Nossa arte na Espanha
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de fevereiro de 1997
Agência Folha 
A 16º edição da feira madrilenha Arco, a maior da Espanha e o primeiro grande acontecimento das artes contemporâneas no ano, dá especial atenção à América Latina e, em particular, ao Brasil, ao selecionar nada menos que dez galerias do país para participar do evento.
Ao focalizar a América Latina, a feira desloca - pelo menos momentaneamente - o foco das discussões na área, geralmente direcionado para a produção norte-americana e européia.
A Arco 97, que começou na última quinta-feira e termina no dia 18, conta com a presença das galerias brasileiras Camargo Vilaça, Casa Triângulo, Paulo Fernandes, Joel Edelstein, Luisa Strina, Marília Razuk, Raquel Arnaud, Thomas Cohn, Valu Oria e Millan, selecionadas pelo curador espanhol Octavio Zaya.
O Brasil é o país latino-americano com mais galerias no evento. No ano
passado, compareceu com uma apenas, a Camargo Vilaça. Seu proprietário, o galerista Marcantonio Vilaça, se diz muito satisfeito com a participação da galeria no evento em 1996.
Ao todo, dezenas de artistas brasileiros estarão representados no evento, desde figuras consagradas, como Tunga, Waltércio Caldas, Antonio Dias, Jac Leirner e Valeska Soares, até emergentes, como Rivane Neuerschwander, Efrain Almeida, Vera Martins e Walter Goldfarb, entre muitos outros. Eles disputam as atenções dos visitantes com as maiores galerias dos Estados Unidos e Europa, que têm em seu cast artistas como Mike Kelley, Donald Judd, Jannis Kounellis, Vito Acconci e Andrés Serrano. Os brasileiros participam ainda de debates e palestras organizados pela feira.


