Nova aventura do irmão Cadfael
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 23 de setembro de 1997
Estelio Feldman Londrina 
ReproduçãoQuando deparei com o primeiro (para mim) romance de Ellis Peters, A Morte no Moinho, fiquei meio ressabiado, como escrevi no comentário do livro. A informação que vinha ali, que se tratava de romance de mistério medieval na tradição de O Nome da Rosa me havia deixado em dúvida porque, como também contei, não consegui ler O Nome da Rosa até agora. Mas peguei aquele livro, comecei a ler, gostei muito, conforme o comentário que fiz.
Foi uma surpresa e uma revelação conhecer a escritora britânica, travar conhecimento com o irmão Cadfael, um digno precursor (já que viveu pelo século 11) de Sherlock Holmes, uma pessoa maravilhosa e com enorme capacidade de raciocínio, a elucidar mistérios pela observação e análise.
Personagens Assim, quando deparei com outro romance da sra. Peters, A Rosa Ferida nem tive dúvidas e, pura e simplesmente, o devorei. Ali encontrei de novo com o irmão Cadfael, com o xerife, com o abade Ranulfus, todos conhecidos no livro anterior, e deparei com outro romance agradavelmente escrito, em que o crime e o mistério se adensam de modo inteligente. E os personagens, tanto os costumeiros como os novos se apresentam com uma inteireza fantástica, nos levando a acompanhá-los com interesse e preocupação. O fato de eu ter conseguido descobrir o nome do criminoso, antes do final, não é demérito para a autora, nem diminuiu meu interesse pelo livro.
A Rosa Ferida é outro belo romance de mistério de uma autora que já incorporei aos meus preferidos. E que tem um sabor melhor, porque, pelo que sei, há outros com novas proezas do curioso e simpático monge beneditino. E como quando gosto de um livro, fico com saudades dos personagens, é bom saber que posso encontrá-los em outros volumes.
Não se equivoquem. A Rosa Ferida é tão bom quanto A Morte no Moinho, fácil e agradável de ler, deixando, no final, um perfume da flor que dá título ao romance.


