NO TOM Fossa com roupagem eletrônica
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segunda-feira, 13 de abril de 2015
Por Marcos Roman 
Com um mergulho em canções de fossa dos anos 50, o coletivo Samba Noir acaba de fazer sua estreia no mercado fonográfico brasileiro. O recém-lançado álbum, que leva o nome do grupo formado pela Katia B (cantora), Luís Felipe de Lima (violonista), Marcos Suzano (percussionista) e Guilherme Gê (teclados), chega com uma sonoridade inspirada na atmosfera densa do cinema noir. Clássicos da MPB ganharam roupagem eletrônica, demostrando a atemporalidade de sambas-canções assinados por Lupicínio Rodrigues, Ary Barroso, Noel Rosa e Dorival Caymmi.
Percussões sampleadas, texturas eletrônicas, violão de sete cordas, baixo synth e voz são os elementos escolhidos pelo Samba Noir para revestir de modernidade clássicos antigos da dor-de-cotovelo. O set list é formado por "Chove lá fora" (Tito Madi), "Imitação" (Batatinha), "Meu mundo é hoje" (Wilson Batista e José Batista), "Ninguém me ama" (Fernando Lobo e Antônio Maria), "Tão só" (Dorival Caymmi e Carlos Guingle), "Aves daninhas" e "Volta" (ambas de Lupicínio Rodrigues), "Risque" (Ary Barroso), "Pra que mentir" (Noel Rosa e Vadico) e "Só Deixo meu coração na mão de quem pode" (Katia B, Marcos Cunho, Plínio Gomes, Fausto Fawcett).
Lançado pelo selo Sambatown com patrocínio do programa Petrobras Cultural, o álbum de apresentação do coletivo Samba Noir conta com as participações especiais de nomes de peso do cenário musical. Arto Lindsay toca guitarra e canta na faixa "Meu mundo é hoje". Carlos Malta faz solos de flauta, clarone e sax barítono na música "Pra que mentir". Egberto Gismonti assume o piano na canção "Risque" e Jards Macalé divide os vocais com Katia B em "Volta".
O Samba Noir reúne artista de diferentes estilos. Katia B é cantora, atriz e dançarina, tem quatro discos e um DVD lançados no Brasil, Japão, México, Alemanha, Holanda e Inglaterra. Luís Filipe de Lima é violonista, arranjador, compositor e produtor musical que assina a trilha sonora do longa-metragem "O poeta da Vila", lançado em 2007. Considerado um dos maiores percussionistas do País, Marcos Suzano já tocou e gravou com grandes nomes da MPB, como Chico Buarque, Gilberto Gil e Gal Costa. Especialista em música brasileira, erudita e jazz, Guilherme Gê tem um rica parceria com Roberto Menescal, com quem produz arranjos para o mercado oriental e brasileiro; como músico já trabalhou com Luiz Melodia, Ana Carolina e Alaíde Costa, entre outros.


