Nova secretária da cultura
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quinta-feira, 22 de janeiro de 1998
Zeca Corrêa Leite Curitiba 
Jonas OliveiraLúcia Camargo durante seu discurso de posse promete dar mais ênfase ao teatro paranaenseA primeira mulher escalada a ocupar o primeiro escalão do governo de Jaime Lerner é uma jornalista que há 32 anos transita na área cultural. Nada mais lógico que, na adequação de cargos, fosse ela a indicada para ocupar a pasta.
Lúcia Camargo, que até o início da semana presidiu a Rádio e Televisão Educativa do Paraná, foi empossada oficialmente na terça-feira, durante solenidade realizada no Palácio Iguaçu, e muito aplaudida pelos artistas e promotores culturais presentes ao evento.
Ontem, às 11h, ocorreu a transmissão de cargo na Secretaria da Cultura. O advogado Eduardo Rocha Virmond deixou a Seec para assumir a Justiça e Cidadania.
Ainda em Palácio, Lúcia comentou sobre o trabalho que desenvolverá no novo órgão. Embora tenha afirmado que ainda é muito cedo para discorrer sobre aquilo que pretende fazer em sua administração, deixou clara sua disposição em dar incentivo às artes cênicas:
- Há muito tempo lamento que, dentro da área cultural, são os artistas de teatro que menos saem de Curitiba para os grandes centros. As artes plásticas saem, a música sai, e cadê as artes cênicas? Cadê nosso teatro? Vamos lá, vamos criar festivais paranaenses como Minas cria. Minas Gerais Visita São Paulo: porque o Paraná não visita São Paulo, o Rio? Acho um bom negócio.
Indagada se haveria um projeto neste sentido, Lúcia Camargo disse que não. Estou falando de uma coisa que acho que é importante a gente discutir. Porém, uma coisa é certa, como ela frisou: a continuidade de trabalho ocorrerá de acordo com a orientação do governo.
Para a nova secretária, o diálogo é fundamental para um bom desenvolvimento de atividades. Essa é a sua forma de administrar, explicou. Eu primeiro pergunto para depois dar qualquer tipo de opinião. Assim foi na TVE, na Fundação Cultural de Curitiba, no Teatro Guaíra e em São Paulo, onde ocupou um cargo junto aos teatros municipais, antes de voltar ao Paraná, em 1997, para assumir a televisão.


