Nova geração do rock prega o bom-mocismo
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de novembro de 2008
Amanda Novaretti e Mariana Maziero<br> Folhapress 
Eles não querem saber de queimar guitarras, quebrar cadeiras ou beber até cair. Os novos protagonistas do rock'n'roll nacional falam de amor, de corações partidos e de lições positivas da vida. Nas músicas dos roqueiros de hoje em dia, considerados comportados e bons exemplos para os jovens, sai a contestação e entram temas como o amor, o cotidiano dos adolescentes e a diversão -sempre com responsabilidade.
Bandas como Strike, Fresno e NXZero são exemplos disso. ''Nós vivemos o bom e velho rock'n'roll, mas com responsabilidade e respeito porque sabemos que somos influência para muita gente'', conta Tavarez, baixista da banda Fresno.
Prestes a lançar seu disco de estréia, o Nove Mil Anjos, de Junior Lima, lançou até agora uma música, ''Chuva Agora'', e parece seguir na mesma linha.
Para Rick Bonadio, que trabalhou com bandas como CPM 22 e Charlie Brown Jr e hoje é produtor do Fresno e do NXZero, a mudança foi social. ''O público mudou, e as bandas da nova geração acompanharam essa mudança. Hoje, não está mais na moda ser do mal, ser o grande rebelde. A garotada sabe bem o que é bom e o que não é, tanto na música quanto nas atitudes dos artistas'', avalia. Para Bonadio, as músicas de protesto nunca deixarão de existir, mas há espaço para novidades. ''Eu acredito que o rock sempre terá muitas vertentes, mas, com certeza, a romântica é a mais universal.''
A máxima que parece reger a nova geração é separar a opinião pessoal do momento profissional: ''Estou longe de ser santinho. Mas a música vem acima de tudo, e nos dedicamos para que ela saia da melhor forma possível'', afirma Tavarez. André, guitarrista do Strike, concorda. ''Não fazemos nada que possa comprometer nosso rendimento. Nós falamos do que estamos vivendo neste momento e buscamos o lado positivo de tudo. Nossa proposta é fazer músicas que toquem o coração'', diz André.


