J. Pedro/ Arquivo FolhaO uso de filtro solar é indispensável. Alguns fabricantes já estão criando protetores de última geração que, além de amenizar os efeitos negativos dos UBVs e UVAs ainda protegem contra os infra-vermelhos.

Tomar um coquetel batido com cenoura e beterraba uma hora antes de ir à praia; aplicar na pele uma mistura de semente de urucum com óleo de amêndoa; molhar a pele a cada uma hora com água salgada; preparar um coquetel com vários produtos de origem bronzeadora; e passar coca-cola no corpo são ‘‘dicas’’ para obter e manter o bronzeado. Você ouve, mas sempre é bom lembrar: elas são perigosas e podem causar problemas irreversíveis à sua pele.
Antes de querer ‘‘tingir’’ sua pele com a cor do verão é preciso conhecê-la e saber por que ocorre o bronzeamento. Quando a pele entra em contato com o sol, os melanócitos - células produtoras da melanina, responsável pela cor da pele - entram em ação. Esse pigmento chega à superfície da pele, com o objetivo de defendê-la da agressão do sol e aí surge o bronzeado. Dessa forma, o bronzeado invejado do verão nada mais é do que o resultado da proteção natural da pele contra o sol.
Se sua pele é do tipo clara, nem adianta sonhar com um tom moreno e dourado rapidamente. Isso porque o tempo mínimo de adaptação ao sol é de 72 horas; assim, seu bronzeado acontecerá dentro de três semanas e, aí, se manterá. Dessa forma, para proteger a pele e não agredir as camadas mais sensíveis, o ideal é iniciar a exposição ao sol com 15 minutos e ir aumentando outros 15 minutos a cada quatro dias, até chegar ao total de 90 minutos.
Cuidados Os horários permitidos para os banhos de sol são pela manhã e ao cair da tarde. O sol do meio-dia, apesar de aparentemente bronzear mais rápido, acaba agredindo demasiadamente a pele, já que os raios ultravioletas B (UVB) e os ultravioleta A (UVA) incidem com força total, provocando o envelhecimento precoce, queimando, ressecando e danificando a estrutura do DNA das células, e causando inclusive o câncer dermatológico.
Vale lembrar que a água do mar ou da piscina amplifica a força da luz. A água reflete cerca de 75% dos UVBs. Até dentro da água é possível se queimar, graças aos raios UVAs que ultrapassam a água. Aliás, graças as últimas descobertas da ciência em relação aos efeitos negativos dos raios solares, sabe-se agora que os raios UVAs - que incidem o dia todo - além de causar envelhecimento celular e alergias, são potenciadores dos raios UVBs, que aparecem mais entre as 11 e 16 horas (horário de verão).
Como até pouco tempo atrás acreditava-se que os UVAs não provocavam maiores danos, a maioria dos filtros solares disponíveis até agora só oferecem proteção contra os UVBs. Por isto, o cuidado com o horário, na hora do banho de sol, se torna ainda mais importante. Em compensação, alguns fabricantes já estão criando protetores de última geração que, além de amenizar os efeitos negativos deste dois tipos de raios, ainda protegem contra um terceiro tipo de radiação solar que também pode ajudar a causar câncer de pele: os raios infra-vermelhos.
Proteção natural Além do protetor solar, de acordo com o tipo de sua pele, se houver sol ou tempo nublado, não tome banho antes de se expor ao sol. A água remove um fator de proteção natural, o ácido urocânico presente na pele, que só é reposto duas horas após o banho.
Gestantes devem ter um cuidado redobrado com o sol, já que a progesterona, o hormônio produzido em grande quantidade durante a gravidez, ativa ainda mais a produção da melanina, provocando maiores condições do aparecimento das manchas na pele. O mesmo acontece às mulheres que fazem uso dos anticoncepcionais à base de progesterona. Para evitar as manchas, não esqueça do filtro solar com FPS 15 (no mínimo), além de um bloqueador solar, acompanhado de óculos escuros, lenços, chapéus, viseiras e tudo a que você tem direito.

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