Nova York Por Aqui
NOVA YORK POR AQUI
By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich
Don Pollard/The Metropolitan Museum of Art
O ator Alec Baldwin e Marci Klein na festa de gala do Metropolitan deste ano
Karen Willis/The Metropolitan Museum of Art
Vestido de noiva da estilista francesa Madeleine Vionnet
Divulgação
Cartaz do Big Apple Circus
Arquivo pessoal
Icon, trabalho da paulistana Marta Friedland
Arquivo pessoal
Vasos, trabalho de Marta Paruolo
FASHION
Party of the Year
Por duas décadas o Metropolitan Museum of Art é palco de uma festa que acontece todos os anos em Nova York. Reúne a nata da sociedade americana, artistas e gente do mundo da moda. O encontro mais concorrido da cidade aconteceu na semana passada e comemorou os 50 anos do Costume Institute, um anexo dentro do museu reservado para expor a evolução da moda no mundo todo. Entre os convidados estavam o ator Alec Baldwin e Marci Klein, Miuccia Prada, Paula Cussi, Pia Getty, Martha Stewart, Barbara Walters e a Duquesa de Windsor.
Abrindo as portas para nova exposição
Este ano o encontro também foi a linha de partida para uma nova exposição: Cubismo e Fashion, patrocinada pela Prada, examina as propriedades do cubismo na arte e as influências na moda de 1908 até os dias de hoje.
A exibição explora as mudanças essenciais que ocorreram na moda entre 1908 e 1925 e propõe que o cubismo, que transformou a arte radicalmente durante este período, foi também o grande responsável pelas formas modernas da moda.
A exposição tem mais de 40 exemplares vindos do mundo todo, incluindo um vestido de noiva de 1929 da estilista francesa Madeleine Vionnet.
Reunindo gente famosa
As festas do Metropolitan já entraram para a história. Uma delas, 20 anos atrás, organizada para levantar dinheiro para pagar o salário da conselheira Diana Vreelands, teve Jacqueline Kennedy Onassis como principal colaboradora.
Em 1996, a Princesa Diana desembarcou na cidade algumas horas antes de o evento começar. Colocou o primeiro vestido criado por John Galliano para Dior, e chegou com pompa e circunstância ao encontro.
1997 foi o ano de Gianni Versace. A homenagem e uma exposição com 90 dos modelos do estilista, que foi assassinado meses antes, reuniram no museu gente famosa como Madonna, Sting, Elton John, John Galliano, Donatella Versace, Elizabeth Hurley, Hugh Grant, Cher e Jon Bon Jovi.
Foi chamada de a festa da década e conseguiu arrecadar US$ 2,3 milhões para o Metropolitan. Um recorde até então. Em 1948, quando a festa não era no museu, o preço do jantar por pessoa era de US$ 50. Para o jantar do ano passado, que serviu para jogar lá em cima o preço deste ano, cada um desembolsou US$ 2.000. Três meses antes já não existiam mais convites. O mundo fashion disputava um lugarzinho por preço de ouro.
Eu quero cantar
Outra disputa, desta vez nos bastidores, virou o ti-ti-ti do final de 97. Quem cantaria para homenagear Versace? Madonna queria porque queria. O motivo? Tinha uma música para lançar. Elton John precisava fazer esta homenagem para Versace, já que tinha cantado no enterro de Diana. Sting entrou na parada e também quis cantar. Na disputa, Sting levou a melhor e pôde largar a voz dentro de um dos mais bonitos museus do planeta. Era a primeira vez que alguém fazia um concerto entre obras de arte e mesas luxuosas com pratos belíssimos ao longo dos corredores.
SHOW
Happy On! O Natal
com gosto de Circo
Como cantava Marília Barbosa, Vai, vai, vai começar a brincadeira...Vem, vem vem, ver o circo de verdade. Prepare o sorriso e deixe a alegria correr solta, pois o famoso Big Apple Circus ainda está na cidade e é uma boa pedida para um Natal bem divertido.
É claro que muitas coisas mudaram, você não é mais criança e a banda não toca na pracinha avisando que à noite tem espetáculo, mas debaixo da grande lona a magia continua a mesma. Palhaços, acrobatas, elefantes e cavalos treinados, ainda divertem baixinhos e grandalhões com as mãos lambuzadas de pipoca e algodão doce.
Assuma seu lado infantil, ou leve o filho de um amigo que está viajando para Nova York como desculpa, e aproveite as últimas semanas de apresentação, a temporada acaba em 10 de janeiro. Mas vá preparado, nunca se sabe quem vai ser o escolhido para os shows interativos. Você poderá fazer parte de um recital de sinos ou ter que arregaçar as mangas da camisa e ajudar o palhaço a fazer uma pirueta.
Artistas de todos os lugares
Por mais de 20 anos o Big Apple Circus tem alegrado nova-iorquinos e turistas. Para essa temporada, a produção do Happy On! trouxe artistas de todos os cantos do mundo. O ringmaster Norman Barret é da Inglaterra, o palhaço Mimi é francês. Da China vieram os acrobatas. Os russos Vladimir e Olga Kurziamov trouxeram o balé aéreo, ao som de um bolero. Na corda bamba está a americana Molly Saudek, e ainda tem os ginastas Julian Stachowski, da Polônia, e Regina Dobrovitskaya. da Rússia.
