No olho do furacão
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) continua no olho do furacão. A questão fundiária, distante de ser resolvida, tomou proporções alarmantes, quando mais um integrante do MST foi morto, na manhã do dia 2 de maio. Queremos terra e não queremos guerra, gritavam os manifestantes. A palavra de ordem ficou silenciada com a morte de Antônio Tavares Pereira, 38 anos, em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. Pereira foi assassinado com um tiro na barriga.
Quando os participantes da oficina de audiovisual, em Arapongas, tomaram conhecimento do ocorrido, a reação foi de indiganação e nervosismo. Um ato de repúdio se realizou no assentamento Dorcelina Folador. O Hino Nacional Brasileiro foi cantado com um nó na garganta. Logo em seguida, orações foram feitas em nome de Antônio Tavares Pereira. Naquele dia, todos usaram uma tarja preta nos braços. A tragédia inflou os ânimos para continuar a oficina. Depois do aprendizado, a consciência dos 30 alunos sobre a responsabilidade deles dentro do movimento cresceu. (F.F.)





