Iberê Thenório nasceu em 1981, em Sorocaba (SP). É formado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP) e exerceu essa profissão em redações durante oito anos, passando por empresas como TV Globo e Editora Abril. Em 2012, junto à esposa, Mariana Fulfaro, começou a se dedicar integralmente ao Manual do Mundo. Em 2014, estrelou a série Experimentos Extraordinários, inspirada no Manual do Mundo e exibida nos canais Cartoon Network e TV futura. No mesmo ano, lançou o livro "50 Experimentos para fazer em casa" (Ed. Sextante) em coautoria com o químico Alfredo Luís Mateus, da UFMG.

O que você mais gostava de fazer na escola quando criança? Qual a melhor lembrança desse período de escola?
A minha escola ficava no sítio, e em volta dela havia um campo de beisebol. O que a gente mais gostava de fazer era jogar taco (também conhecido como bate-ombro ou tacobol) com as bolas de beisebol que os jogadores perdiam nas beiradas do campo.

Havia alguma matéria que gostava mais? E qual era a que gostava menos?
História era a que eu gostava mais, mas não tinha nenhuma que eu detestasse. Eu gostava muito de ir à escola.

O que você gostava de comer na hora do recreio?
Minha mãe fazia um lanche de pão com maionese caseira que todos os meus amigos queriam roubar. Aí a gente acabava trocando os lanches de vez em quando. Isso era legal porque havia muitos colegas descendentes de japoneses que traziam uns doces diferentes. Aí eu experimentava muita coisa nova.

Você já ficou de castigo ou levou bronca do professor alguma vez? Como foi?
De vez em quando eu levava bronca por falar demais. Quando a minha voz começou a ficar mais grossa, lá pelos 11 anos, eu não conseguia falar baixo sem ser percebido pelos professores. Aí sempre levava bronca. Mas nunca fiquei de castigo, não.

Fazia muita bagunça ou conversava durante a aula?
Não fazia bagunça, mas corria para fazer os exercícios logo e poder conversar. Eu fazia isso nas provas, também: tentava responder bem rápido para poder sair conversar.

Suas notas eram boas? Qual a disciplina que ia melhor?
Sim, eram boas. Eu ia bem em História, Geografia e Português.

Quais eram suas bandas ou cantores favoritos nessa época?
Meu pai comprou umas fitas (naquela época a gente ouvia música em fitas) dos Beatles e eu me apaixonei. Pedi um walkman de aniversário e ouvia o dia inteiro. Tinha que rebobinar as fitas usando uma caneta para economizar pilhas (que naquela época não eram recarregáveis).

Livros ou autores preferidos?
Em casa a gente tinha a coleção completa do Monteiro Lobato. Li todos. Como eu morava no sítio, me identificava muito com as histórias.

Quando criança, o que queria ser quando crescesse?
No começo, eu queria ser engenheiro eletricista, depois biólogo. A vontade de ser jornalista só veio quando eu tinha uns 16 anos.

Como começou na internet?
Lá em casa a gente teve intenert desde muito cedo, 1995. Eu e meu irmão corremos para aprender a fazer sites, e logo criamos um site para o meu pai. Quando eu estava na faculdade, antes dos primeiros empregos no Jornalismo, trabalhava desenhando e programando sites. Quando a Mari se formou na faculdade, criamos um site pra ela também. E o meu trabalho de conclusão de curso na universidade foi um blog. No momento em que comecei a trabalhar em redações, publicava diariamente textos, fotos e vídeos na internet.

Algum dia imaginou que teria essa profissão?
Nunca imaginei, mas olhando para trás, não é estranho. Depois de trabalhar tanto com internet e outro bom tanto com jornalismo, o que faço hoje no Manual do Mundo é uma mistura de tudo isso.

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