NOVA YORK POR AQUI
By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich




Divulgação/Brooklin Museum

Day Ensemble, de Gabrielle ‘‘Coco’’ Chanel, 1955

Brooklin Museum/divulgação

Stencil Dress, de Rei Kawakubo, primavera-verão, 1992

Brooklin Museum/divulgação

Evening Dress Printed with Calligraphy Design, de Hanae Mori, verão-outono, 1989

Enrico Ferorelli/divulgação

Parte da floresta montada dentro do Museu de História Natural

Enrico Ferorelli/divulgação

Parede de ciências...

Enrico Ferorelli/divulgação

... e animais da floresta



MUSEU DO BROOKLYN
A moda japonesa
no Ocidente
Não foi só na arte e na culinária que o Ocidente foi influenciado pelo Japão, foi também na moda. A exposição Japonism in Fashion: Japan Dresses the West, no museu do Brooklyn, traz roupas e acessórios que representam a influência do design japonês no mundo fashion ocidental.
São mais de 70 vestidos e acessórios da segunda metade do século 19 até os dias de hoje. Tem peças dos famosos designers franceses Charles Frederick Worth, Gabrielle ‘‘Coco’’ Chanel e Jeanne Lanvin, ilustrando o surgimento e a subsequente modernização da influência japonesa na moda européia.
Os americanos Elizabeth Hawes, Bonnie Cashin, Rudi Gernreich, também mostram os aspectos mais informais do vestido tradicional japonês. Tem ainda mais de 20 modelos contemporâneos dos japoneses Hanae Mori, Kenzo, Issey Miyake, Rei Kawakubo e Yohji Yamamoto.
Sempre presente
Tudo começou na segunda metade do século 19, quando as roupas americanas e européias foram adornadas com motivos em estilo japonês ou feitos com tecidos vindo do Japão. No início do século 20 o tradicional kimono foi inspiração para os vestidos do chá da tarde até os casacos de ópera.
Pressionado pelo nacionalismo americano do pós-guerra, o uso de elementos japoneses diminuiu entre os ocidentais nas décadas de 40 e 50. Só os mais arrojados designers continuaram utilizando tais influências.
Rudi Gernreich, no início dos anos 60, passou a usar elementos combinados do kimono com as qualidades das artes gráficas do movimento Op Art, enquanto Thea Porter fazia roupas para os hippies ricos com motivos florais japoneses.
Já nos anos 80, uma leva de vanguardistas designers japoneses, trabalhando no ocidente, puxou a moda para um novo nível. A turma liderou a tendência atual. Eles adquiriram uma fusão única do fantástico e do sublime, combinando a refinada estética japonesa com a construção do desenho europeu, utilizando tanto os tecidos tradicionais asiáticos como os novos materiais sintéticos.
A exibição Japonism in Fashion: Japan Dresses the West vai até 14 de fevereiro, no quinto andar do museu do Brooklyn. (200 Eastern Parkway, Brooklyn. Fone: 718 638 5000).
MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL
Planeta Terra
Muitos cientistas acreditam que estamos no meio de uma crise de extinção em massa, e que nos próximos 30 anos metade das espécies da terra vão desaparecer. Por isso, o Museu de História Natural de Nova York está preocupado com os rumos da Terra, ou melhor, com o que podemos fazer para proteger a variedade e interdependência dos seres vivos.
Para chamar atenção de todos para os problemas do nosso planeta, o museu criou uma exposição permanente chamada de Hall of Biodiversity. Um alerta ao público sobre o que está acontecendo a nossa volta. Mas não mostra só os problemas, também mostra as belezas e as diversas formas de vida que se encontram na Terra.
Com técnicas de vanguarda e nova tecnologia, a exposição demonstra a necessidade vital de se proteger nosso ecossistema e os meios para fazer isso.
Caminhando
pelo hall da
biodiversidade
A exibição Hall of Biodiversity traz para uma mesma sala pedacinhos de tudo o que tem no mundo. A fauna, a flora, os rios e desertos. Mostra como estamos, como estávamos e como estaremos. Logo na entrada, um vídeo de oito minutos dá ao visitante uma idéia do que ele vai ver na exposição.
Painéis eletrônicos com boletins atualizados mostram as várias mudanças que vem ocorrendo na biodiversidade. As queimadas, o efeito El Ni¤o, o aquecimento global. Todas as reportagens são seguidas de explicações e comentários.
A exposição mostra criaturas em extinção e outras já extintas. Tem também mais de 1500 espécies e modelos, reunidos em 28 grupos de seres vivos, resultando 3,5 bilhões de anos de evolução. Vão de microorganismos até gigantes terrestres e aquáticos. Incluem bactérias, plantas, peixes, mamíferos e insetos. Os modelos ajudam o visitante a entender melhor como funciona a erosão, a fotossíntese, a decomposição e a polinização.
Uma tela múltipla leva o visitante por um tour global, passando por 9 diferentes ecossistemas. Tundra, ilhas, florestas temperadas, florestas tropicais, oceanos, corais, savanas, desertos, e nascentes de águas, lagos e rios.




