A vontade de ter imagens tridimensionais nas telonas vem de longa data e, apesar de tentativas, produtores e público continuam em busca da experiência perfeita do cinema 3D. A partir deste mês, Curitiba passa a ser uma das quatro cidades do País a oferecer esta tecnologia.
''A gente acredita no potencial de mercado para o cinema 3D por aqui e isso faz parte do nosso plano de ampliação da rede no Paraná'', justifica a diretora de marketing da Rede Cinemark, Bettina Boklis. Além da capital paranaense, as salas do formato tridimensional utilizadas pela Cinemark estão presentes em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis. Até o final do ano chegam ainda a Porto Alegre e São José dos Campos (SP).
''Existem três tipos de cinema 3D em uso atualmente: o de óculos descartáveis (como o da rede Cinemark); o de óculos mais bem acabados, que permitem uma qualidade melhor, do sistema Dolby (Digital); e o de óculos eletrônicos que interagem com a projeção, fazendo a sincronia'', explica o especialista José Augusto Napolitano Dias, 63 anos, dos quais 40 dedicados à função de técnico eletrônico cinematográfico.
A tela da rede Cinemark é prateada, própria para refletir a imagem para os óculos escuros especiais, que dão lugar aos coloridos em vermelho e azul e garantem melhor noção de profundidade do que os anteriores. A tecnologia é desenvolvida pela empresa Real D.
''A possibilidade do 3D no sistema eletrônico é bem melhor do que nas tentativas anteriores. Isso aumentou o interesse dos produtores e também do público'', diz Dias. Uma das maiores vantagens é poder assistir um filme sem se cansar com os efeitos. ''Hoje você pode ver duas horas de filme tranquilamente'', comenta o técnico.
Ainda não há muitos títulos disponíveis no mercado mas segundo Bettina, isso deve mudar logo. ''Os estúdios já estão preparados e logo deveremos ter um lançamento por mês'', acredita. De acordo com ela, existem aproximadamente 200 títulos nos Estados Unidos e foram lançados por aqui cinco filmes nesse formato, com previsão de chegada de mais 12 em 2009.
A tendência em explorar os títulos infantis vem de acordo com uma limitação do cinema 3D, que é a ausência de legendas. ''Como o cinema 3D explora a altura com a largura e a profundidade, não tem como usar legendas'', explica Bettina. Por isso mesmo, todas as cópias disponíveis são dubladas.
A rede Cinemark não divulga os valores do investimento mas assegura que depois de pouco mais de um ano explorando o cinema 3D no País já conta com média de 80% de ocupação dessas salas especiais, como a do Shopping Mueller, que comporta 364 pessoas.

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