NO TOM - Ana Carolina arrebata público em Londrina
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quarta-feira, 27 de maio de 2015
Por Marcos Roman 
Ana Carolina costuma dizer que quando sobe ao palco canta como se não houvesse amanhã. O público que se identifica com o estilo vigoroso de seu canto soube reconhecer essa característica na apresentação da turnê #AC, que a cantora fez em Londrina na semana passada. Antes da metade do espetáculo, após a interpretação visceral da canção "Coração Selvagem", eternizada por Belchior, a plateia se levantou para aplaudi-la em pé, levando a mineira às lágrimas.
O show, comemorativo ao Dia das Mães e ao aniversário de 25 anos do Catuaí Shopping, foi realizado em um teatro móvel montado no estacionamento do empreendimento, e contou com cerca de quatro mil espectadores.
Nas primeiras músicas, a intérprete foi acompanhada apenas pelos fãs mais ardorosos. A apresentação foi aberta com as canções "Pole dance" (Ana Carolina e Edu Krieger), "Bang bang 2" (Ana Carolina e Rodrigo Pitta) e "Esperta" (Ana Carolina, Chiara Civello e Edu Krieger), todas do mais recente álbum de estúdio da artista: #AC, lançado em 2013. Na sequência, vieram um hit de Bruce Springsteen, "Fire". E bastou a mineira iniciar os primeiros acordes do pout pourri que uniu os sucessos "Nua" (Ana Carolina e Vitor Ramil) / "Pra rua me levar" (Ana Carolina e Totonho Villeroy, 2001) e "Uma louca tempestade" (Bebeto Alves e Totonho Villeroy) para a cantora ganhar de vez a plateia, que acabou se transformando em um grande e uníssono coral.
Em meio a gritos entusiasmados dos fãs, Ana surpreendeu o público com vídeos explícitos de cenas de romances entre duas mulheres exibidas no clipe da canção "Dez minutos" (Ana Carolina e Chiara Civello). Os clima permaneceu na canção seguinte, "Mais forte" (Ana Carolina, Chiara Civello e Bungaro), quando foi exibido um número de tango protagonizado por dois homens.
A sequência foi dominada pelo romantismo das baladas "Problemas" (Ana Carolina, Dudu Falcão e Chiara Civello), "Quem de nós dois" (Gianluca Grignani e Massimo Luca, em versão em português assinada por Ana Carolina e Dudu Falcão) e "Eu sei que vou te amar" (Vinícius de Moraes e Tom Jobim). Abrindo uma sequência de sambas que incluiu "A Rita" (Chico Buarque), "Resposta da Rita" (Ana Carolina e Edu Krieger) e "Cabide" (Ana Carolina), a cantora se fez um número instrumental tocando pandeiro ao lado dos músicos de sua banda.
Depois de cantar o contemporâneo tema de "Pelo iPhone" (Ana Carolina e Totonho Villeroy, 2013) e das bem humoradas versões de "Piriguete" (Alexandre Materna) e "Você não vale nada" (Dorgival Dantas), a artista convidou a plateia para se aproximar do palco enquanto finalizava o roteiro com o primeiro hit de sua carreira, "Garganta" (Totonho Villeroy). Atendendo a pedidos inflamados pelo bis, a cantora voltou ao palco para cantar "Elevador" (Ana Carolina) e "É isso aí" (Damien Rice em versão em português de Ana Carolina e Seu Jorge).
Os convites para o show foram esgotados antes do prazo previsto, comprovando a popularidade da cantora e compositora que se tornou uma das maiores hitmakers do País. A julgar pelo entusiasmo do fãs, a entrega da mineira no palco foi um retorno mais que recíproco.
E em se tratando de Ana Carolina os tons fortes não ficam restritos ao seu canto. A mineira desperta paixões e tem mostrado a cada lançamento por que tem se destacado no cenário musical dominado por cantoras blasés nos últimos anos.
O repórter assistiu ao show a convite do Shopping Catuaí


