Nova York Por Aqui - By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich
Nova York Por Aqui
By Gilberto Smaniotto & Marinês Utteich
Divulgação
A designer Carolina Herrera: uma das preferidas das socialites americanas
Divulgação
Saia e blusa de couro com gola de pele de raposa: modelo de Carolina Herrera
Férard Blot/Divulgação
Kneeling Woman (1950): arte em cerâmica de Pablo Picasso
Férard Blot/Divulgação
Fat man in a suit (1951): outra peça criada por Picasso
Reprodução
A brasileira Mônica Botelho Nascimento: notícia em Nova York depois de bater no pára-choque do carro de um chefe de polícia
Pra começar
Life is beautiful? Yes, e Shakespeare e Elizabeth iriam se apaixonar pela nossa primavera. A melhor época do ano para se viver em Nova York. Nada daquele gelo do inverno, e nem do inferno do verão. Blusões e casacos leves ainda não foram abandonados de vez, mas todo mundo está mais elegante sem ter de levar aquele peso nas costas.
Spring 99
Nesta época do ano, o nova-iorquino só tem uma reclamação: o pólen das flores, que estão aparecendo aos poucos. Ele invade a cidade, e deixa muito narizinho fungando e vermelho. É a alergia minha gente. Mas isso é nada perto do colorido que daqui alguns dias a gente vai poder curtir. Nova York está mudando de cara.
FASHION
Spring NY
By Carolina
Herrera
Os modelitos já passaram pelas passarelas da moda, mas agora é hora do teste nas ruas. A grande passarela do mundo.
Carolina Herrera, uma das favoritas de socialites americanas, apostou no romantismo, com sua moda feminina, extravagante e prática ao mesmo tempo.
Cores suaves e um toque jovial. A inspiração: sensualidade e sofisticação, para celebrar as curvas do corpo da mulher.
As jaquetas tem o conforto das camisas. O rosa e o azul tem destaques especiais. As saias estão pouco abaixo da cintura e vão também abaixo dos joelhos.
Herrera
by
Herrera
Jaqueline Onassis, nos últimos 12 anos da sua vida, vestiu os modelos de Carolina Herrera. Outros da alta-sociedade também não mudam de designer.
Modesta, Herrera acha que o seu trabalho na indústria da moda é um constante processo de descoberta. Costuma dizer que aprende coisas novas todos os dias, porque mantém sempre os olhos abertos.
Ela não gosta de excessos. Para Herrera, simplicidade é mais importante. Simplicidade com um pouco de glamour e extravagância, é claro. Enfim, um estilo romântico, feminino, e prático ao mesmo tempo.
O outono
de Carolina
Já que estamos falando nela, que tal dar uma olhadinha no que já pode ser usado no Brasil. É outono por aí. Cor e conforto, luxo, glamour, sempre jovem e chic.
Para o final da tarde um mix. Peças longas e curtas. Muita casimira, setim, couro, e peles. Vai do chocolate com vermelho, do cappucccino ao azul céu. O setim é usado sem cerimônia, caído, leve como ele é.
MUSEU
Picasso again
Depois que o Guggenheim Museum trouxe para Nova York a exposição Picasso e os anos de Guerra, o Metropolitan está investindo em Picasso: Painter and Sculptor in Clay.
São 175 raridades em cerâmica, que o mestre criou no sul da França, entre 1947 a 1962. Não é para menos que ele é conhecido como o artista mais revolucionário do século. Criou de tudo.
Os temas que o escultor espanhol escolheu para fazer suas obras, estão relacionados com os problemas íntimos do artista, como a vida e os toureiros, a amante e a mulher, dançarinos e músicos, pássaros e peixes.
Dois terços das peças que estão em Nova York nunca foram mostradas antes para o mundo, e quase todas estão na América pela primeira vez. Desenhos e posters também fazem parte da exibição.
(Metropolitan Museum of Art, 1000 Fifth Avenue ).
CASO BRASIL EM NY
A Top e a viagem brasileira
Mônica nas manchetes nova-iorquinas. Não falo de Levinsky. Trata-se da brasileiríssima Mônica Botelho do Nascimento, uma carioca de 25 anos, cheinha e simpática, involuntária participante da cena política local.
Na semana passada, o chefe de polícia Howard Safir entrou com um processo de indenização contra nossa brazuca, querendo arrancar dela US$ 1,5 milhão. A notícia caiu como uma bomba na cidade - e logo começou a correria da imprensa atrás da misteriosa personagem brasileira.
