E a palhaça, o que é?
Nascida na cidade de Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo, Aneliza Paiva mudou para Londrina aos 9 anos de idade. Fez a Escola de Teatro da Funcart na adolescência e depois ingressou no curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Londrina. Foi na instituição que descobriu "o palhaço" e resolveu aprofundar nessa pesquisa. Em 2004 começou no projeto Plantão Sorriso, que leva a arte aos hospitais de Londrina e, desde então, vem mergulhando cada dia mais na palhaçaria. Fez ainda a outra faculdade, dessa vez, Jornalismo na Unopar, porque gosta muito de escrever. Até trabalhou um pouco na área jornalística, mas o coração está mesmo é na palhaçada.

Aneliza Paiva participa do Plantão Sorriso, em hospitais, desde 2004
Aneliza Paiva participa do Plantão Sorriso, em hospitais, desde 2004 | Foto: Bruno Ferraro/ Divulgação



O que você mais gostava de fazer na escola quando criança?
Gostava das feiras de ciências e de ir à biblioteca.

Qual a melhor lembrança desse período de escola?
Lembro da professora de português que tentou montar um grupo de teatro com ensaios aos sábados de manhã. E lembro que acabou porque só eu e ela íamos aos ensaios. Lembro do dia em que meus amigos e eu vimos um início de incêndio e apagamos. Saiu até no jornalzinho da escola. Era um foguinho de nada, mas nos sentimos herois por muito tempo.

Havia alguma matéria que gostava mais? E qual era a que gostava menos?
Sempre gostei de Português e Literatura. Minha diferença era com a Matemática. Física e Química, então, não entendo até hoje.

O que você gostava de comer na hora do recreio?
Lembro que tinha um croissant de queijo e presunto na cantina do meu colégio que é o melhor que já comi na vida, lembro até hoje do gosto. E moranguetti, um chocolatinho com recheio de morango.

Você já ficou de castigo ou levou bronca do professor alguma vez? Como foi?
Na quarta série tive uma professora muito severa e levei algumas broncas dela. Lembro que ela tirou um lápis da minha mão e jogou no chão com força porque eu estava fazendo um exercício que não era para fazer. Chorona que sou, abri o bocão. Mas, no geral, sempre fui mais tranquila.

Suas notas eram boas? Qual a disciplina que ia melhor?
Sempre fui daquelas interessadas, da turma da frente, nerd mesmo, hehe! Boas notas, principalmente em Português e História. Na quinta série minhas notas pioraram muito, até descobrirem que eu precisava de óculos para enxergar o quadro.

Já gostava de fazer palhaçada quando criança?
Mais ou menos. Sempre fui muito, muito tímida. Na adolescência, depois de começar a fazer aulas de teatro é que fui me soltando. E tive a mesma turma desde a terceira série. Então já eram amigos em quem confiava e tinha liberdade pra fazer palhaçadas. Principalmente na aula de Educação Física, já que esportes nunca foram um forte. Antes eu sofria por não ser escolhida para nenhum time. Depois, passaram a me escolher só para rir do que eu fazia durante o jogo.

Quando criança, imaginava que teria essa profissão?
Não, de jeito nenhum. Com dez anos decidi que queria ser atriz, mas nem imaginava ser palhaça. Comecei a fazer teatro com 14 anos e já tinha alguma facilidade com o cômico. Mas só na faculdade é que fui entender que até pra ser palhaço é preciso estudar e se preparar muito.

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