o tempo entre o público e arrumar a casa. O novo local, com carpete preto pelo chão e nas paredes, só tem capacidade para atender uma família. O casal, um filho no carrinho e mais dois pequenos. Only.
Os telefones do antigo Consulado nessa semana não informavam nada, porque a mudança foi feita sem que os outros telefones da nova sede fossem instalados. Mas que coisa!!!! Para enlouquecer os brazucas ainda mais, o jornal brasileiro local, com circulação mensal, informou que o novo endereço era na Sexta Avenida. Quem está vindo de outras regiões está dando com o nariz na porta. Big messy.
De olho nos shows
Gente famosa
na Broadway
Wait Until Dark continua com casa cheia e rua lotada. Acontece que depois das 10 horas da noite, quando o espetáculo termina, a Rua 47 fica intransitável. É gente por todos os lados querendo ver Quentin Tarantino e Marisa Tomei deixando o teatro. A peça, que ficaria somente dois meses em cartaz, agora vai até 30 de agosto. (Brooks Atkinson Theatre, 256 West 47th Street. Tickets de US$ 20 a US$ 60 - TicketMaster 212- 307- 4100)
Música Flamenca
Já estão à venda os ingressos para assistir Joaquín Cortés em Nova York. Serão somente cinco dias. De 2 a té 7 de junho. (City Center West 55th Street, entre a 6th e 7th Avenues, 212 581 1212. Tikets de US$ 25 a US$ 55).
O último imperador
Ainda no City Center tem o The Last Emperor com o Hong Kong Ballet, uma das Companhias de Balé mais importantes da Ásia. O espetáculo é inspirado na vida de Pu Yi, o último Imperador Manchu, e só ficará na Big Apple de 13 a 17 de maio. Ingressos de US$ 25 a US4 55. Fone: 212-581-1212.
O Mágico de Oz
The Wizard of Oz saiu do cinema para os palcos do teatro. Dorothy, o Homem de Lata, o Leão e o Espantalho estão até o dia 31 de maio no Madison Square Garden na 7th Avenue. Ingressos variam de preço conforme o dia. De US$ 19 a 59. ( TicketMaster 212 307 4111.)
Amazônia
Para terminar vamos para a floresta. O filme Amazônia, indicado ao Oscar de melhor documentário este ano, estréia sábado no American Museum of Natural History. O grande barato é que se pode ver tudo no sistema IMAX, ou seja, numa tela 10 vezes maior do que a convencional. ( Central Park West com 77th Street).POR AQUI & POR AÍ
Por hoje é só. Voltamos na quarta que vem.
See you. Bye.
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