A floresta e suas
particularidades
O mais impressionante da exposição é a reprodução de uma floresta tropical do centro da África. A diorema, como é chamada, inclui mais de 160 espécies da flora e fauna e mais de 500 mil folhas, todas pintadas a mão.
Através de imagens de alta resolução, som e até mesmo cheiros, o visitante estará imerso num novo habitat, onde os animais parecem se mover pela floresta e os efeitos de luz simulam diferentes horas do dia.
Bancos inclinados de madeira permitem ao visitante sentar ao longo da floresta para admirar a riqueza de detalhes do lugar. Nós fizemos isso e confessamos, nos sentimos na própria floresta. Foi uma virada de 360 graus quando deixamos o museu em direção às ruas de Nova York. (American Museum of Natural History, Central Park West com 79th Street, fone: 212 769 5800. http://www.amnh.org)
MILKSHAKE
Semana sem taxas
Mais uma vez Nova York brinda seus moradores e visitantes com uma semana sem taxas. São 8,25% a menos na compra de roupas e sapatos. A tax-free week é iniciativa do prefeito e vai até sábado.
Rudolph Giuliani pretende convencer o governo do estado a eliminar para sempre a taxa sobre o vestuário. Ele não quer perder os possíveis compradores para o estado vizinho de Nova Jersey, que a muito tempo já aboliu com a dita cuja.
Giuliani argumenta que Nova York vai recolher menos dinheiro, mas em compensação vai sobrar mais nos bolsos da população, que assim vai comprar mais, incentivando a abertura de mais lojas e com isso gerando mais empregos. Thank you Mayor.
Burger King e Ragtime
Se você ainda não viu o musical ‘‘Ragtime’’ esta pode ser uma boa oportunidade. Até 21 de março o Burger King está oferecendo desconto no preço dos ingressos. Um lugar na orquestra, que normalmente custa US$ 75, está por US$ 50 e o balcão, de US$ 45, foi para US$ 30. Basta ligar para o Ticketmaster no número (212) 307-4550 e dar o código JBK, ou levar o anúncio - que você pega em qualquer loja Burger King, até a bilheteria do teatro. Mas lembre: a promoção só vale para as terças e quintas-feiras, as 20 horas, e domingos, as 15 horas. (Ragtime - Ford Center for the Performing Arts, 214 West 43rd Street).





Por aqui & por aíGilberto SmaniottoSem Prometheus
Não se assuste se na sua próxima viagem para Nova York você não encontrar mais a estátua dourada de Prometheus, aquela de um homem segurando uma bola de fogo que ficava no rinque de patinação do Rockefeller Center. É que segundo os especialistas, a estátua de oito toneladas e mais de cinco metros de altura, feita de bronze folheado a ouro, estava suja, riscada e com o interior corroído. Assim, Prometheus foi levado para a restauração.
De acordo com a mitologia grega, Prometheus roubou o fogo dos deuses e deu para os humanos. Como castigo ele foi preso por Zeus em uma montanha, e logo depois libertado. O mito inspirou a literatura e hoje a estátua inspira os turistas, sendo um símbolo presente em toda foto tirada no local.
Mas os admiradores de Prometheus vão ter que aguardar até a próxima primavera para bater a tradicional foto com o deus grego de fundo. Quer dizer, a foto com a estátua na sua posição oficial. É que Prometheus não foi muito longe. Foi levado para a calçada, no mesmo lugar onde todo o ano montam a árvore de Natal. A restauração da estátua é apenas o começo de uma série de inovações que vão ocorrer na famosa área do Rockefeller Center. É esperar para ver o que mais vai rolar por ali. Por hoje é só. See you again next week. Bye.E-mail: [email protected]

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