No sul: paisagens e degustação em vinícolas
Se Baco conhecesse o Sul do Brasil, certamente escolheria a região para um de seus banquetes. E provavelmente começaria a desbravar o local pelo tour nas vinícolas do Vale dos Vinhedos, cujos empresários vêm apostando no enoturismo. Isso significa que, além de conhecer as belas paisagens da região, quem se aventura pelos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul pode saborear os deliciosos vinhos fabricados por lá. Um tipo de roteiro já consagrado no Chile e que tem tudo para fazer sucesso também no Brasil.
Desde 1º de fevereiro, entrou em vigor um novo modo de visitação e degustação, criado pela Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale). O turista adquire um bônus, que dá direito a visitar a vinícola, seus vinhedos e degustar vinhos seguindo distintas opções. As cotas variam entre R$ 5 e R$ 15 e servem como reembolso na compra de vinhos, espumantes, sucos de uva e destilados.
Com isso, espera-se cadastrar o visitante e aprimorar a qualidade do atendimento. ''Seguimos um modelo comum na Europa'', explica Jaime Milan, diretor da Aprovale. Participam do projeto as vinícolas Casa Valduga, Cave de Pedra, Don Laurindo, Lídio Carraro, Miolo e Vallontano. Reservas: (54) 3451-9601.
Na hora do prato principal, é certo que Baco ficaria boquiaberto com o churrasco gaúcho. A história da culinária local está ligada aos costumes dos tropeiros, que conduziam o gado pelos pampas e precisavam levar comida não-perecível. ''Eles matavam um boi ou cordeiro, cortavam a carne e a espetavam, colocando-a ao redor da fogueira e iam cortando os pedaços aos poucos'', conta Arri Coser, um dos donos da churrascaria Fogo de Chão (www.fogodechao.com.br).
Nascido em Encantado, na Serra Gaúcha, Arri e o irmão Jair montaram a churrascaria há 27 anos. E mantêm, até hoje, as tradições do Sul do País, tanto na decoração, como nos uniformes dos funcionários e, claro, no cardápio. ''Servimos arroz de carreteiro e o feijão mexido preparados da maneira tradicional'', explica. E como terminar o banquete sem sobremesa? Nada como uma parada em Gramado e Canela, terra dos chocolates.
Não há como ir a um restaurante em Florianópolis e não encontrar ostras no cardápio. Pudera: a cidade é a maior produtora de ostras de cultivo do País. E você pode saboreá-las das formas mais variadas, especialmente no Ribeirão da Ilha - povoado do lado sul que mantém preservado o casario colonial. Por lá, há várias casas especializadas em servir o molusco.
Uma delas é a Ostradamus (48-3337-5711), que realiza, às quintas-feiras, um festival onde é possível saborear, até não aguentar mais, o fruto do mar preparado de 25 maneiras diferentes. Se você prefere um clima mais informal, vale experimentar a iguaria no Box 32 (48 3224-5588), no Mercado Público. É o local mais disputado na happy hour. Apesar de servir ostras de qualidade e bem preparadas, o principal atrativo é outro: o pastel de camarão, com 100 gramas de recheio.
O crustáceo, aliás, também é muito comum nos cardápios locais. Por toda a cidade é possível ver alguns restaurante anunciando ''sequência de camarão'', espécie de rodízio. As mais famosas são da Casa do Chico (48-3232-5132) e do restaurante Um Lugar (48-3232-2451).
No Paraná, a pedida é o barreado, servido em restaurantes de Morretes. Trata-se de um cozido de carne - que leva 12 horas para ser preparado -, servido com farinha, arroz branco, rodelas de banana e molho de pimenta. Para comer de joelho. (A.M./AE)





