Notícias em primeira mão
Durante dez anos, Reinaldo Ribeiro dos Santos soube das principais notícias da cidade antes da grande maioria dos londrinenses. No cargo de tipógrafo desta FOLHA na década de 70, ele era responsável por transcrever as laudas produzidas pelos repórteres para as placas de pré-impressão do jornal. "Eu digitava em velhas e pesadas máquinas de datilografia de chumbo os textos escritos pelos repórteres. Era tudo muito demorado. A gente corria contra o tempo para conseguir mandar o jornal a tempo para a impressão", relembra.
Com a chegada da tecnologia, a função de tipógrafo acabou sendo extinta e, junto com os colegas de profissão, Santos acabou sendo remanejado para outras departamentos até que se aposentou, em 1995. "Agora trabalho como porteiro de edifício. Gostava muito de trabalhar como tipógrafo, mas acho natural que essa função tenha praticamente deixado de existir pela facilidade gerada pela tecnologia. Todo mundo que trabalhava comigo naquela época hoje em dia tem outras profissões. Quando recebo os jornais na portaria do prédio onde trabalho nem penso em que eles são produzidos hoje em dia. A tipografia é uma coisa que ficou no passado. Só lembro disso quando encontro alguém daquela época", diz o ex-tipógrafo. (M.R.)





