NONA ARTE
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Qual é o limite do ser humano em condições extremas de sobrevivência? Essa é uma das perguntas que frequentemente permeiam a série ''Os Mortos-Vivos'', sucesso de terror e ação em quadrinhos que ganhou o gosto do público e crítica internacionais e vem fazendo o mesmo no Brasil. O terceiro volume, ''Segurança Atrás das Grades'', chegou às bancas nos últimos meses, pela HQ Maniacs Editora.
Para quem chegou agora, a série ''Os Mortos-Vivos'', do roteirista Robert Kirkman e dos artistas Charlie Adlard e Cliff Ratburn, mostra a luta do policial Rick Grimes para liderar um grupo de sobreviventes em meio a bandos intermináveis de zumbis, que não páram de pipocar por todos os lugares.
No terceiro volume, Rick e os sobreviventes encontram uma prisão de segurança máxima, onde podem montar um reduto antizumbi capaz de garantir paz temporária. A entrada de novos personagens, que podem abalar a confiança do grupo, e uma morte em especial trazem surpresas importantes para os próximos arcos da série.
Kirkman faz neste volume o que o consagrou e o levou ao posto de sócio na Image Comics: acrescenta dinamismo e modernidade ao tradicional, sem perder a essência das histórias e personagens. Em ''Os Mortos-Vivos'', brinca com o drama, manipula a tensão entre os sobreviventes, evoca o terror de George Romero e não deixa o humor negro de lado.
O autor já havia feito o mesmo ao trazer o melhor do Homem-Aranha e do Superman em seu personagem, Invencível; mandou heróis pro inferno em ''Marvel Zombies''; e agora ataca também com uma versão de Lobisomem. Essa inventividade, sem agredir o clássico, faz de Kirkman um dos profissionais mais disputados no mercado atualmente. A edição nacional do terceiro volume de ''Os Mortos-Vivos'' conta com todas as capaz originais, dos números 13 a 18.