Os animais fazem um show à parte, vão de pequenos periquitos coloridos que andam de escorregador, cachorros saltadores, cavalos dançarinos, até o impressionante número com os elefantes. E é claro também tem o americano Bello Nock, o homem de cabelos amarelos, sétima geração de uma família circense da Suíça. Bello está por toda parte, faz um pouco de tudo: é acrobata, palhaço, animador e corajoso, vai parar na boca de um elefante.
Os números do Big Apple Circus
Os três elefantes, Anna May - 53 anos e quase 4 mil quilos, Ned - 12 anos e 2.700 quilos, e Amy - 10 anos e 2.250 quilos, comem 900 cenouras enquanto o show está rolando.
O circo possui 60 trailers que funcionam como escritório e moradia das 148 pessoas envolvidas com o espetáculo.
São usados 4.500 galões de água por dia.
85.000 refeições são servidas por ano pelo trailer cozinha.
São necessários 5 horas e 35 homens para montar a tenda do circo e três horas para desmontar.
500 mil crianças e adultos vão ao Big Apple Circus por ano.
Happy On! The Big Apple Circus está no Damrosch Park, no Lincoln Center. Os ingressos vão de US$ 12 a US$ 58 e podem ser comprados pelo Centercharge: 212 721 6500, Ticketmaster: 212 307 4100, e no própio local.
BROADWAY
Bring in da noise,
Bring in da Funk
O troca-troca dos shows da Broadway acontece ou porque a bilheteria está fraca ou porque a temporada tem que terminar mesmo. No caso do Bring, um dos shows mais originais deste circuito, não se sabe ainda o porquê. O espetáculo já tem data para terminar: 3 de janeiro.
Vencedor do prêmio Tony96, por sua moderna coreografia e sapateado, o musical conta a trajetória do negro americano através da dança e da percussão. Para as últimas apresentações volta ao palco Savion Glover, o astro do espetáculo que tinha saído para seguir carreira solo.
O Bring está no Ambassador Theatre (219 West 49th Street, entre Broadway e Oitava Avenida. Tel.: 239-6200. Ingressos de US$ 20 a US$ 70).
ARTE
Art From The Heart
Amigas e brasileiras não são os únicos pontos comuns entre a paulistana Marta Friedlander e as cariocas Juliana Buka e Marta Paruolo. Elas também compartilham o mesmo sonho: viver da arte.
As três se conheceram em Nova York, onde moram há quase 10 anos, e além de se dedicar às artes plásticas também possuem um trabalho paralelo. Marta Friedlander é gerente do balcão da Tifani e Bulgari da Saks Fifth Avenue, Juliana trabalha com promoção de eventos e dá aula de cerâmica no Brooklyn, e Marta Paruolo é textile designer, ela faz desenho de estamparia para tecidos de decoração.
De estilos e técnicas diferentes, agora pela primeira vez as três estão expondo juntas. A paulistana Marta, gosta de trabalhar com montagens, misturando pintura e colagem, enquanto a Marta carioca trabalha com papier maché e vidro. Juliana faz esculturas em cerâmica.
A mostra Art From The Heart, na Ward-Nasse Gallery, no SoHo, vai até 23 de janeiro. (178 Prince Street, fone: 212 925 6951).
MILKSHAKE DE NATAL
Onde encontrar Noel em Nova York
Thousands and thousands de Papais Noéis estão circulando por Manhattan. Nas ruas da Quinta Avenida eles batem os sininhos do Exército da Salvação. Perto do pinheiro do Rockefeller Center tem uma casinha de vidro com o bom velhinho sentado bem tranquilo esperando por você.
Nas lojas as filas são imensas para a criançada tirar uma foto com Santa Claus, o Papai Noel dos americanos. Em todas elas você pode usar a sua própria máquina ou se preferir a loja tira uma foto especial. Mas aí você vai ter de desembolsar uns trocados. Anote os endereços de onde encontrar os Papais Noéis mais bonitos e engraçados de Nova York.
Macys - Rua 34 com a Sexta Avenida. O preço da foto varia de US$ 12,99 a US$ 39,99.
Bloomingdales - Rua 59 com a Lexington. O preço da foto vai de US$ 8,99 a US$ 25,99, dependendo do tamanho.
Saks Fifth Avenue - Quinta Avenida com a Rua 50.
Lord & Taylor - Quinta Avenida com Rua 39.
South Street Seaport - Pier 17 com South Street Seaport.
FAO Schwarz - Na maior loja de brinquedos do mundo uma Mamãe Noel é a sensação da garotada. As crianças acham que a voz da Mamãe é macia e dizem que ela é cool.
POR AQUI & POR AÍGilberto Smaniotto
Na onda do Natal, aí vai mais um pinheiro. Este, do Metropolitan Museum, é uma tradição de mais de 30 anos. A árvore é enfeitada com querubins e anjos napolitanos do século 18. Na base do pinheiro tem um presépio de Natal completo com os reis magos, dezenas de pessoas e animais. As ruínas de um templo romano, casas da época e uma típica fonte italiana são o cenário de fundo. Tudo foi doado, em 1964, por Loretta Hines Howard, que começou colecionar as figuras em 1925. Depois que Loretta morreu, a filha dela, Linn, continuou o trabalho da mãe acrescentando a cada ano novas peças à coleção.
See you quarta again. Bye Bye
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