Os ingredientes eram explosivos: o top cop quer tanto dinheiro por uma batidinha de pára-choques num congestionamento, ocorrido há dois anos - Mônica bateu no seu Suzuki na traseira do Cadillac de madame Carol Safir, a cara metade do chefão. Até aí tudo bem, mas descobriu-se que ele abusou dos privilégios do cargo, mandando seus detetives perseguirem a moça. Nos EUA direitos civis são sagrados.
No lado puramente financeiro, ele queria só arrancar o dinheiro da seguradora da moça. Mas, foi aí que o caldo entornou - ao ajuizar a ação, ele disse que Mônica estaria dirigindo drogada ou alcoolizada, e que por causa do acidente o casal fora privado de fazer sexo.
Cada explicação fazia a coisa ir mais para baixo - imaginem o prato para os tablóides sensacionalistas. Agora, tá todo mundo pedindo a cabeça de Safir. Ele foi obrigado a retirar a acusação contra a brasuca - e ainda teve que despedir o advogado.
Aí foi a vez do contra-ataque da brasileira. Nossa contrapatriota ficou furiosa com a acusação falsa. Chamou a imprensa. Pintou e bordou nas páginas do New York Times e telinhas das tevês locais. Nem pediu grana, coisa comum por aqui. Mônica vive em Nova York desde os 2 anos. Mora com a mãe num apartamento em Astória, o bairro dos brasucas. Não bebo, não fumo, não cheiro, quero meu nome limpo, avisou a moça.
Em franca desvantagem ao atacar Mônica, o top cop agora está lutando apenas para manter o cargo. Será que uma brasileira vai derrubar o homem forte da polícia de Gotha City?
DICAS E LAZER
Na Big Apple sem gastar muito
Quase toda a semana a gente recebe e-mails de estudantes que querem viajar sem ter de desembolsar muito. Ainda mais agora com a desvalorização do real. Hoje a dica é um hostel, e um restaurante que inaugurou recentemente. Os preços são bons e a turma pode se divertir.
Jazz on the Park
O nome é bonito, as instalações são simples, e o preço camarada. Parece uma grande família. Na recepção gente jovem e simpática. O gerente chama-se Jazz. Beautiful name.
Nos fins de semana tem música ao vivo. A galera da Europa se hospeda por alí. É para quem curte uma aventura e amigos, estudantes de todos os cantos do planeta.
Tem quartos com 2, 4, 6, 12 e 14 camas. Com duas camas sai US$ 35 por pessoa. Com 4 camas, US$ 29 por pessoa. Se dividir o quarto com 6 ou 8 pessoas, o custo cai para US$ 26,50. Quarto com 12 e 14 camas custa US$ 25 por noite. As taxas estão incluídas e tem ainda um light breakfast pela manhã, coisa rara para Nova York.
Os translados também tem bom preço. Ir de Limosine para o aeroporto JFK, custa apenas US$ 9, por pessoa. Sairia de US$ 35 a US$ 50. O hostel também faz tours de bicicleta, ou caminhadas por várias partes da cidade.
(Jazz on the Park fica na 36 West 106 Street, no meio do quarteirão que dá para o Central Park - Perto da Columbia University e da catedral gótica Saint John the Divine. Fone: 212 932 1600 - Fax: 212 932 1700 ( www.jazzhostel.com )
Restaurante
A rede Dallas BBQ é famosa em Nova York por servir costelas, frangos, sanduíches. Os pratos por lá nunca passam de US$ 10. Agora a rede inaugurou uma nova casa, bem no centrão de Times Square, e para comemorar resolveu fazer uma promoção.
Por US$ 7,95 o casal recebe duas sopas, e um frango inteiro com bolo de milho, batatas assadas ou fritas. Vem em dois pratos e eles são enormes.
O problema é quando os clientes vão beber. Uma pinacolada da casa tem nome Texas, é uma taça grandinha, custa US$ 6,50, quase mais que os dois pratos juntos. Os refrigerantes tem preços normais.
A sugestão, para quem gosta desse tipo de culinária, é um prato chamado Bar-B-Q Baby Back Ribs. São costeletas e molho de barbecue, com bolo de milho, batata assada e molho branco. Tudo por US$ 9,95.
(Dallas BBQ, 132 west. 43 Street, entre a Broadway e sexta Avenida. Fone: 212 221 9000).
Por Aqui & Por Aí
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