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Londrina

Folha 2

Atualizado em 24/03/2017, 19:23

NO MEU TEMPO DE ESCOLA - Uma vida na literatura

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de março de 2017

Marian Trigueiros<br>Reportagem Local
AUTOR autor do artigo

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Cristina Porto: "Sempre fui das palavras, muito mais que dos números" Cristina Porto: "Sempre fui das palavras, muito mais que dos números"
Cristina Porto: "Sempre fui das palavras, muito mais que dos números" |  Foto: Fotos: Divulgação



A escritora paulista Cristina Porto formou-se em Letras pela Universidade de São Paulo. Desde o começo de sua carreira profissional, em 1971, esteve ligada à criança: como professora de alfabetização, durante sete anos, depois, como funcionária da Editora Abril, onde trabalhou para as revistas Recreio, Alegria e Corujoca, como colaboradora e editora; e, a partir de 1980, como escritora, estreando com o livro "Se, será, Serafina?", editado pela Ática. Depois disso, passou a dedicar-se exclusivamente à literatura. Tem, hoje, mais de 50 livros publicados por várias editoras, dentre os quais, os premiados "Serafina e a Criança que Trabalha" e "O Diário Escondido de Serafina". A escritora lançou recentemente "Caderno Alado", pela Edições Barbatana, que conta a história de 12 passarinhos que vão visitá-la na casa onde nasceu e voltou a morar anos depois. Trata-se do primeiro livro que a autora também ilustra.

Imagem ilustrativa da imagem NO MEU TEMPO DE ESCOLA - Uma vida na literatura Imagem ilustrativa da imagem NO MEU TEMPO DE ESCOLA - Uma vida na literatura



O que você mais gostava de fazer na escola quando criança?
Gostava das aulas, de quase todas as matérias, mas adorava a hora do recreio.

Qual a melhor lembrança desse período de escola?
As melhores lembranças são do tempo em que ia de charrete, com minha tia Lycia, até a escola rural onde ela lecionava. Ter convivido com as crianças que vinham dos sítios da redondeza foi extremamente gratificante. Adorava os pães caseiros e broas de fubá que elas traziam. A troca de lanches era ansiosamente esperada.

Havia alguma matéria que gostava mais? E qual era a que gostava menos?
Sempre fui das palavras, muito mais que dos números.

O que você gostava de comer na hora do recreio?
Quando vim para a escola da cidade, cursar o segundo ano, meu lanche preferido era pão com goiabada mole. Ou pão com carne moída.

Você já ficou de castigo ou levou bronca do professor alguma vez? Como foi?
Não, nunca. Sempre fui boa aluna e comportadíssima.

Suas notas eram boas? Em qual a disciplina que ia melhor?
Sim, tinha notas boas, de maneira geral. sempre gostei muito de Português.

Como começou na literatura?
Trabalhava na editora Abril e mandei o perfil da personagem Serafina para a Ática. A editora gostou muito e pediu que eu criasse um universo para a menina. Foi assim.

Já gostava de escrever/desenhar quando criança?
Sempre gostei das aulas de redação, escrevia para o jornalzinho da escola e fazia diários.

Quais eram os autores preferidos nessa época?
Monteiro Lobato e Lewis Carrol, com sua Alice, uma paixão até hoje.

Quando criança, imaginava que teria essa profissão?
Não imaginava nada quanto à profissão. Minhas opções variavam a cada semana.