Nova York Por Aí
NOVA YORK POR AÍ
By Gilberto Smaniotto e Marinês Utteich
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Criações da paranaense Jussara Lee conquistam o mundo fashion novaiorquino
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A estilista Jussara Lee: sucesso em Nova York
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A modelo Gisele Zeluay desfila um modelón com a griffe "Jussara"
Luzes. Ação
Lá vêm os tecidos, suas cores e os cortes que os mestres da moda definiram para este outono/inverno. Foram sete dias, mais de 50 desfiles e muito ti-ti-ti. Gente do mundo todo, com convites e sem, sempre tentando furar o cerco da mais badalada semana em Nova York. O New York Fashion Show.
Oscar de la Renta, Donna Karan, Calvin Klein e muitos outros mostraram o que vamos ver nas ruas nos próximos meses. O prêt-à-porter. Estes desfiles são sempre bem diferentes daqueles vistos em Paris e Milão. Lá o que passa pelas passarelas da alta costura, nem sempre vai depois para as calçadas das grandes cidades.
Whats fashion?
O preto continua sendo a cor do inverno, junto com o marrom, o cinza, o vermelho e o verde, em diferentes tonalidades. Os tecidos da estação outono/inverno serão: camurça, lã tweed, flanela e couro.
No guarda-roupa fashion não podem faltar: calças clássicas, blazers assimétricos, casacos acinturados e vestidos justos com o corte reto.
Designer brasileira no Fashion Show de Nova York
Grife: Jussara
Estilista: Jussara Lee
Cores da coleção: azul, rosa, vermelho, preto e marrom. Meio dust - tons empoeirados.
Inspiração: período medieval. Das mobílias, aos papéis de parede e cortinas. Detalhes dourados e pedrinhas. Mangas mais compridas que o pulso e decotes retos.
Go ahead! Sinal verde para as modelos
Uma ária da ópera Dido and Ananeas escrita por Henry Pyrcell, em 1600 e interpretada pela cantora emília DArcy, abriu o desfile outono-inverno, da brasileira Jussara Lee. Foi o quinto junto às feras Donna karan, Donatella Versace, Ralph Lauren.
A estilista optou por um inverno recatado. Mostrou saias e vestidos terminando logo acima do joelho, ou alguns centímetros abaixo. nada de minissaias, uma das maiores tendências da estação. A grife Jussara apresentou muitos casacos acinturados e justos, feitos de nylon, matelacê, lã, malha ou pele. Também não faltaram as transparências nas túnicas e nas camisas de seda.
Quem é esta brasileira?
A estilista Jussara Lee, 27 anos, veio com 17 estudar moda no FIT - Fashion Institute of Technology, em Nova York. Um ano depois da graduação, em 1990, a paulista, filha de coreanos, que passou parte da infância em Ponta Grossa, no Paraná, conseguiu lançar uma coleção de 15 modelos.
Foi fazendo as suas próprias vendas que conheceu o marido americano. Amor à parte, viraram sócios, e foram aos poucos incrementando os negócios. O homem dos números é o guia da estilista. Estão indo a mil. A grife Jussara pode ser encontrada em lojas como a Bergdorf Goodman, Barney New York, Bloomingdales e outras butiques dos Estados Unidos. No Exterior, Jussara tem showrooms em Tóquio, Paris e Grécia. Em Hong Kong, vende para a conceituosa loja Joyce. Agora ela está se preparando para em julho abrir a sua primeira loja, no Soho.
Vestindo Jussara
A estilista diz que na criação da moda verão, brilha o lado brasileiro, o sensual, e o relax. No inverno, brilha o lado novaiorquino; chique, elegante e sofisticado: Para não limitar a minha criação, não penso num tipo específico de mulher, e nem mesmo numa faixa etária. Não faço uma moda ditatorial, que se encaixa em um rótulo. O que eu quero é que as mulheres se sintam bem, bonitas e elegantes, conclui.
Designers e modelos:o mercado dos sonhos
Bonitinhas e bonitinhos. Exóticos, diferentes, atraentes e sexys. Todos correm para Nova York, à procura de um lugar ao sol, no mundo da moda. Tem muita gente para pouco espaço, a concorrência é desleal. O jeito é ficar na fila. Nova York é a grande vitrine. Bares da cidade reúnem gente bonita. Garçons e garçonetes estão estrategicamente posicionados em bares do circuito fashion, esperando que alguém olhe com outros olhos e descubra que atrás do avental existe uma Elle MacPherson ou uma Cláudia Schiffer. Assim acontece com atores e atrizes que sonham um dia brilhar nos palcos da Broadway. Eles trabalham em bares, restaurantes, boates quase sempre no Village e Soho, na esperança de colocar o pé no degrau da fama. Quer conhecer um destes bares?
Anote na agenda
O Restaurante Looky Chengs é considerado pelos experts como The Best Look in New York. Em outras palavras: tem as pessoas mais bonitas da cidade. A escolha das garçonetes é criteriosa. Beleza aqui e fundamental. Todas esperam virar modelo, ou ir para Broadway. Além do que você vai ver, os preços do restaurante são bons. Um jantar para uma pessoa, com bebida e sobremesa custa US$ 20. Os pratos especiais são: salmon com espinafre e frango com castanhas. os clientes da casa? Diana Ross, Madonna e Prince.
Nós não íamos contar para fazer surpresas, mas você não vai acreditar: as mulheres consideradas as mais bonitas e perfeitas são na verdade Drag Queens chiquérrimas, lindíssimas, capazes de deixar Roberta Close morrendo de ciúmes. (24, 1ª Avenida, entre as ruas 1 e 2)
Será que vão me ver?
