''A responsabilidade é minha. O comando é meu'', o bordão, famoso nas palavras do personagem Capitão Nascimento, serve também como um recado que aponta uma situação inédita na indústria cinematográfica nacional: com o aumento do número de produções brasileiras em 2010 - acompanhada pelo crescimento geral de 71% das bilheterias no País - a década começa com a promessa do cinema brasileiro finalmente sair do papel de coadjuvante e se aventurar no elenco principal das bilheterias.
''O sentimento do público com os filmes brasileiros mudou muito em 2010. Eu consegui sentir muita diferença em relação aos outros anos'', declara Cristina Lahmann, gerente operacional das salas Multiplex, no Shopping Catuaí, em Londrina. ''Além do grande público de 'Tropa' e dos filmes espíritas, nós também exibimos comédias feitas para serem assistidas com toda a família, e que foram um sucesso'', comemora Cristina, relembrando os lançamentos recentes das comédias nacionais ''Muita Calma Nessa Hora'' e ''De Pernas Pro Ar'', ainda em cartaz. ''O cinema brasileiro vêm surpreendendo em todos os sentidos, tanto na produção quanto na variedade das histórias'', opina.
Acompanhando o aumento das produções e de público do cinema brasileiro, uma das últimas decisões na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a de aumentar o número mínimo de títulos nacionais - a 'Cota de Tela' - do país para o ano de 2011. O número de 'Cota de Tela' é destinado para promover a competitividade e o desenvolvimento da indústria cinematográfica nacional, e não tinha os seus valores alterados desde 2005.
Este ano, dependendo da quantidade de salas de exibição disponíveis, os cinemas são obrigados a apresentar entre 3 e 14 filmes nacionais diferentes. O número é calculado pelo Ministério da Cultura com base no crescimento dos lançamentos anuais do país, que eram de 30 títulos em 2001, e foram para 80 filmes por ano em 2009 e 2010.

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