No mundo da lua
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de janeiro de 2010
Mariana Trigo<br> TV Press 
Um cenário que mescla personagens quase irreais e uma comicidade quase pastelão. Esta é a receita de ''Tempos Modernos'', nova novela das sete que a Globo estreia amanhã. Nesse pano de fundo se ergue o fictício Edifício Titã, localizado no centro da capital paulista, que concentra grande parte dos núcleos da história como uma espécie de Torre de Babel tupiniquim. Erguido por Leal, personagem de Antônio Fagundes, o prédio é controlado pelo nada verossímil computador Frank, que vigia a vida das centenas de moradores do edifício. Na trama transitam dois atrapalhados vilões que fazem tudo para tentar tomar posse do império de Leal: Albano e Deodora, de Guilherme Weber e Grazi Massafera. ''Ela parece ter saído de uma história em quadrinhos. Vive de preto, tem cara de má, mas não dá para levar a sério'', constata Grazi. Os dois acabam se envolvendo e armam planos mirabolantes para Leal e suas três filhas.
As herdeiras de Leal, Regeane e Goretti, de Viviane Pasmanter e Regiane Alves, respectivamente, são muito pouco preocupadas com os negócios do pai. Já a determinada caçula Nelinha, de Fernanda Vasconcellos, é uma astrônoma dedicada que vai contra o projeto paterno, que é construir o edifício Titã II.
Felipe Camargo é um astrônomo que está sempre com a cabeça na ex-mulher Regeane, de Viviane Pasmanter. Separado da ex-mulher há tempos, seu casamento chegou ao fim contra a sua vontade. ''Eles são opostos. Ela é muito ambiciosa e ele não conseguiu nem dar um filho para ela'', critica Viviane.
Além dos mais modernos telescópios, muita tecnologia de ponta e de ficção científica vai estar conectada à novela. A trama conta também com personagens que parecem ter saído de toscos filmes de ''Sessão da Tarde'', como as baratas espiãs de Albano, minúsculos robôs que registram conversas pelo edifício.
Através da tecnologia de sobreposição de imagens, a trama vai poder mostrar, com profundidade, todo o Centro antigo da capital paulistana, como o Vale do Anhangabaú e a Avenida São João. ''Também fizemos uma réplica da Galeria do Rock em um cenário de 36 metros por 18 metros em três andares. Montamos 30 lojas nos mínimos detalhes'', esmiuça Andréa Penafiel, responsável pela produção de arte da trama.
A novela é a estreia do diretor Bosco Brasil como autor principal na Globo. ''Vou usar o humor para mostrar a ironia de sermos controlados por máquinas e presos em cárceres privados para termos segurança. Todos os personagens serão rasgados, viscerais, passionais, sempre vão agir por impulso'', valoriza Bosco. Cada capítulo vai custar R$ 400 mil.


