Nordestinos tentam atrair turista que viaja de carro
São Paulo - Em contrapartida, a Paraíba e o Sergipe reduziram as perdas graças à mudança de foco na atração de turistas: investiram nos visitantes da região. Segundo o presidente da ABIH da Paraíba, Tadeu Pinto, logo que começaram a sentir os efeitos do ''apagão'' aéreo, os empresários redirecionaram seu foco nos turistas da região, que vêm de carro ou ônibus.
''A previsão do réveillon era de que os hotéis fossem ocupados por turistas regionais, não tendo procura internacional se compararmos com os dois últimos anos'', afirma Pinto, destacando que a rede hoteleira prevê perdas de 20% para a temporada, devido aos efeitos da crise aérea. Com a medida, o movimento nos hotéis cresceu 15%, mas os preços das diárias foram reduzidos.
Manoel Lisboa, presidente do Sindicato dos Hotéis de Aracaju, diz que em Sergipe a queda na ocupação dos hotéis deve alcançar 15%. Lisboa comemora, no entanto, que para o réveillon os hotéis tinham previsão de lotação máxima, com turistas dos Estados vizinhos que não utilizam o transporte aéreo para chegar aos hotéis.
Somente no Piauí não há registro de queda na ocupação da rede hoteleira, já que a crise no setor aéreo não afetou o movimento nos hotéis da capital Terezina. ''Os turistas que visitam o Piauí são formados basicamente por empresários que têm negócios e procuram fazer seminários e eventos em Terezina'', explica o presidente da ABIH do Piauí, Dílson Trindade. (R.P./AE)





