NOMEAÇÃO - Novas idéias musicais
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segunda-feira, 17 de julho de 2006
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
A batuta da área musical da Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina (UEL) agora está na mão do músico Neilson Oliveira de Jesus. Ele foi empossado como novo chefe da Divisão de Música.
Com a intenção de fazer com que a integração entre a Divisão de Música não seja apenas um eco distante, mas que se torne mais sonora, inclusive pela aproximação com o Departamento de Artes da UEL e a comunidade em geral, através dos projetos de extensão, Neilson pretende encurtar esse caminho, investindo no trabalho de organização.
''Hoje o nosso principal desafio seria reorganizar todas essas coisas, que ficaram muito distantes, integrando melhor a divisão com o Departamento de Artes, o Curso de Música para que a gente se reaproxime. Antes o trabalho estava sendo feito de maneira isolada'', comenta Neilson, ressaltando que a divisão ficou sem uma chefia específica, há mais de um ano, desde que Elimar Plínio Machado deixou o cargo.
Neilson contará ainda com o auxílio de Irina Petrova Ratcheva na seção de Música Orquestral e Regina Ballan Mazzarin no setor vocal, que compreende nove coros, e Elimar Plínio Machado à frente do Neuma (Neuma Ensemble Universitário de Música Antiga).
Neilson começou a carreira de músico como professor do Conservatório de Música de Sergipe e na Orquestra Sinfônica Estadual de Sergipe (Oses). Há 15 anos, o músico integra a Orquestra Estadual de Londrina (Osuel), como primeiro trombone.
Ele adotou Londrina, desde que conheceu a cidade ao participar de uma edição do Festival de Música de Londrina (FML). A sua indicação para chefe da Divisão de Música pelo reitor Wilson Marçal e a chefe interina da Casa de Cultura, Maria Socorro da Silva Seifert, contou com aprovação de 90% dos músicos da Osuel.
Neilson lembra que ao voltar para a sua ''casa'', o Teatro Ouro Verde, onde além de se apresentar a Osuel realiza os seus ensaios, a orquestra precisa de mais atenção não só em ter um espaço definido para os músicos exercitarem individualmente, já que dividem o prédio da Casa de Cultura com integrantes de outras divisões, mas também em relação à necessidade de contratação de novos integrantes.
Atualmente, a Osuel sob as regências do maestro titular, o austríaco Martin Tuksa e o adjunto Henrique Vieira, possui um elenco de 50 músicos, sendo que quatro estão licenciados. ''Precisamos ter o dobro de músicos na orquestra. A partir do ano que, com o fim do período eleitoral, o que impede contratações, poderemos realizar concurso para contratar novos integrantes para a Osuel e pessoal para a própria divisão. Quanto a um lugar para as aulas, a gente pensa em adequar o espaço físico da Casa de Cultura'', comenta Neilson.
Um dos naipes que precisa completar o elenco da Osuel é o de cordas. Um exemplo é o grupo de primeiro violino, que conta com apenas sete músicos, sendo necessário pelo menos mais 10 instrumentistas. O ideal seria que a orquestra também tivesse outros três violoncelos, mais duas ou três violas, duas percussões, um fagote e um trombone.
Uma nota acaba puxando outra, já que a falta desses músicos não permite que a Osuel execute peças mais elaboradas. A contratação para os naipes citados pelo novo chefe da divisão, exigiria dobrar também os grupos de sopro.


