Não é de hoje que Frank Miller é fã da cultura japonesa. Sua adoração está evidente na passagem por Wolverine, que ganhou garras parecidas com lâminas de espada e um background oriental. Sua maior prova de amor às coisas da Terra do Sol Nascente está em ''Big Guy & Rusty, o Menino-Robô'', que a Devir lança por aqui este mês.
Na história, uma aberração vinda do improvável se transforma em uma ameaça de escala global. A Coisa, um típico monstrengo de seriados do Jaspion, quer destruir a cidade e aí surgem então os dois únicos que podem impedir essa ameaça: o robozão humanizado Big Guy e o menino robotizado Rusty.
Não é preciso ir longe para perceber que Guy e Rusty são homenagens a Gigantor, às histórias de robôs e ''mechas'', àquela trama em que o menino oriental, sempre com uma ideia simples, consegue salvar o dia. Uma celebração da cultura japonesa com a arte ultradetalhista de Geoff Darrow, que já havia exibido por aqui sua infinita paciência nas ilustrações de ''Hard Boiled'' ou na identidade visual da série ''Matrix''.
Altamente recomendável para quem gosta do Frank Miller de uma época em que o autor exibia seu melhor em uma linguagem que conhece. Bem diferente dos tempos de hoje, vide a adaptação de ''Spirit''.

SERVIÇO
- Big Guy & Rusty, o Menino-Robô tem 80 páginas coloridas no formato 21 x 28 cm e custa R$ 38,50

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