Anote o nome de outros dois restaurantes onde gente da moda se encontra. Um é o Union Square Cafe. Bonitinhos e bonitinhas estão em peso por lá. O restaurante tem uma das maiores cartas de vinhos de Manhattan. É o sétimo entre os 10 preferidos dos novaiorquinos. No verão as mesas ficam nas calçadas. (21 East da Rua 16, na Union Square).
O outro é o 44, o bar-restaurante tem o toque do designer francês Philips Starck. Por ali desfilam editores de moda, modelos, executivos e muita gente bonita. A recomendação é tomar um café da manhã. (O 44 fica no Royalton Hotel, 44 West da Rua 44).
Quer virar designer? Aí vão os endereços:
O Fashion Institute of Technology, FIT, onde Jussara Lee estudou, formou Calvin Klein e Norma Kamali. É considerada a escola número um de Nova York. Tem mais de mil cursos em 30 diferentes campos. Funciona sete dias por semana. Classes de verão começam no dia 9 de junho. (Sétima Avenida com a Rua 27, fone 1.800-GO-TO-FIT).
Pela Parsons school of Design, passaram Donna Karan e Isaac Mizrahi. O calendário de verão começa no dia 2 de junho. (Nº 66 da Quinta Avenida, fone: 212-229-8910 ou 1-800-252-0852, fax 212-229-8975)
Mais um endereço fashion
Art fashion é o nome da exposição organizada em conjunto com a Bienal de Florença, na Itália. Reúne artistas de várias partes do mundo. Você vai ver vestidos de todo tipo de material. Que tal de metal? A exposição vai até o dia 8 de junho. (Guggenhein Soho, 575 Broadway. Fone 212 423 3500)
Versace na Quinta Avenida
Quantos designers gostariam de ter um lugar na Quinta Avenida. Um dos endereços mais famosos e caros do mundo. Muitos já têm. Visite a loja de Gianni Versace. Ele restaurou um prédio de 90 anos marco da Nova York aristocrata do início do século. São cinco andares ligados por escadarias de mármore. Da Itália, só podia, vieram as cerâmicas, os espelhos e esculturas. O chão é coberto por mosaicos milaneses, com a cabeça de medusa esculpida ao centro.
Moda masculina, feminina, cama e mesa. Tudo que Versace cria está ali. Que tal uma mala de couro de crocodilo, US$ 20 mil, ou um colar de diamantes, por meio milhão de dólares? Elton John e Madonna são os principais clientes da loja. Para quem não quer gastar muito, tem chaveiros assinados por Versace por US$ 40. (Gianni Versace - 647 5ª Avenida, entre as Ruas 51 e 52)
Negócios por aqui
Quer trazer sua grife para Nova York?
Para os empresários brasileiros que querem fazer negócios no mercado Americano, aí vai um recado: Existe em Nova York o Brazilian Government Trade Bureau. Uma sede na Quinta Avenida que coloca à disposição toda a sua estrutura para quem quer fazer negócios por aqui. Você pode usar os dois andares, com salas para reuniões e pequenos seminários. Tem telefone, fax e consultores que cuidam de diferentes áreas. O mais interessante: tudo é de graça. O ministro Almir de Sá Barbuda, diretor do Brazilian Trade Bureau espera a visita dos paranaenses. Para marcar uma hora, ligue 212-916-3200, ou passe fax (212 573 9406). A sede do Trade Bureau fica na 551, 5ª Avenida 2º andar sala 210)
Pra terminarNo Fashion New York também teve uma brasileira na passarela. A modelo Gisele Zelauy, 29 anos, há dez trabalhando para grandes empresas, veio especialmente para desfilar a grife Donna Karan, mas de quebra participou do desfile da amiga Jussara Lee.
Donatella Versace, da grife Versus, irmã de Gianni Versace, fez o desfile mais concorrido da temporada. Na platéia só gente famosa. Wood Allen, Hugh Grant, Mira Sorvino. As roupas todas que passaram pela passarela eram em cores vibrantes. Pareciam criação de Gianni Versace. Ele fez questão de deixar claro: Não ergui uma agulha para o desfile. Sou apenas expectador.
O final ficou a cargo de Elton John e Jon Bon jovi. Eles fizeram um dueto ao lado de Versace e Donatella.
A ditadura da moda para magras custou um pequeno vexame à supermodelo Naomi Campbell. Ela estava desfilando os modelitos do costureiro Todd Oldhams. Já tinha pisado na passarela com quatro vestidos diferentes. Nos bastidores, a turma enfiou a magérima Naomi num tubinho tão apertado que ela não podia abrir as pernas. Mesmo assim, ela saiu para enfrentar os fotógrafos, dando aqueles passinhos de mulher japonesa, um pé colado no outro. Quando sentiu que o fiasco estava chegando, parou. Deu meia-volta. Era melhor desistir do que cair na passarela, queixou-se Naomi ao costureiro.
E a fofoca come solta nos bastidores da moda. A última vítima foi ninguém menos do que Calvin Klein. Ele está se divorciando da mulher, Kelly, durante anos sua musa inspiradora. Foi com a imagem dela que ele criou sua coleção para as mulheres americanas. Os dois fizeram fortuna. Agora, ela o trocou por um mais rico ainda, o banqueiro Cary Leeds. Os amigos dizem que ela desfilou com Leeds na passarela da semana da moda, para castigar o marido, sabe-se lá por quê.
Na próxima quinta: está pensando estudar inglês em Nova York? Nós vamos contar como não cair em arapucas. E tem muito mais dicas para você que curte, como a gente, Nova York por aqui. Bye Bye.





