No palco, o universo feminino
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sexta-feira, 22 de junho de 2012
Ana Paula Nascimento <br> Reportagem Local 
Sem a pretensão de acirrar a disputa entre os gêneros feminino e masculino, o espatéculo ''Essa febre que não passa'' tem como intenção abordar com sutiliza e sensibilidade o universo feminino e suas mais diferentes facetas. Nas apresentações que o Coletivo Angu de Teatro, de Recife (PE), realiza hoje e domingo, às 20 horas, no Teatro Vila Rica, a oportunidade de reconhecer em si - e/ou em outras mulheres - aspectos que acompanham o ser feminino.
Adaptado de livro homônimo de contos da jornalista e escritora pernambucana Luce Pereira e direção de André Brasileiro e Marcondes Lima, o enredo traz seis atrizes revelando histórias carregadas de humor ácido, que envolvem amores desfeitos, conflitos familiares e aspirações profissionais. A montagem, que estreou no ano passado, mostra os impasses de uma mulher recém-separada, os conflitos entre duas irmãs, a relação de um casal de lésbicas e as divagações de uma artista plástica.
''É um espetáculo muito próximo de nós, das pessoas comuns, sendo praticamente impossível não se identificar com pelo menos uma das mulheres destacadas na histórias'', conta a atriz Ceronha Pontes. Além dela, o elenco é composto por Hilta Torres, Márcia Cruz, Mayra Waquim, Ninive Caldas e Lili Rocha (em substituição à atriz Hermila Guedes, que não participará da montagem devido a outros compromissos profissionais).
Ao ressaltar a reação do público masculino em relação à peça, Ceronha pontua que os homens costumam gostar do que assistem: ''Eles falam que em muitos aspectos reconhecem as mulheres da vida deles e compreendem que não temos a pretensão de ter um discurso pronto de como 'entender as mulheres''', afirma a atriz. A montagem ainda traz depoimentos pessoais das próprias atrizes, que interpretam as histórias entre si. ''A peça é baseada em um livro febril, cheio de calor, que retrata de forma intensa as mudanças pelas quais as mulheres passam no decorrer da vida'', acrescenta.
O Coletivo Angu de Teatro nasceu em 2003, a partir do encontro dos seus componentes para a montagem do espetáculo ''Angu de Sangue'', texto de Marcelino Freire, sucesso de público e de crítica em Recife e em várias capitais do Brasil.
O grupo montou ainda o polêmico espetáculo ''Ópera'', do dramaturgo Newton Moreno. No ano de 2008, foi a vez de a trupe estrear o espetáculo ''Rasif - Mar que Arrebenta'', também do autor Marcelino Freire; a montagem circulou por várias cidades do Brasil.
Serviço:
- Essa febre que não passa, do Coletivo Angu de Teatro (Recife/PE)
Quando - Hoje e amanhã, às 20h
Onde - Teatro Vila Rica (Rua Piauí, 211)
Duração - 1h10min
Classificação etária - 16 anos


