No meu tempo de escola
A apresentadora de televisão Cloara Pinheiro nasceu em Curitiba em 1963, formou-se em Serviço Social e depois mudou-se para Londrina. Também morou nos Estados Unidos, onde nasceu sua filha, Carolina, que faleceu aos 5 anos vítima de um câncer no olho. A perda da filha só intensificou o dom de Cloara de ajudar os mais necessitados, trabalhando como voluntária em diversas entidades assistenciais. Sua carreira na televisão começou por acaso. De um programa que dividia com mais outras oito mulheres e em que aparecia por dez minutos, hoje, Cloara é líder em audiência de seu programa feminino diário e ao vivo na Rede Massa. Fez da luta contra o câncer sua missão de vida e há 19 anos é madrinha da ONG Viver, que atende crianças acometidas pela doença, e é representante da filiada no Teleton há quatro anos.
O que você mais gostava de fazer na escola quando criança?
O que eu mais gostava era da aula de Educação Física, era uma delícia. A gente brincava de caçador, bola queimada, vôlei. Gostava muito de tudo isso.
Qual a melhor lembrança desse período de escola?
É de um tempo de alegria, de felicidade, porque eu sempre gostei muito de estudar. É um tempo que eu tinha muitas amigas. Me lembro da "tia Glorinha", minha primeira professora. Era muito gostoso.
Havia alguma matéria de que gostava mais? E qual era a que gostava menos?
A matéria que eu gostava mais era Ciências, de fazer experiências, era uma coisa meio maluca. A que eu gostava menos, adivinha? Matemática. Tinha um professor legal e as notas não eram tão boas.
O que você gostava de comer na hora do recreio?
Eu levava sanduíche com margarina, uma fruta e suco dentro daquelas lancheiras cor de rosa. Tinha um pé de limão em casa e minha mãe fazia limonada quase todo dia para eu levar.
Você já ficou de castigo ou levou bronca do professor alguma vez? Como foi?
Nunca fiquei de castigo. Sentava na primeira fila e gostava bastante de estudar. Eu era daquelas alunas bem queridas com as professoras, sempre amável. Não lembro de ter levado bronca, só quando tirava uma nota mais baixa em Matemática que o professor falava que eu precisava estudar mais.
Fazia muita bagunça ou conversava durante a aula?
Bagunceira também nunca fui. Sempre fui muito aplicada na sala. Gostava de conversar, mas só nas horas que podia.
Suas notas eram boas? Qual a disciplina que ia melhor?
Eu tirava notas boas em Ciências. Em Educação Física sempre 10, pois era a parte que eu mais gostava na escola.
Quais eram suas bandas ou cantores favoritos nessa época?
Eu pegava muito disco de vinil e escutava Gongazinha, porque meu irmão mais velho gostava. Também ouvia Alcione. Sempre gostei de tudo um pouco. Até Xuxa e Balão Mágico.
Algum livro em especial marcou sua infância?
Meu livro de infância foi o clássico Pequeno Príncipe. Li várias vezes porque minha mãe dizia que toda criança precisava ler esse livro.
Quando criança, o que queria ser quando crescesse?
Eu queria ser médica pediatra porque sempre gostei muito de criança. Mas daí eu descobri que médico via criança sofrer, e eu tinha dó. Escolhi depois ser assistente social, que foi a profissão que eu escolhi mais tarde. Desde criança, pegava outras crianças pobres na rua para dar banho e roupa limpa.
Imaginava que, um dia, trabalharia na TV?
Nunca pensei que um dia trabalharia na televisão, mas nunca mesmo. Assistia aos programas e achava legal. Mas sempre sonhei em trabalhar ajudando os outros, de uma maneira ou de outra. É o lado assistente social mesmo. E esse lado me ajuda na TV, mais humano, que me fortalece e me deixa muito feliz.





