Nova York é a vitrine da moda, arte, música e dança. Muitos famosos começaram ou foram descobertos aqui. Por isso, gente bonita e talentosa do mundo todo vem para cá tentar a sorte. Vencer na Big Apple é vencer para o mundo.
A londrinense Tathiana Monteiro, 24, começou a dançar ainda pequena. Depois de 20 anos nos palcos do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e França, a bailarina decidiu encarar Nova York. Por quê? ‘‘Todas as companhias européias e americanas vem fazer as audições, os testes, aqui,’’ responde ela.
Tathiana é talentosa. A prova é sua classificação nas audições que participou. Fantasma da Ópera, Joffrey Ballet, Twyla Tharp. Todas excelentes companhias de dança. Com uma média de 300 participantes por audição, ela sempre ficou entre as 10 primeiras colocadas. E depois? Depois nada. Tathiana não tem permissão de trabalho.
Para uma companhia de dança contratar uma bailarina de fora, ela tem que primeiro provar para o Departamento de Imigração que nenhuma americana ou estrangeira documentada, tem condições de fazer o que ela faz. Em outras palavras, tem que afirmar que ela é a melhor. Que o espetáculo não será o mesmo sem ela. Isto tudo é muito difícil, muito trabalhoso. E é claro, as companhias sempre acabam escolhendo o caminho mais curto.
Difícil, mas não impossível. Esta remota possibilidade é que embala as esperanças das jovens dançarinas e as mantém na luta. Mas, e Tathiana, ela quer continuar tentando? ‘‘Dançar eu vou dançar sempre, até morrer, mas talvez seja hora de parar de olhar para a dança como uma profissão’’, desabafa.Arquivo pessoal

A bailarina londrinense Tathiana Monteiro destaca-se nos testes mas tem
problemas com a Imigração

Arquivo pessoal

O cabeleireiro carioca
João Vicente não tem
permissão para trabalhar
em Nova York

Gilberto Smaniotto

Jarbas Santos,
ex-gerente de banco
é pintor de
paredes em Nova York



Tathiana, por pouco
nos palcos da Broadway

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